Panorama Semanal de 23 a 27 de janeiro

Se bobear, o presidente americano, Donald Trump, vai ser o destaque ao longo de todas as 52 semanas de 2017. Nesta que se encerra hoje, ele dividiu o espaço do noticiário com a operação da PF envolvendo Eike Batista e Sérgio Cabral, além da expectativa quanto à substituição do ministro do STF Teori Zavascki e à homologação da delação da Odebrecht, no âmbito da Lava-Jato.

Trump começou a fazer valer as medidas polêmicas prometidas na campanha. Deu ordem para construção do muro na fronteira com o México; disse que suspenderá o visto de pessoas oriundas de sete nações muçulmanas; assinou um decreto para os Estados Unidos saírem da Parceria Transpacífica, cortou ajuda a ONGs internacionais que apoiam a prática do aborto, retirou traduções em espanhol do site do governo e apoiou a construção de oleodutos, em oposição à política ambiental anterior.

No Brasil, a grande novidade foi a divulgação de um esquema supostamente liderado pelo ex-governador do Rio Sérgio Cabral, com o desvio de mais de US$ 100 milhões e o envolvimento de Eike Batista. A Polícia Federal investiga o pagamento de US$ 16,5 milhões em propina paga por Eike a Cabral. Fora do país, Eike está sendo considerado foragido.

Quanto aos desdobramentos da morte de Teori Zavascki, seguem as investigações quanto às causas do acidente com o avião. Análise preliminar da FAB não apontou anormalidades.  Em paralelo, cresce a pressão para a retomada do caso Odebrecht: o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu urgência na homologação das delações da construtora. Já a vaga do ministro no Supremo permanece indefinida. Entre os nomes mais cotados, está o de Ives Gandra.

Pelo país, preocupam os casos de febre amarela, além das tensões referentes à crise penitenciária.

E dados referentes ao fechamento do ano passado mostraram que o Brasil registrou um déficit em transações correntes de US$ 23,5 bilhões, ou 1,3% do PIB. Este é o melhor resultado desde 2007.

Já a dívida pública federal encerrou 2016 em R$ 3,1 trilhões, em alta de 11%.

O déficit da Previdência, por sua vez, ficou em R$ 151,9 bilhões, o pior desde 1995. É o equivalente a 2,4% do PIB, bem acima do 1,5% de 2015.

No mercado acionários, bolsas batendo recorde, aqui e lá fora. O Índice Dow Jones, na quarta-feira, fechou pela primeira vez acima dos 20 mil pontos, devido às expectativas das medidas de estímulo à economia americana prometidas por Trump.

No Brasil, a valorização durante a semana foi impulsionada pelas cotações do minério de ferro e do petróleo e pela possibilidade de um cenário mais positivo na economia do país. O Ibovespa encerrou o pregão de quinta-feira em alta de 0,53%, no maior patamar desde março de 2012, em 66.190 pontos. Já o dólar subiu 0,41% e fechou a quinta-feira cotado a R$ 3,182.

Obrigada, bom fim de semana e até o próximo Panorama Semanal.

*Dados atualizados até 27/01 Às 09h45

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