A reforma de Trump e os destaques da semana

A reforma tributária de Donald Trump foi o fato de maior repercussão econômica da semana. Foram destaques também a notícia de negociação de venda da Embraer para a Boeing e, no Brasil, a inflação pelo IPCA-15 no menor patamar desde 1998 e o índice de atividade do Banco Central, indicando prosseguimento da melhora econômica.

Aprovado no Senado e na Câmara americanos, o texto da reforma tributária vai à sanção de Trump. É a primeira reforma do gênero nos EUA em 30 anos. Considerada um trunfo político pelos republicanos, a reforma vem sendo criticada pelos democratas por beneficiar empresas e milionários. Analistas estimam que haverá uma alta de US$ 1,5 trilhão no déficit orçamentário do país em dez anos.

Após notícia, pelo Wall Street Journal, de que há uma negociação em andamento entre a Boeing e a Embraer, as ações da empresa brasileira dispararam na Bolsa, com polêmica que envolve o poder de veto do governo na possível operação de venda.

No Brasil, o deputado Paulo Maluf se entregou à Polícia Federal após o ministro do STF Edson Fachin determinar que ele comece a cumprir pena de sete anos em regime fechado. Maluf foi condenado por desvios bilionários quando era prefeito de São Paulo. Foi determinado também que ele perca o mandato, mas a cassação precisa ter o aval da Câmara dos Deputados.

E o ministro do STF Gilmar Mendes mandou soltar o ex-governador do Rio Anthony Garotinho.

No cenário econômico, a inflação medida pelo IPCA-15 ficou em 0,35% em dezembro e fechou o ano em 2,94%, o menor resultado desde 1998 (1,66%). O IPCA-15 é a prévia do IPCA, que é o índice oficial da inflação brasileira.

O Banco Central divulgou o IBC-Br de outubro. O índice de atividade da economia brasileira registrou alta de 0,29% em comparação a setembro, dando prosseguimento à recuperação gradual do país.

Em seu relatório trimestral, o BC diminuiu sua projeção oficial de inflação e elevou a do crescimento para este ano. Durante a semana, a autoridade monetária reduziu os compulsórios dos bancos, o que deve injetar R$ 6,5 bilhões na economia.

A TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo) foi reduzida para 6,75% ao ano, em consonância com as expectativas de queda da Taxa Selic no início do ano que vem.

Outros dados importantes foram o da arrecadação federal e o da dívida pública federal. A arrecadação registrou R$ 115 bilhões em novembro, um crescimento real de 9,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. Já a dívida pública, de R$ 3,493 trilhões, subiu 1,6% em termos nominais frente a outubro.

Ainda na seara do controle fiscal, o adiamento do reajuste do funcionalismo para 2019 foi suspenso pelo ministro do STF Ricardo Lewandoski, bem como a alta da contribuição previdenciária dos servidores. Mas a Advocacia-Geral da União (AGU) pretende entrar com recurso para derrubar a liminar concedida por Lewandowski.

Na costura política, o governo tenta votos para aprovar a Reforma da Previdência no ano que vem. Rumores sobre rebaixamento da nota do país pelas agências de risco por causa das incertezas quanto à reforma mexeram com os mercados.

De acordo com pesquisa CNI/Ibope, subiu para 6% a aprovação do governo Temer. E, em convenção, o PMDB mudou o nome do partido para MDB.

Lá fora, destaque para a resolução da ONU que pede que os EUA voltem atrás no reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel. Na Catalunha, foco nas eleições pra decidir se a região avança no separatismo. Na América do Sul, houve a aprovação da lei que altera as regras previdenciárias na Argentina e a eleição de Sebastián Piñera no Chile.

No pregão desta quinta-feira, o Ibovespa fechou em alta de 2,4%, aos 75.133 pontos, puxado por Embraer e Petrobras, que detalhou seu plano de investimentos. No mercado cambial, o dólar encerrou em alta de 0,44%, a R$ 3,310, devido à preocupação fiscal.

Obrigada, boas festas e até o próximo Panorama Semanal.

*Dados atualizados até o dia 22/12, às 10h.

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