Mudanças no ministério e os destaques da semana

A polícia Federal não dá trégua aos políticos. A semana iniciou com buscas no apartamento do ex-governador da Bahia, Jaques Wagner, do PT, numa ação vinculada à operação “Cartão Vermelho”, que apura irregularidade na Arena Fonte Nova, em Salvador, à época da Copa do Mundo de 2014. Lembremo-nos que Wagner é considerado uma das opções do PT para disputar as eleições de outubro, caso o ex-presidente Lula seja considerado efetivamente ficha-suja e fique impossibilitado de concorrer ao pleito.

Também essa semana, o presidente Temer criou um novo ministério, da Segurança Pùblica, e remanejou o ministro da pasta da Defesa, Raul Jungmann para assumi-la. Nessa dança das cadeiras, o diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia, foi retirado do posto e enviado para a embaixada brasileira em Roma. Assumiu a PF Rogério Galloro.

Na economia a semana trouxe algumas notícias positivas. A arrecadação de impostos, em janeiro, registrou elevação de 10%, na comparação de 12 meses. No acumulado, somando Tesouro, Previdência e BC, foi o melhor janeiro em duas décadas. Ademais, há boas expectativas nessa área, pois o BNDES anunciou que vai devolver R$ 30 bi ao governo, até abril.

Outro dado importante foram as contas externas, que mostraram entradas expressivas de U$ 6,5 bilhões em janeiro. Os números externos também apontam que as viagens internacionais voltaram a crescer, o que significa que o crescimento da economia é real. Prova disso foi que o IBGE divulgou o PIB do 4º trimestre de 2017, que mostrou alta (modesta) de 0,1%. Com esse resultado, o crescimento fechado da nossa economia, em 2017, foi de 1%, revertendo dois anos de contração.

Com os problemas fiscais atormentando o governo, sobretudo depois que a reforma da previdência ficou de lado, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, sugeriu que é possível um esforço para promover uma reforma tributária. Nesse sentido, segundo sua percepção, haveria espaço no Congresso, pois o tema não é tão árido quanto a Previdência.

No front internacional, a economia americana mostrou crescimento anualizado no PIB do 4º trimestre de 2017 de 2,5%, dentro das expectativas. O que não estava dentro do esperado foi o testemunho, ao Congresso americano, do novo presidente do FED, Jerome Powell, que, a despeito de manter um discurso gradualista para a política monetária, deixou uma fresta aberta para quatro aumentos de taxas de juros ao longo de 2018.

Para azedar definitivamente o humor dos mercados acionários americanos, o presidente Donald Trump anunciou que irá impor alíquotas de impostos sobre importação de aço e alumínio, o que pode provocar uma onda protecionista na economia global. Tanto é verdade que, rapidamente, a União Europeia se manifestou, informando que haverá retaliação e protestos junto à OMC.

Na quinta-feira, o Ibovespa operou estável, aos 85.378 pontos e o dólar comercial teve alta de 0,38%, aos R$ 3,253

 

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