Os Investimentos em Julho de 2015

Cenário externo

No cenário externo, muita volatilidade provocada pela temporada de balanços das empresas e indicadores dos EUA.  Pesaram também perdas nas bolsas chinesas e a forte desvalorização dos preços das commodities. No entanto, as principais bolsas europeias e americanas encerraram o mês de julho com ganhos. O Stoxx 600 subiu 4% e foi o melhor desempenho desde fevereiro.

A crise da Grécia segue seu curso, agora com menos indefinições. O primeiro-ministro acabou cedendo em promover reformas e cortes no orçamento para abrir as negociações sobre um terceiro pacote de resgate para o país. No auge da crise, a população grega rejeitou as demandas dos credores e votou “não” em um referendo em 5 de julho.

A inflação ao consumidor na zona do euro subiu apenas 0,2% ao ano em julho, resultado que ficou em linha com as expectativas do mercado e bem abaixo da meta do Banco Central Europeu de 2%.

Nos EUA, o índice de custo do emprego (ECI) mostrou que a pressão salarial se manteve muito abaixo do esperado no segundo trimestre com alta de apenas 0,2%. Esse dado levou os investidores a mudar para dezembro suas expectativas sobre o momento de uma elevação do juro pelo Fed (banco central americano).

Cenário doméstico

Em julho foram divulgados dados fiscais mais fracos do que esperado. A meta do superávit primário foi reduzida e já não se acredita que ela será cumprida. Com isso, aumentam as chances de o Brasil perder grau de investimento. A agência de classificação de risco S&P já colocou a perspectiva do país como negativa.

Juros

O BC vem ganhando credibilidade e tem conseguido ancorar as expectativas para a inflação em patamares mais baixos para os próximos anos.

A taxa Selic foi elevada em mais 0,5 ponto percentual, para 14,25%, na última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), conforme aguardado pelo mercado. A surpresa ficou para o comunicado após a reunião, interpretado como fim do ciclo de alta dos juros.

Moedas e Bolsa

O agravamento da situação fiscal e o aumento das chances de o Brasil perder o grau de investimento contribuíram para a desvalorização do real.

Em julho, as ações apresentaram comportamento misto, no entanto, o Ibovespa fechou em campo negativo. Os destaques positivos foram as empresas de papel e celulose, alimentos e bebidas. Do lado negativo Petrobras, Vale, empresas de materiais básicos, bancos e educacionais.

Os números do mês

Diante do exposto acima, o real foi a moeda que mais se desvalorizou entre os emergentes em julho, 10,14%.  O CDI no mês foi de 1,18% e a poupança rendeu 0,73%. O Ibovespa registrou queda de 4,17%.

Os melhores Fundos Órama de julho foram:

1. Órama SPX Nimitz – 5,15%

A alta rentabilidade do Órama SPX Nimitz é explicada pela posição comprada em dólares. A economia americana mantém um bom ritmo de crescimento o que fortalece sua moeda. No Brasil, os problemas políticos e econômicos sem soluções de curto prazo promoveram o descolamento do real em relação às outras moedas.

Depois dessa forte alta, o gestor reduziu um pouca a exposição para minimizar o risco, mas continuam com uma posição relevante pois a tendência de alta do dólar vai continuar e pode se acentuar quando o Fed começar a aumentar a taxa de juros.

Posições em commodities e no mercado de ações também contribuíram para o retorno do Fundo.

É importante lembrar que este Fundo está fechado para novas captações.

2. Órama Gávea Macro – 4,86%

O bom desempenho do Órama Gávea Macro também é explicado pela valorização do dólar. O Fundo mantém uma posição relevante no mercado cambial comprada em dólar contra o real. A carteira do Fundo ainda é composta por posições em moedas asiáticas e de outros países emergentes.

3.Órama IP Participações – 4,49%

O percentual aplicado ações estrangeiras como Bershire Hathaway e Wells Fargo foi o responsável por grande parte da rentabilidade do Órama IP Participações em julho. A alta do dólar também favoreceu o resultado final, uma vez que nem todo investimento no exterior do Fundo possui proteção contra a desvalorização do real. Assim, algumas posições podem se beneficiar na valorização das ações e do dólar.

É importante lembrar que este Fundo é para investidores qualificados.

4. Órama Opportunity Total – 3,03%

A variação positiva do Órama Opportunity Total é atribuída às operações no mercado cambial, principalmente comprada em dólar contra o real e outras moedas.

Uma posição comprada no índice da bolsa americana S&P500 também contribuiu positivamente, assim como as estratégias com ações de empresas brasileiras.

5. Órama BTG Pactual Local – 2,29%

O Órama BTG Pactual Local segue com posições táticas nos mercados cambiais e de juros e conseguiu capturar os movimentos positivos que esses apresentaram durante o mês.

Depois de um ano com desempenho ruim o Fundo voltou a apresentar bons resultados nos últimos meses e voltou a configurar a lista dos melhores fundos da Órama.

Desempenho dos Fundos Órama PRO

Neste mês vale destacar o desempenho de alguns Fundos da plataforma PRO, disponíveis apenas para os clientes com valor aplicado acima de R$ 20.000:

Votarantim Cambial – 10,24%

Com o objetivo de seguir a variação do dólar, o Votorantim Cambial foi o que apresentou a maior rentabilidade no mês.

Brasil Plural Equity Hedge 30 – 4,49%

Parte da rentabilidade é explicada pelas posições compradas em dólar. No entanto, a maior parte do retorno é explicada pelas operações em bolsa.

O Brasil Plural Equity Hedge 30 atingiu o patrimônio de R$ 1 bilhão e, como este já era um objetivo determinado, vai fechar para novas aplicações em 31 de agosto.

Perspectivas

Em cenário de juros altos, mas com sinalização de que o ciclo de alta está próximo do fim, as aplicações em Renda Fixa continuam muito atraentes, inclusive os títulos com remuneração prefixada já começam a ser uma boa oportunidade de investimento. Consulte as taxas das LCI. LCA, CDB e Letra de Câmbio no site.

Para os investidores com horizonte de prazo mais longo, o Órama Inflação é uma boa escolha também, assim como o Órama Opportunity Total e o Órama BTG Pactual Hedge Plus, pois poderão adicionar mais rentabilidade às carteiras de investimentos no médio e longo prazos.

Para os clientes Órama PRO, lembro mais uma vez que o Brasil Plural Equity Hedge 30, vai fechar em 31 de agosto. O Fundo, com sua estratégia diferenciada, apresenta um excelente histórico de rentabilidade. Para quem tem horizonte de médio prazo e aceita as variações de curto prazo é uma boa oportunidade.

Entre os Fundos de Ações, para investidores agressivos ou com horizonte de longo prazo, seja para a aposentadoria ou para os filhos, continuo recomendando o Órama JGP Equity. Embora o desempenho dos últimos 24 meses não seja satisfatório, está dentro do esperado para um Fundo de nível de risco alto. O gestor já avaliou os erros que fizeram no ano passado e no início desse ano e estão comprometidos em melhor estes resultados.

Até o próximo mês!

Escrito por

Consultora de investimentos da Órama autorizada pela CVM, CFP® e autora de diversos livros.

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