5 Motivos para Pensar em Investimentos além da Renda Fixa

Quando a taxa de juros está alta, a vida do investidor fica muito mais fácil. Atualmente, basta aplicar em produtos de renda fixa de baixo risco e obter rendimento entre 10% e 13% ao ano. No entanto, essa vida boa tem os dias contados. Por isso, nesse post, vou apresentar cinco motivos que justificam a realocação para quem está concentrado em aplicações de renda fixa, mesmo diante de um cenário de economia frágil.

O quadro com taxa elevada não é favorável para a economia. Taxa de juros alta resulta em empréstimos mais caros para os setores público e privado e, como consequência, decorre recessão e desemprego.

Na tentativa de contornar esse cenário, medidas já vêm sendo implantadas. Só que os resultados levam algum tempo para aparecer. Assim sendo, ainda vai demorar para as taxas de juros serem reduzidas. Mas em investimentos, ganha mais quem se antecipa aos fatos.

 # 1 A taxa de juros está muito alta

A Selic, taxa básica de juros da economia, é uma referência para determinar as demais taxas do mercado, seja as de empréstimos ou as que remuneram as aplicações em renda fixa. No entanto, sua função principal é servir como instrumento de política monetária para controlar a inflação.

Dessa forma, boa parte da rentabilidade obtida nos investimentos de renda fixa nos últimos 24 meses está apenas compensando a perda do poder de compra, gerada pela alta dos preços. Pode parecer difícil pensar em aplicações com mais risco no momento, mas já está em tempo.

Na última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), em 29/04, a taxa básica de juros foi elevada para 13,25% ao ano, patamar próximo ao que atingiu no início da crise, em setembro de 2008. Assim, o ciclo da alta de juros está chegando ao seu limite.

 # 2 O movimento da taxa é cíclico

Os juros sobem para conter a inflação, mas depois devem cair para estimular a economia e contribuir para o crescimento do país. É por causa desse ciclo que sabemos que a comodidade da renda fixa deve acabar alguma hora. Assim, o investidor vai precisar realocar seus investimentos para ganhar mais.

Em 2012, a taxa Selic atingiu o menor patamar da história, 7,25%, e aí ficou estabilizada de outubro de 2012 a abril de 2013. Não está tão longe assim para esquecer o que ocorreu. Nesse período, o investidor precisou se mexer e correr mais riscos para obter maiores retornos.

 # 3 Os mercados antecipam os movimentos

 A migração de produtos mais conservadores para mais agressivos deve ser realizada gradualmente e com bastante cautela, pois os mercados ainda continuarão voláteis por algum tempo e a taxa de juros ainda pode subir um pouco mais se as expectativas para o futuro da inflação não se estabilizarem.

No entanto, os bons ganhos no mercado financeiro acontecem antes da economia se equilibrar e voltar a crescer robustamente. Um exemplo recente é encontrado na economia americana. As bolsas do país bateram recordes de altas na perspectiva de que a recuperação da economia seria contínua e progressiva, mas naquele momento não se tinha sinais de melhora.

De 2012 até o momento o S&P 500, um dos principais índices da bolsa americana, já subiu mais de 65%.

 # 4 A melhora do mercado internacional

As estimativas para a economia global também nos deixam mais otimistas com relação aos ativos de risco. Como as taxas de juros e inflação estão muito baixas nos países desenvolvidos e a liquidez é abundante, o apetite por risco dos investidores estrangeiros aumenta.

Com o fluxo de entrada de recursos externos e empresas que se beneficiam da situação global mais favorável , os mercados de juros, de ações e de câmbio são impactados e podem gerar boas oportunidades de investimentos.

 # 5 Superar a inflação

Aplicações em renda fixa, em geral, apenas preservam o poder de compra, isto é, investidores concentrados nessa classe de ativos estão apenas protegendo o dinheiro da alta dos preços no longo prazo. Para obter retornos acima da inflação é preciso investir em ativos de risco, os quais espera-se que, no médio e longo prazos, alcancem rentabilidades acima da renda fixa.

Embora as aplicações de maior risco possam apresentar variações negativas no curto prazo, quando o cenário ainda está nublado e os mercados voláteis, é correndo mais risco que se alcançam maiores ganhos em horizontes de tempo mais longos.

 Para finalizar

A facilidade para obter rendimentos de 10% ou mais em um ano sem correr risco está chegando ao final do ciclo. Os bons ventos do mercado externo e as mudanças efetuadas gradualmente no momento certo poderão proporcionar retornos acima da inflação, ou seja, retornos reais no médio e longo prazos.

E você, está com a carteira concentrada em renda fixa? Conheça alguns Fundos Multimercado e de Ações, como o Órama Opportunity Total e Órama JGP Equity, que podem ajudá-lo a maximizar o retorno da sua carteira.

Escrito por

Consultora de investimentos da Órama autorizada pela CVM, CFP® e autora de diversos livros.

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