Panorama Semanal 21/09/2015 até 25/09/2015*

A alta do dólar, que chegou a patamares recordes na história do Real, dominou a semana. Estruturalmente, o cenário não mudou, mas houve uma percepção de agravamento, e a moeda americana refletiu rapidamente a aversão ao risco, assim como a Bolsa.

A piora foi influenciada por rumores sobre o risco de um novo rebaixamento, após os dados ruins de arrecadação federal e as dificuldades na implementação do ajuste fiscal. A conjuntura ficou mais pressionada com outros números e expectativas desfavoráveis que foram sendo anunciados ao longo da semana, como o IBC-Br e o relatório trimestral de inflação do Banco Central. O aumento do desemprego em agosto, para 7,6%, complementou a sequência de notícias negativas.

Lava Jato, incertezas políticas e o desgaste do governo, este último explicitado esta semana na apreciação dos vetos no Congresso e na costura da reforma ministerial, agravaram o panorama.

Na quinta-feira, a situação ficou crítica, com o dólar chegando a R$ 4,24 de manhã. No fim do dia, a declaração do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, desanuviou o horizonte. Tombini afirmou que o câmbio é flutuante e que as reservas internacionais são um instrumento seguro, que “pode e deve” ser usado para segurar a cotação do dólar. Ele disse ainda que não pretende subir os juros.

O Tesouro Nacional, por sua vez, anunciou um programa de compra e venda diárias no mercado de títulos durante determinado período, com a intenção de minimizar a volatilidade das taxas.

Outra afirmação considerada positiva veio do presidente do Senado, Renan Calheiros, ao afirmar que a apreciação ao veto do reajuste do Judiciário está marcada para a próxima quarta-feira e que o Congresso está preocupado com a economia do país.

Assim, no que parece ter sido o pior dia da semana, o dólar acabou recuando 3,7% e fechou a quinta-feira a R$ 3,99. A Bovespa, por sua vez, praticamente zerou as perdas no fim do dia.

No cenário externo, Janet Yellen, a presidente do banco central americano, o Fed, afirmou em evento público que considera “apropriada” uma elevação da taxa de juros dos Estados Unidos ainda este ano.

Apesar da melhora, muitos agentes do mercado acreditam que a moeda americana deve apresentar ainda forte grau de volatilidade nas próximas semanas no Brasil.

Foram divulgados nesta sexta-feira os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, resultando na fala do ministro no Trabalho e Emprego admitindo que o Brasil pode fechar o ano com a perda de um milhão de vagas.

Obrigada, bom fim de semana e até o próximo Panorama Semanal da Órama.

O Ibovespa fechou a semana com alta de 5,15%. O dólar valorizou 0,5% e fechou cotado a R$3,97.

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