Investimentos em Outubro de 2013

Até meados do mês, as discussões em torno do orçamento e do teto da dívida americana agitaram os mercados ao redor do mundo. O cabo de guerra entre democratas e republicanos preocupou os credores americanos que fizeram vários apelos para que uma solução fosse encontrada a fim de evitar o possível calote da maior economia do mundo.

No Brasil, outubro começou com más notícias. A Moody’s, agência de rating, rebaixou a nota da Petrobrás de A3 para Baa1 e a perspectiva da nota de crédito do país de positiva para estável. Na semana seguinte, a reunião do Copom elevou a meta da Selic para 9,5% e a ata divulgada deixou clara a possibilidade de nova elevação, ainda este ano.  O mercado brasileiro, respondendo às declarações do comitê, prevê que a Selic feche 2013 a 10%.

Ainda por aqui, no final do mês, ocorreu o leilão do campo de Libra que mesmo com apenas um consórcio concorrente foi considerado um sucesso pelo governo, opinião não compartilhada por demais profissionais. Este fato, somado ao rebaixamento da nota da Petrobrás mencionado acima e ao anúncio de que a estatal vai aprovar um sistema de reajuste automático de preços para diesel e gasolina movimentaram o valor das ações da empresa durante todo o mês.

A OGX não foi bem sucedida nas negociações com credores e entrou com pedido de recuperação judicial, dessa forma a ação mais volátil do Ibovespa deixa o índice, que não mais terá seu desempenho prejudicado pela forte oscilação do papel. O bom resultado de empresas do setor siderúrgico junto com a possibilidade de aumento da produção de  aço em 2014 impulsionou o mercado acionário, que também foi estimulado por ações de empresas do setor financeiro como Banco do Brasil, Itaú e Cielo.

Voltando ao cenário externo, alguns dados sobre a economia americana vieram aquém do esperado. Indicadores mais fracos sugerem que o início da retirada dos estímulos à economia deve começar apenas em 2014 com Janet Yellen a frente do FED (BC dos EUA). Mas, enquanto não se tem uma definição certa de quando isso ocorrerá, o câmbio permanecerá volátil.

Em outubro, a China teve indicadores mistos, enquanto o PMI calculado de forma privada pelo HSBC sugere expansão da atividade e o PIB anualizado fechado no terceiro trimestre veio melhor que o do segundo, o governo contraiu a liquidez da economia em US$ 9,5 bilhões e o mundo se preocupa com o grau de endividamento do país que especula-se estar perto dos 200% do PIB.

Diante dos fatos mencionados acima o Ibovespa fechou o mês de outubro com valorização de 3,66%, o dólar registrou alta de 0,81% e CDI e poupança apresentaram ganhos, respectivamente, de 0,80% e 0,59%, os fundos Órama que tiveram melhor desempenho foram:

  • 1. Órama STK Ações
  • O fundo valorizou 5,65% neste mês.  Seguindo a filosofia de investir com horizonte de longo prazo em empresas com modelos de negócio diferenciados ou passando por mudanças estruturais, os destaques no mês foram Cielo, BB Seguridade, a seguradora do Banco do Brasil e Equatorial Energia.
  • 2. Órama Rio Bravo Fundamental
  • A rentabilidade no mês foi de 4,98%. Combinando disciplina e método com networking para buscar oportunidades, os destaques do fundo em outubro foram as ações da Valid, Unicasa e Itaú-Unibanco, principais posições da carteira do Fundo.
  • 3. Órama Studio
  • Alta de 4,70%. Um fundo que realiza poucas mudanças em suas posições, pois investe com horizonte de longo prazo. A rentabilidade apresentada no mês é explicada pela alta das ações de BB Seguridade, a seguradora do Banco do Brasil, Cielo e Itaú-Unibanco.
  • 4.Órama JGP Equity
  • A carteira do fundo valorizou 4,33%, resultado da combinação de estratégias comprada e vendida, de curto e longo prazos, mas sempre com exposição líquida comprada e com preferência por ativos de maior liquidez. Nos mês, foram as ações do setor de materiais básicos e financeiro os destaques positivos.
  • 5.Órama Bogari Value
  • Valorização de 3,62%. Com objetivo de identificar empresas com baixa probabilidade de perda permanente de capital e com alta probabilidade de gerar mais caixa no futuro, foram as ações  da Itausa, Cielo e Grendene que mais contribuíram para o desempenho do fundo no mês.

Sugestões para os próximos investimentos

Com uma visão positiva, baseada na recuperação da economia mundial e liquidez internacional que segue alta, o Ibovespa deve acompanhar os principais mercados externos, já que ainda acumula queda de 10,98% no ano. Com uma boa seleção é possível encontrar excelentes oportunidades.  Todavia, no curto prazo, alguma realização de lucro e volatilidade de não estão descartadas. Assim sendo, recomendo para suas próximas aplicações os fundos:

Órama Cash DI, Órama JGP Hedge e Órama Gap Hedge: se seu perfil é conservador ou se fará aplicações de curto prazo.

Órama GAP Absoluto, Órama BTG Pactual Hedge Plus e BNY Mellon ARX Hedge Plus: se seu perfil é moderado, ou seja, tolera alguma perda de curto prazo e tem horizonte de investimento de cerca de três anos.

Órama JGP Equity, Órama Bogari Value e Órama STK Ações: Para os investidores mais agressivos e com horizonte de longo prazo, que vão deixar o dinheiro aplicado por cinco anos ou mais.

Escrito por

Consultora de investimentos da Órama autorizada pela CVM, CFP® e autora de diversos livros.

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