Panorama Semanal 02/11/2015 até 06/11/2015*

Novembro não começou muito diferente de outubro. China, Fed, Eduardo Cunha e impeachment preponderaram no cenário político-econômico.

O governo da China informou que seu crescimento anual não ficará abaixo de 6,5% até 2020. Mas resaltou que as incertezas permanecem, com o comércio global fraco e o alto nível de endividamento no país.

Já a presidente do Fed, banco central dos EUA, Janet Yellen, afirmou que elevar a taxa de juros dos EUA em dezembro deste ano ainda é uma “possibilidade”. Dados divulgados sobre o emprego no setor privado superaram as expectativas, intensificandoas apostas na elevação e fortalecendo o dólar. Nesta sexta-feira, a expectativa é em relação à divulgação do relatório de emprego (payroll) de outubro, que pode reforçar essa mudança na política monetária em 2015.

Ainda na conjuntura internacional, o presidente do Banco Central Europeu (BCE) reiterou a possibilidade de aumentar o programa de compra de ativos, para impulsionar a economia europeia.

Na política, a principal novidade foi a instauração do processo disciplinar na Comissão de Ética que pode levar à cassação do presidente da Câmara dos Deputado, Eduardo Cunha, alvo de investigação no âmbito da Lava Jato. O relator do processo disse que há grande possibilidade de aceitar a denúncia contra o parlamentar – que levou uma “chuva” de dólares falsos na cara de um manifestante.

Internamente, muitas notícias negativas. Analistas do mercado pioraram  as estimativas de inflação e PIB para este e o próximo ano.

A produção industrial de setembro acumula queda de 7,4% em 2015 e registrou um recuo mensal de 1,3% em comparação com agosto. Ante setembro do ano passado, a queda é de 10,9%, de acordo com o IBGE.

Já a inflação, medida pela FGV, das famílias que recebem até 2,5 salários mínimos acelerou em outubro e superou 10% em 12 meses. O diretor de Política Econômica do BC, Altamir Lopes , disse que a instituição fará de tudo para levar a inflação oficial ao centro da meta em 2017.

Greves na Petrobras e uma ameaça de paralisação dos caminhoneiros também preocupam o governo. E o fluxo cambial de outubro ficou negativo em US$ 3,5 bilhões.

Enquanto isso, o ajuste fiscal anda de lado. O Ministério do Planejamento encaminhou proposta de redução de despesas de R$ 26 bilhões no Orçamento de 2016. E a presidente Dilma Rousseff sancionou as polêmicas regras para a aposentadoria, com vetos. Ainda assim, o governo continua tentando elaborar um novo estudo que resolva a questão previdenciária.

Por outro lado, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,996 bilhão em outubro.

Esta semana, o dólar acabou influenciado mais pelo cenário interno, com atuações do BC no mercado de câmbio e expectativa de entrada de recursos com a venda da divisão de cosméticos da Hypermarcas à Coty, o que também mexeu com a Bolsa, assim como a notícia de que BM&F e Bovespa negociam  uma fusão. A moeda americana fechou a quinta-feira em queda, cotada a R$ 3,77.

Obrigada, bom fim de semana e até o próximo Panorama Semanal da Órama

*Dados atualizados até 06/11/2015 às 09h10m

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