Os Investimentos em Junho de 2015

No campo internacional, o mês de junho teve as atenções voltadas para a Grécia. Os investidores acompanharam com atenção o desenrolar das negociações entre o governo grego e credores internacionais.

Com consequências no mundo todo, a crise grega pode ser um dos fatores para que o início do ciclo de alta dos juros americano fique mais para o fim do ano. Nos EUA, apesar da taxa de desemprego estar em queda, o consumo aumentando e mercado imobiliário se recuperado, não há consenso entre os membros do Fed (banco central americano) quanto à melhor data para  subir os juros.

Brasil

Os indicadores econômicos divulgados surpreenderam negativamente. A inflação aumentou, a atividade econômica encolheu e as empresas demitiram mais.

Apesar do cenário político conturbado e o cenário fiscal nada animador, a equipe econômica permanece se esforçando. O Copom (Conselho Monetário Nacional) elevou a taxa Selic para 13,75% e o Conselho Monetário Nacional (CMN) reduziu a banda da meta da inflação para 2017. O mercado reagiu bem a estas medidas.

Bolsa

As ações apresentaram comportamento misto. Do lado positivo, estão os papéis do setor financeiro, que mostra resiliência à situação da economia, e as ações da Petrobras. A empresa anunciou corte de 37% nos seus investimentos. O que agradou o mercado, embora a execução seja bastante arriscada. Subiram também as ações do setor educacional, pois as novas alterações do FIES foram bem vistas pelo mercado

Do lado negativo, sofreram as ações ligadas ao setor de commodities, materiais básicos e consumo. A economia chinesa em desaceleração e a deterioração da economia no Brasil prejudicam esses setores.

Os números do mês

Neste contexto, o Ibovespa fechou em alta de 0,61%. O CDI valorizou 1,07% e a poupança rendeu 0,68%. Em campo negativo, o dólar caiu 2,36%.

Os melhores fundos Órama de junho foram:

  1. Órama STK Ações – 1,69%

As ações do Fundo Órama STK Ações que mais se valorizaram foram Cielo, BM&FBovespa e Cetip. Ações do setor financeiro que têm mostrado resiliência diante do cenário desafiador.

Equatorial também contribuiu para o desempenho do Fundo no mês. A empresa tem se destacado por sua boa administração. Devido ao seu posicionamento no setor, poderá ser beneficiada com as oportunidades de fusões ou aquisições.

  1. Órama BNY Mellon Arx Income – 1,45%

O Fundo Órama BNY Mellon Arx Income também se beneficiou com a valorização das ações do setor financeiro, sobretudo de BM&FBovespa, Itausa e Bradesco.

A valorização das ações de Copel e Santos Brasil também ajudam a explicar a performance do Fundo.

  1. Órama BTG Pactual Local – 1,20%.

O resultado do Fundo Órama BTG Pactual Local é atribuído às posições no mercado de juros e câmbio. Diante do cenário de incertezas com relação ao ciclo de alta da Selic e a pressão inflacionária que se mantém persistente, o Fundo tem adotado uma postura mais cautelosa nas operações de juros e com isso tem obtido bons retornos.

O Fundo também ganhou fazendo operações curtas no mercado cambial.

  1. Órama BTG Pactual Head Plus e Órama Inflação – 1,15%.

O Órama BTG Pactual Hedge Plus ganhou com operações de juros e câmbio.

O bom desempenho do Órama Inflação é explicado pela ambiente de inflação alta e menor volatilidade nos preços dos títulos com vencimentos curtos, de até três anos. Embora o Banco Central ainda não tenha sinalizado o fim do ciclo de juros, este parece já estar mais próximo do fim.

  1. Órama Bogari Value – 1,05%.

As ações de Equatorial, Cielo e Ser Educacional, já citadas acima, contribuíram positivamente para a rentabilidade do Órama Bogari Value.

Recomendações para seus próximos investimentos

Diante do cenário desafiador com inflação, recessão e desemprego, é melhor manter a cautela com os investimentos. LCI, LCA ou CDB continuam sendo boas opções de aplicação, porque o investidor consegue obter um bom rendimento, acima de 1% ao mês e evita surpresas negativas.

Todavia, para os investidores com horizonte de prazo mais longo, o Órama Inflação é uma boa escolha, assim como o Órama BTG Pactual Hedge Plus, pois poderão adicionar mais rentabilidade às carteiras de investimentos.

Para os clientes Órama Pro, acrescento à minha recomendação os fundos Brasil Plural Equity Hedge e o BTG Pactual Dividendos, se o seu perfil for mais arrojado.

Escrito por

Consultora de investimentos da Órama autorizada pela CVM, CFP® e autora de diversos livros.

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