Investimentos em Janeiro de 2014

O ano definitivamente não começou como o desejado para os investidores de renda variável. O Ibovespa fechou o primeiro mês do ano com uma perda de 7,51%. O desempenho ruim é reflexo dos desequilíbrios da economia brasileira em 2013 que não agradaram investidores e também do fraco desempenho das principais bolsas do mundo que, assim como a nossa, entraram em 2014 com o pé esquerdo.

A reunião do Copom no meio do mês elevou novamente a Selic em 0,5 ponto percentual. A alta acima do esperado refletiu o IPCA de 2013 que fechou abaixo do teto da meta, mas bem acima das projeções e acima do IPCA de 2012. Inflação e Selic além das expectativas acabaram por gerar um estresse no mercado de juros, já que os agentes revisaram para cima as estimativas para 2014. Desta forma, títulos prefixados ou com componentes assim – como as NTN-Bs, por exemplo – tiveram seus preços desvalorizados, impactando negativamente o desempenho de algumas carteiras.

No final do mês, o banco central americano (FED) anunciou mais um reajuste no seu programa de incentivo à economia, assim como na última reunião, disse que vai reduzir em mais US$ 10 bilhões as compras de títulos em fevereiro. O anúncio repercutiu negativamente nos principais mercados do mundo, sobretudo nos emergentes que viram suas moedas perderem ainda mais valor com a saída de recursos externos. Fato que fez com que alguns já elevassem suas taxas de juros, como a Turquia.

O dólar valorizou 2,33% no mês em relação ao real. O CDI rendeu 0,84% e a Poupança 0,61%. Desta forma os fundos Órama que se destacaram no mês foram:

Órama SPX Nimitx: 1,12%

O fundo ganhou com posições compradas em dólares contra o real e vendida em Ibovespa e bolsa americana. O desempenho do mercado de juros também contribuiu para o bom resultado.

Órama BNY Mellon Arx Hedge Plus: 0,94%

O retorno do fundo foi obtido com posições no mercado cambial e no mercado de juros.

Órama Opportunity Total: 0,87%

Sem posições relevantes no mercado de juros, o fundo alcançou este resultado com as operações no mercado cambial.

Órama Kondor Max: 0,84%

A posição tomada em cupom cambial contribui para a rentabilidade do fundo.

ÓRAMA DI Tesouro Master: 0,80%

Obtém melhores resultados em cenário de juros em alta.

Perspectivas para Fevereiro

Este ano deve ser marcado pela volatilidade dos mercados e janeiro foi só o primeiro mês.  No entanto, as oscilações podem gerar boas oportunidades de investimentos. Diante desse cenário, minhas recomendações para seus próximos investimentos são:

a)      Para as reservas de emergência, o fundo Órama DI Tesouro Master, pois possui liquidez diária e é de baixíssima volatilidade.

b)      Aos investidores conservadores ou para investidores que estão reduzindo o risco de suas carteiras, agora temos as Letras de Crédito (LCI/LCA).

c)       Aos investidores com perfil moderado e horizonte de médio prazo, os fundos Órama BNY Mellon ARX Hedge Plus, Órama Gap Absoluto e Órama Gávea Macro, que devem ganhar com alta do dólar.

d)      Aos investidores agressivos e com horizonte de longo prazo, Órama JGP Equity, Órama Studio e Órama IP Participações – sabendo que ainda podem apresentar variações negativas no curto prazo.

Qualquer dúvida ou sugestão, entre em contato comigo através do canal Fale Com a Sandra no site da Órama.

Escrito por

Consultora de investimentos da Órama autorizada pela CVM, CFP® e autora de diversos livros.

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