Corte da Selic e os destaques da política e economia

Panorama Semanal de 24 a 28 de julho

As decisões referentes às taxas de juros, aqui e nos EUA, pautaram o mercado nesta semana. No Brasil, o Copom, mantendo o ritmo, decidiu cortar a taxa Selic para 9,25% ao ano. Nos Estados Unidos, o Fed manteve a taxa básica do país.

Outro dado econômico de relevo foi o déficit primário do setor público brasileiro, de R$ 19,5 bilhões em junho, e de R$ 35,1 bilhões no primeiro semestre deste ano. Os números são os piores da série histórica, iniciada em 2001.

A dívida federal, por sua vez, subiu 3,22% em junho, para R$ 3,35 trilhões.

Em meio à crise fiscal, procuradores aprovaram um reajuste salarial de 16,7%.

Por outro lado, o governo instituiu um PDV para os servidores do Executivo.

E o aumento de impostos sobre combustíveis foi alvo de protestos e de briga judicial ao longo da semana, mexendo com o humor dos investidores. Na quarta-feira, a Justiça anulou a liminar que suspendia a alta. A equipe econômica sinalizou com possível elevação de outros impostos, caso não haja o aumento do PIS/Cofins sobre os combustíveis.

No segundo trimestre deste ano, a taxa de desemprego ficou em 13%, o equivalente a cerca de 13,5 milhões de pessoas, de acordo com a PNAD, do IBGE. O percentual é menor que os 13,7% do primeiro trimestre. O IGP-M registrou deflação de 0,72% em julho.

No âmbito da Lava-Jato, a principal notícia foi a prisão de Aldemir Bendine, ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras.

Nas ruas do Rio, já é possível ver a presença do Exército.

Nos EUA, o cenário também está agitado. Economicamente, além da manutenção dos juros pelo Fed, o destaque foi o PIB americano, que mostrou reação da atividade, com avanço de 2,6% no segundo trimestre do ano. Politicamente, o Senado aprovou novas sanções à Rússia, reforçando uma conjuntura desfavorável ao presidente Donald Trump.

Pontos de tensão no mapa apontam para a Coreia do Norte, que disparou outro míssil balístico, e para a Venezuela, onde o caos e a violência não dão trégua.

No fechamento do pregão desta quinta-feira, o dólar subiu 0,38%, cotado a R$ 3,156. O Ibovespa fechou em alta de 0,41%.

Na próxima semana, ao que tudo indica, as expectativas se voltam para a votação, na Câmara, da denúncia contra o presidente Michel Temer.

Obrigada, bom fim de semana e até o próximo Panorama Semanal.

*Dados atualizados até o dia 28/7, às 15h.

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