Investimentos em Dezembro

O último mês no ano foi marcado por uma maior aversão ao risco. No âmbito nacional a degradação das contas públicas, a frágil situação da nossa economia e os escândalos envolvendo a Petrobras deixaram os investidores mais receosos. No ambiente externo, a forte queda nos preços das commodities, sobretudo petróleo, e as turbulências vindas da a Rússia, que sofreu forte desvalorização cambial afastaram os investidores internacionais dos países emergentes que partiram em busca de economias mais sólidas.

Diante desse cenário, o Ibovespa desvalorizou 8,62%, segunda maior queda de 2014.Os fundos de ações, consequentemente, não apresentaram bons resultados.  Fecharam dezembro acima do índice, porém no campo negativo. A queda generalizada dos preços dos papéis, sobretudo das ações dos setores financeiro e educacional, explica o resultado dos Fundos de ações da plataforma Órama.

Mercado de juros

O mercado de juros também viveu um mês agitado. Logo na primeira semana, o Copom elevou a taxa Selic para 11,75%, mas este movimento já estava precificado e não foi o responsável pela volatilidade observada. Esta foi causada pela maior aversão ao risco. No dia que a Rússia aumentou a taxa de juros de 10,5% para 17%, por causa de um suposto ataque especulativo, as negociações no Tesouro Direto chegaram a ser interrompidas devido à alta volatilidade dos juros futuros.

Uma vez que as taxas dos títulos prefixados com prazo de vencimento mais longo foram negociadas em patamares mais elevados, seus preços são desvalorizados. No entanto, as taxas dos títulos com vencimentos mais curtos permaneceram praticamente no mesmo patamar de novembro, sem grande impacto no preço destes papéis.

Dólar e ouro

Como acontece sempre que a aversão internacional ao risco se eleva, dólar registrou alta frente às principais moedas do globo. O ouro também registrou alta no mês. Em situações como a atual, muitos investidores se posicionam nestes dois ativos como forma de proteger suas carteiras.

Os números do mês

De acordo com o exposto, O dólar subiu 3,49% frente ao real e o Ibovespa caiu 8,62%.  O ouro valorizou 1,46% no mercado internacional. CDI e poupança renderam respectivamente 0,96% e 0,61%.

Os melhores fundos do mês de dezembro foram:

Órama Opportunity Total <2,90%>

O bom desempenho do Órama Opportunity Total é resultado do seu posicionamento em câmbio. As posições compradas em dólar americano contra dólar canadense e euro foram as responsáveis pela atribuição de resultado.

Órama Kondor Max <1,77%>

O Órama Kondor Max ganhou com posicionamento comprado em dólar americano versus uma cesta de moedas globais, mas principalmente contra o euro que registrou queda de 1,79% em dezembro.

Órama Gávea Macro <1,12%>

A performance do Órama Gávea Macro reflete as posições vendidas da carteira do fundo em moedas de países desenvolvidos contra o dólar americano.

Órama JGP Hedge <1,07%>

O Órama JGP Hedge tem seu desempenho no mês explicado pelo posicionamento comprado do fundo em dólares americanos contra o real.

Órama DI Tesouro Master <0,92%>

O Órama DI Tesouro Master rendeu 94% do CDI em dezembro. O desempenho reflete o posicionamento da carteira do fundo nas Letras Financeira do Tesouro, LFTs, títulos públicos pós-fixados.

Perspectivas para Janeiro e recomendações para seus próximos investimentos

As perspectivas para o mês de janeiro dependem da divulgação de medidas de ajuste na política econômica, monetária e cambial e ainda dos cortes necessários e mudanças na política fiscal e também do desenrolar da crise da Petrobras. O cenário internacional é mais animador e pode contribuir para reduzir a aversão ao risco.

Para os investidores conservadores

Com a tendência de alta da taxa de juros, o Órama DI Tesouro Master se torna cada vez mais atraente para os investidores que buscam segurança e liquidez. Este é um excelente fundo para investidores conservadores e também com outros perfis de risco, em busca de um bom produto para aplicarem sua reserva para emergências.

Ainda para investidores conservadores, as letras de crédito, LCIs e LCAs, são ótimas aplicações. Estes títulos contam com a cobertura do FGC e são isentos de imposto de renda para pessoas físicas.

Para os investidores moderados

Os investidores com perfil de risco moderado devem buscar retornos de médio prazo, ou seja, cerca de três anos. Com este objetivo recomendo os Fundos Órama BTG Pactual Hedge Plus, Órama Opportunity Total, e Órama Gap Absoluto.

Para os investidores agressivos

Os investidores com perfil de risco agressivo e horizonte de investimento acima de cinco anos devem conseguir bons retornos de longo prazo ao aplicar nos Fundos Órama JGP Equity, Órama Bogari Value e Órama STK Ações.

Bons investimentos e até o próximo mês!

Escrito por

Consultora de investimentos da Órama autorizada pela CVM, CFP® e autora de diversos livros.

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