Como declarar o Imposto de Renda 2018?

O que não pode faltar na sua declaração 2018?

O mês de março avança ,e, assim, o prazo para a entrega da Declaração de Imposto de Renda, que se encerra em 30 de abril, vai ficando mais apertado.

Já organizou os informes de rendimentos para começar? Estes são os principais documentos para cumprir a obrigação anual com a Receita e declarar devidamente os seus investimentos.

Depois, é preciso baixar o novo programa gerador da declaração, disponível no site da Receita Federal (www.receita.fazenda.gov.br) e importar os dados da Declaração de 2017. Ou criar uma nova declaração, para quem está declarando pela primeira vez.

 

Como declarar os investimentos para o Imposto de Renda

O primeiro passo é informar as aplicações financeiras na ficha Bens e Direitos. Esta é a parte mais importante da declaração, pois o conjunto de bens e direitos constitui o patrimônio do declarante.

Tanto a caderneta de poupança como as ações, títulos de renda fixa, fundos, planos de previdência VGBL e derivativos devem ser informados nessa parte da declaração.

Os saldos em conta corrente, valores em trânsito e proventos provisionados e não recebidos de ações também constituem patrimônio do declarante e estão relacionados aos investimentos, por isso, devem ser declarados na ficha Bens e Direitos.

As aplicações financeiras já existentes na declaração dos anos anteriores são carregadas automaticamente quando se importa os dados da Declaração 2017. Neste caso, será necessário apenas atualizar os valores correspondentes em 31/12/2017. Se não houve nenhuma movimentação ou evento de tributação, basta repetir o valor com apenas um clique.

Os novos investimentos realizados ao longo de 2017 deverão ser inseridos um a um, com os respectivos CNPJs dos produtos e códigos.

Imóveis, automóveis ou participações societárias, investimentos ou não, são declarados também na ficha em Bens e Direitos.

 

Investimentos em Ações

Investimentos em renda variável podem apresentar lucro ou prejuízo ao fim de um ano. Por isso, o imposto de renda sobre os ganhos incide somente no momento do resgate. Assim sendo, aplicações em ações, fundos de ações e fundos imobiliários são sempre declaradas pelo valor histórico, ou seja, pelo aplicado inicialmente.

Basta, então, repetir o valor de 31/12/2016 em 31/12/217, se durante o ano não ocorreu nenhuma compra ou venda.

As ações ou cotas de fundos imobiliários adquiridos ao longo de 2017 deverão ser inseridos, um a um, com os respectivos CNPJs dos produtos.

 

Investimentos em Previdência Privada

As contribuições para acumulação de recursos em PGBL são expectativas de direito, por essa razão são declaradas na ficha Pagamentos e Doações Efetuados – Contribuições a Entidades de Previdência Complementar.

As contribuições de previdência privada do tipo PGBL são o único investimento que permite deduzir a base de cálculo de imposto, até o limite de 12% da renda bruta. Os investimentos em VGBL são declarados na ficha Bens e Direitos, como os Fundos de Renda Fixa ou Multimercado.

 

Rendimentos e ganhos de capital

Depois de ter declarado todos os investimentos em Bens e Direitos, o próximo passo é declarar os rendimentos e ganhos de capital recebidos durante o ano anterior. São eles que ajudam a explicar o aumento do patrimônio de um ano para o outro, porém não integram a base para o cálculo de imposto, com exceção dos aportes em PGBL e renda gerada por planos de previdência privada com tributação pela tabela progressiva*.

Os rendimentos de caderneta de poupança e fundos imobiliários são isentos, assim como os rendimentos letras de crédito imobiliário (LCI) e do agronegócio (LCA), letras hipotecárias (LH), certificados de recebíveis imobiliários (CRI) e do agronegócio (CRA) e também debêntures de infraestrutura e fundos de Debêntures Incentivadas. Porém, estes também devem ser declarados, e os valores são informados na ficha Rendimentos Isentos e Não Tributáveis.

Os detentores de ações, caso tenham realizado vendas sem ultrapassar o limite de R$ 20 mil num determinado mês, também devem declarar os ganhos nesta ficha.

Os rendimentos de títulos públicos e privados e fundos de renda fixa, assim como os ganhos de fundos multimercado e de ações, devem ser informados na ficha Rendimentos Sujeito à Tributação Exclusiva/Definitiva. O imposto desses produtos é retido na fonte e, por isso, no momento de informar os rendimentos ou ganhos deve-se atribuir o CNPJ da fonte pagadora.
Além dos valores recebidos, o CNPJ da fonte pagadora é uma informação muito importante na declaração.

Os ganhos de capital com a venda de imóveis, bens móveis e participações societárias devem ser preenchidos por meio do Programa Ganhos de Capital 2017 (GCAP2017), disponível no site da Receita). Os dados,  depois, devem ser importados para a declaração nas respectivas fichas Bens Imóveis, Direitos/Bens Móveis e Participações Societárias.

Os ganhos com operações com ações e fundos imobiliários também possuem fichas específicas na declaração. São elas Renda Variável, Operações Comuns/Day Trade e Operações em Fundos de Invest. Imob.

 

Como pagar menos imposto ou ter uma restituição maior?

O novo programa da Receita já indica os valores que o declarante tem a pagar ou a restituir nos dois formatos de declaração. Assim, facilita a escolha que tem a maior vantagem financeira. Seja qual for o modelo, completo ou a simplificado, a preferência vai ser pelo que tiver menor valor a pagar ou maior valor a restituir.  

Preencha a declaração com todas as informações que você reuniu e, depois, com apenas um clique, faça a escolha pela opção que é mais vantajosa para o bolso.

Do mesmo jeito que a tecnologia sofisticada facilita sua vida, ela também facilita a fiscalização da Receita. Por isso, hoje em dia, os contribuintes têm sido chamados com maior frequência para apresentar recebidos e justificar os números. O objetivo da Declaração Anual é comprovar que o crescimento de seu patrimônio é compatível com renda, e se há imposto a pagar ou a restituir.

Se a sua situação for mais complexa, tal que nem a modernização tecnológica seja suficiente para ajudar a tomar a melhor decisão, sugiro procurar um profissional, contador ou tributarista, para finalizar essa tarefa o mais rápido possível.

 

Para finalizar:

Neste artigo, eu resumi as principais informações que devem entrar na declaração de quem tem investimentos. Porém, todo investidor tem muitos outros dados importantes para serem declarados, como rendimentos recebidos de pessoas físicas, dependentes, despesas médicas e hospitalares, dívidas, entre outros. Minha dica é: não precisa terminar a declaração em um dia. Faça em etapas. Assim, você assegura que vai conferir e conferir de novo, para não deixar passar nenhuma informação importante.

Escrito por

Consultora de investimentos da Órama autorizada pela CVM, CFP® e autora de diversos livros.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s