Fim da greve e os destaques da semana

Panorama Semanal de 28 de maio a 1° de junho*

Fim da greve dos caminhoneiros, lenta normalização dos serviços e abastecimento, estimativa dos prejuízos bilionários ao país e cálculo do tempo que levará para o Brasil se recuperar. Em meio à tensão política e a faixas pedindo “intervenção militar”, esses foram os destaques da semana – que também teve divulgação do PIB pelo IBGE e o início de outra greve, dos petroleiros.

No domingo à noite, após reunião em Brasília, o governo anunciou redução de R$ 0,46 no preço do litro do diesel, com a garantia de que o valor menor chegará às bombas – os postos que não repassarem os descontos estão sujeitos a pesadas multas. Na quarta-feira, a Agência Nacional de Transportes Terrestres divulgou a tabela com os preços mínimos de frete por quilômetro e por eixo carregado – outra exigência dos caminhoneiros.

A partir do acordo, a maioria dos caminhoneiros desbloqueou as rodovias, e reiniciou-se o processo de reabastecimento de alimentos e combustíveis pelo país. Mas parte da categoria – grupos sob influência de fazendeiros e empresários, entre outros – insistiu, e o governo lançou mão de forças militares para liberar as estradas.

Enquanto isso, a população fez filas nos postos de combustíveis e mercados, pagando preços elevados pelos escassos produtos.

Uma das soluções propostas pelo governo para cobrir os custos do acordo – estimados em cerca de R$ 14 bilhões – e subsidiar o diesel para os caminhoneiros foi anunciada pelo ministro da Fazenda, Eduardo Guardia: redução de isenções fiscais em diversos setores. Outra opção, que seria aumentar a alíquota de impostos, foi descartada. Cortes em gastos sociais ajudarão a pagar essa conta.

A questão da “intervenção militar” gerou bastante polêmica. Alguns grevistas e manifestantes, sob holofotes da imprensa, levantaram faixas com os dizeres antidemocráticos. O presidente Michel Temer afirmou, então, que não havia risco de intervenção. Ao mesmo tempo, o governo começou a investigar a participação de empresários, que teriam orquestrado o locaute e a tentativa de mudar o regime político, crimes passíveis de punição.

No mercado, os papéis da Petrobras, em xeque com a greve, sofreram alta volatilidade, com perdas expressivas na segunda-feira e alguma recuperação na terça-feira e na quarta-feira. Em nota, o governo garantiu a manutenção da política de preços da Petrobras, o que gerou algum alívio por parte dos investidores. Nesta sexta-feira, pedido de demissão de Pedro Parente da presidência da estatal está mexendo com as ações, que despencam.

Outra preocupação foi o início da paralisação de 72 horas dos petroleiros, na quarta-feira. A greve foi considerada ilegal pelo TST.

Na véspera do feriado, o IBGE divulgou dados do desemprego e do PIB. O percentual de desempregados caiu no trimestre encerrado em abril, na comparação com o mesmo período de 2017. A taxa de desemprego fico em 12,9%, ante 13,6%, com 13,4 milhões de desempregados.

Com destaque para o setor agropecuário, a economia brasileira cresceu 0,4% no primeiro trimestre deste ano, no quinto avanço em relação ao trimestre anterior. Em 12 meses, a alta é de 1,3%. Analistas revisaram suas projeções do PIB para o ano.

No Supremo, a Segunda Turma condenou por unanimidade o primeiro réu da Lava-Jato: o deputado Nelson Meurer, julgado por receber propina para apoiar Paulo Roberto Costa na Diretoria de Abastecimento da Petrobras.

No pregão da última quarta-feira, o Ibovespa encerrou em alta de 0,89%, aos 76.753 pontos. Mas no mês a queda é de 10,87%. No mercado cambial, o dólar fechou em ligeira queda, de 0,08%, cotado a R$ 3,737. No mês, a alta foi de 6,6%.

Que venha junho!

Obrigada, bom fim de semana e até o próximo Panorama Semanal.

*Dados atualizados até o dia 1/6, às 10h.

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