Investimentos em 2013

Enquanto as bolsas americanas bateram recordes, o Ibovespa registrou queda de 15,5% no ano, só foi pior do que o Peru. Este número indica que o ambiente de negócios por aqui não está entre os mais promissores. As oportunidades de ganhos fáceis já há muito tempo se evanesceram e, portanto, é necessário conhecimento e dedicação para fazer bons investimentos. As BDR’s (ações de empresas estrangeiras negociadas na bolsa brasileira) se subiram bastante, com isso o índice BDRX (composto por BDR´s) teve valorização de 48,81% no ano.

Em 2013 os destaques negativos foram as ações de empresas do grupo OGX e dos setores elétrico e imobiliário. Petrobrás e Vale também fecharam o ano em campo negativo, -9,10% e  -15,23%, respectivamente. O fraco resultado das ações da Petrobrás é explicado pela forte interferência do governo na empresa, que impediu a correta precificação dos combustíveis com o intuito de segurar a inflação. Já as ações da Vale foram prejudicadas pelo andamento da economia mundial, que apesar de estar se recuperando, o ritmo ainda é lento. O menor crescimento chinês também teve impacto direto na demanda mundial por minério de ferro e consequentemente no desempenho das ações da mineradora. As empresas do setor de consumo e financeiro tiveram boa performance.

O impasse sobre o teto da dívida e o orçamento americano trouxe incertezas aos mercados globais, assim como as discussões sobre o programa de retirada de estímulos à economia americana. Estes fatores abalaram todos os mercados, mas principalmente os emergentes. Bolsa e câmbio foram os mais afetados, o real sofreu desvalorização de 15,4%. Neste contexto de incertezas quanto à economia americana, ganharam, sobretudo, aqueles fundos que apostaram no fortalecimento do dólar frente outras moedas, sejam fundos multimercado ou cambiais.

No cenário interno, o baixo crescimento da economia, a deterioração das contas públicas e a alteração em marcos regulatórios afastam investidores externos, reduzindo inclusive o volume negociado na Bovespa. A inflação próxima do teto da meta deu início a um novo ciclo de alta da Selic que impactou negativamente os preços dos títulos prefixados.  A Selic iniciou o ano no seu patamar histórico mais baixo, 7,25%, mas sofreu várias altas ao longo do ano, e ao fim já tínhamos uma taxa de dois dígitos, 10%.  Desta forma, até alguns fundos de renda fixa apresentaram resultados ruins. O CDI acumulou 8,04% em 2013.

A recuperação dos países desenvolvidos amenizou algumas dificuldades. A economia americana está acelerando o passo, assim como a europeia dá sinais de que o pior já passou. O Japão se afasta do processo deflacionário e a China cresceu menos, todavia mais que o esperado no início do ano. Fundos com posições no exterior foram os maiores beneficiados neste contexto.

Os Fundos Órama mais rentáveis em 2013 foram:

ÓRAMA SPX NIMITZ: 15,48%.  A excelente valorização do Fundo no ano é resultado da visão pessimista da gestora para com a economia brasileira e sua posição comprada em dólares contra o real. As posições no mercado de ações local e internacional e apostas na queda de moedas de outras economias frente a dólar também contribuíram para a alta do fundo.

ÓRAMA BNY Mellon ARX Hedge Plus: 10,4%.  A rentabilidade do Fundo é explicada pela posição comprada em dólares e outras posições no mercado de câmbio. Sua exposição conservadora no mercado de juros e inflação, também contribuiu para o bom resultado do Fundo.

ÓRAMA Opportunity Total: 9,75%. Resultado alcançado principalmente pelas operações no mercado de câmbio.

ÓRAMA JGP Equity: 8,54%. O desempenho do Fundo é atribuído à sua estratégia dinâmica e oportunista de investir em ações nos setores financeiro, de materiais básicos e consumo e varejo.

ÓRAMA  Cash DI: 7,72%. A rentabilidade é conferida à alta da taxa Selic no ano, que saiu de 7,25% para 10% ao ano.

Perspectivas para 2014

Acreditamos num ano melhor do que 2013, pelo menos não deveremos ser surpreendidos por altas de juros além do esperado, devido as eleições. Nem por isso vai ser um ano fácil, haverá muitos desafios e obstáculos a serem vencidos.

Assim as sugestões para seus investimentos em 2014 são:

Toda carteira deve ter uma parte investida em fundos de baixo risco e alta liquidez.  O ÓRAMA Cash DI e o ÓRAMA JGP Hedge cumprem esta tarefa num ambiente de juros em alta.

Para adicionar alguma rentabilidade à sua carteira os Fundos ÓRAMA BNY Mellon ARX Hedge Plus,  ÒRAMA GAP Absoluto e ÓRAMA Gávea Macro.

Para objetivos de longo prazo e investidores mais agressivos, ÓRAMA JGP Equity, ÓRAMA Studio e ÓRAMA IP Participações.

Feliz ano novo e bons investimentos em 2014.

Escrito por

Consultora de investimentos da Órama autorizada pela CVM, CFP® e autora de diversos livros.

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