Sua casa está arrumada?

Sua casa está arrumada?

Assim como tantas outras palavras no mundo ocidental contemporâneo, “economia” tem origem na língua grega. Mas, nestes dias em que a Grécia tem sido a vedete das manchetes econômicas – pressionada a fazer duras reformas internas para ganhar fôlego financeiro dos credores a fim de evitar um calote e o abandono do euro – o significado do termo pode até soar como deboche.

Isso porque a lógica econômica é a mesma para uma casa ou um país. “Economia” vem do grego  “oikonomía” e é pura e simplesmente a gestão ou administração da casa (oikos). O pressuposto básico é elementar. Qualquer dona de casa ou chefe de família é capaz de intuir que suas despesas totais devem ser, preferencialmente, menores ou iguais que a soma de suas receitas.

Sem filé mignon

Se não houver este equilíbrio entre receitas e despesas, há alguns caminhos (e suas respectivas conseqûencias): pode-se reduzir os gastos (cortando o filé mignon, por exemplo), elevar os ganhos (fazendo hora extra), pegar empréstimos para cobrir os rombos (entrando no cheque especial)… Muitos, no aperto, até optam por calotes e ficam com o nome sujo na praça. Tudo isso, considerando-se sempre o interesse, o bem estar e o futuro da “casa” em questão. No fim das contas, são escolhas.

Como na economia, não há “receita de bolo” para tudo, um governo age da mesma forma na condução da economia nacional. Pode cortar despesas de custeio e investimentos. Ou então elevar a arrecadação tributária e até decretar a moratória de suas dívidas. Tudo parece muito desagradável. Não são exatamente medidas populares.

Apaga a luz!

Não só a Grécia está passando por isso com sua “família”. No Brasil, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, abraçou a missão de levar adiante a tarefa de reduzir as despesas e elevar as receitas num momento bastante delicado não só internamente como globalmente.

Se os países estão apertando os cintos, os lares não vão escapar. Há “chatos” que, no comando de suas casas, correm atrás das crianças pedindo que desliguem as luzes quando não estiverem mais nos aposentos iluminados. E não é só pela economia na conta de luz, que, aliás, tem forte peso no orçamento dos brasileiros. Mas também porque acreditam na importância da educação financeira, da sustentabilidade, do combate ao desperdício, do bem estar amplo.  Bem intencionados, talvez fossem bons ministros. Mas não necessariamente amados.

E você? Está com a casa arrumada? Ou prefere uma gestão da economia “à grega”? Mande sua história para o email blog@orama.com.br

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