O julgamento no TRF-4 e os destaques da semana

Panorama Semanal de 22 a 26 de janeiro

A condenação, por unanimidade, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo TRF-4, e suas consequências no cenário eleitoral foram os fatos de maior relevo da semana. Com a decisão, estaria descartada, em tese, a candidatura de Lula. No entanto, devido à possibilidade de embargos jurídicos, o caso deve seguir na Justiça por mais algum tempo.

Apesar da condenação, o PT lançou a pré-candidatura de Lula à Presidência, assumindo, assim, um tom de desobediência à decisão judicial. Em outra frente, um juiz determinou a apreensão do passaporte do ex-presidente, que estava com viagem marcada à Etiópia.

A decisão do TRF-4 fez emergir análises eleitorais, tendo como premissa que Lula realmente não poderá se candidatar. E foi esse horizonte, mais definido, com menos polaridade, que pautou os mercados.

No Fórum de Davos, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, destacou que o crescimento da economia brasileira já é uma realidade, com destaque para inflação baixa. O ministro procurou não dar peso a questões mais delicadas, como o rebaixamento da nota do país pela S&P e o problema fiscal.

O FMI, em relatório, afirmou ver riscos para o crescimento da economia brasileira por causa as eleições. E o Fundo destacou que é melhor realizar uma Reforma da Previdência mais completa, ainda que sua aprovação e implementação sejam mais demoradas.

Um indicador importante divulgado foi o de emprego com carteira assinada. De acordo com o Caged, o Brasil perdeu 20.832 vagas formais em 2017, no terceiro ano seguido de fechamento de vagas. Este número é melhor que os de 2016 e 2015, mas ainda assim é negativo.

E o país registrou no ano passado o menor déficit em transações correntes da última década. O déficit foi de US$ 9,8 bilhões, o equivalente a 0,48% do PIB.

Já a dívida pública aumentou e atingiu R$ 3,56 trilhões.

Nos EUA, nesta sexta-feira, saiu o dado do PIB, que mostrou a continuidade do crescimento da economia americana. O indicador avançou 2,6% no último trimestre do ano passado, um pouco abaixo do esperado pelo mercado.

Em Davos, declarações sobre o dólar mexeram com as cotações da moeda. Primeiro, o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, sugeriu que um dólar fraco seria interessante para o comércio externo dos EUA. Mas, no dia seguinte, o presidente Donald Trump defendeu um dólar forte e minimizou as declarações de Mnuchin, fazendo a moeda oscilar na direção contrária.

No Brasil, no pregão da última quarta-feira, o dólar despencou 2,4%, cotado a R$ 3,159 no fechamento. Já o Ibovespa subiu 3,72%, para o recorde de 83.680 pontos.

Obrigada, bom fim de semana e até o próximo Panorama Semanal.

*Dados atualizados até o dia 26/1, às 12h.

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