Investimentos em Setembro/2013

Este último mês de setembro não foi marcado apenas pelo início da primavera no Brasil. Durante o nono mês do ano, os mercados trabalharam, mais uma vez, em torno das expectativas da redução do programa de expansão monetária americano. A reunião do Fed, que ocorreu nos dias 17 e 18, agitou investidores mundo afora. Ao final dos dois dias foi anunciada a continuidade do programa de recompra de títulos e a manutenção das taxas de juros entre 0% e 0,25%. Após esta notícia, as bolsas americanas bateram recordes e os mercados de juros e câmbio ao redor do mundo se acalmaram significativamente.

As decisões da reunião do Fed trazem alívio, sobretudo, para os países emergentes que estavam vendo suas moedas desvalorizarem fortemente e os recursos estrangeiros de curto prazo indo embora. Diante desse resultado, os recursos continuam abundantes no mercado global em busca das altas taxas de juros pagas pelos países em desenvolvimento.

Ainda no tocante ao cenário externo, as tensões em torno da Síria arrefeceram. Apesar de Obama, no seu discurso na ONU, não descartar completamente uma intervenção na região, parece que esta está cada vez mais distante após Assad se comprometer a entregar o seu arsenal de armas químicas.

No Brasil, indicadores da economia não são animadores. Ainda este mês, tivemos o fracasso do leilão da BR-262 e apenas 11 empresas se habilitando a concorrer no leilão do campo de Libra, no pré-sal. Esta é uma clara indicação de que os investidores estão descontentes com o ambiente de negócios e perspectivas da economia brasileira.  Contudo, mesmo que escassas, sempre há boas oportunidades.

A bolsa brasileira registrou alta de 4,65%, com destaques para Petrobras, devido à expectativa de alta dos combustíveis, empresas do setor financeiro, com o aumento da taxa de juros e do valor do imóvel financiado e imobiliárias, que também se beneficiaram com esta medida.  O dólar caiu 7,09%, e o CDI valorizando 0,70% e a Poupança 0,50%. Os fundos Órama que mais se valorizaram no mês foram:

  • 1.       Órama Bolsa Mid Large Small Cap
  • O Fundo rentabilizou 4,97% e foi o melhor da plataforma Órama em setembro. O resultado é atribuído à valorização das ações da Petrobras, ações de bancos, do setor imobiliário e do setor de energia elétrica. As empresas que mais contribuíram para o desempenho do fundo foram Petrobrás, ItaúUnibanco, Bradesco, BR Properties e Energias BR.
  • 2.       Órama JGP Equity
  • A carteira do fundo valorizou 4,41% no mês. O excelente desempenho é resultado da estratégia oportunista e de operar com ações de alta liquidez.  Em setembro as ações do setor de materiais básicos e do setor financeiro foram os destaques positivos.
  • 3.       Órama BNY Mellon ARX Income
  • A alta de 4,19% no mês é explicada pelas  ações Itaú-Unibanco, Petrobras e Oi. Empresas que compõem as principais posições da carteira do Fundo há algum tempo, devido ao seu potencial de valorização no longo prazo.
  • 4.       Órama Pacífico Ações
  • Alta de 4,1%, o resultado alcançado é consequência da valorização dos preços das ações do setor bancário e utilidades, entre elas, Itaú, Equatorial e Telefônica Brasil.
  • 5.       Órama STK Ações
  • Valorização de 3,85%. O bom desempenho do fundo no mês se deve às posições no setor financeiro.  Os destaques positivos são BB Seguridade, Itaú e BMF&Bovespa

Sugestões para os próximos investimentos

No início de outubro, dias 8 e 9, tem reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) e as expectativas são de que anuncie mais um aumento da Selic. Já no final do mês haverá outra reunião do Fed e os mercados devem trabalhar mais uma vez na expectativa do anúncio sobre a retirada dos estímulos à economia americana. Diante de tais perspectivas, recomendo os seguintes fundos para seus próximos investimentos:

ÓRAMA Cash DI, ÓRAMA JGP Hedge e ÓRAMA Gap Hedge, se pretende aplicar recursos de curto prazo ou se seu perfil é conservador.

ÓRAMA BTG Pactual Hedge Plus, ÓRAMA BNY Mellon ARX Hedge Plus e ÓRAMA Gávea Macro para os investidores de perfil moderado que pretendem deixar o dinheiro aplicado por pelo menos três anos.

Já para aqueles que buscam maior rentabilidade no longo prazo e entendem que para isso precisam correr mais risco, sugiro os Fundos ÓRAMA JGP Equity, ÓRAMA Bogari Value e ÓRAMA STK Ações. Lembro que horizonte de longo prazo significa cinco anos ou mais.

Qualquer dúvida, entre em contato através do Canal Fale com a Sandra, no site da ÓRAMA.

Escrito por

Consultora de investimentos da Órama autorizada pela CVM, CFP® e autora de diversos livros.

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