Dólar, inflação e os destaques da semana

A volatilidade já esperada para o ano mostrou suas garras esta semana. O dólar atingiu cotação recorde e a bolsa registrou desvalorização. O cenário interno instável, com incertezas políticas e econômicas, ressaltadas com as questões da Petrobras e a dos caminhoneiros, é o pano de fundo. A inflação acelerou.

No início da semana, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que o governo pode rever o repasse ao consumidor das variações de preço da gasolina. Mas disse que o governo não pretende mexer na política da Petrobras. Um grupo de trabalho estaria avaliando as possibilidades. E a ANP deve convocar consulta pública para o tema. Na abertura do leilão do pré-sal, na quinta-feira, o governo reforçou o discurso que que não haverá intervenção na formação dos preços.

E o governo está num xadrez para definir os valores da tabela de preços mínimos para o frete, pressionado por caminhoneiros de um lado e produtores rurais do outro. A tabela foi uma das exigências dos caminhoneiros para encerrar a greve, mas elevou os custos dos produtores rurais. Uma segunda tabela, então, reduziu 20%, em média, os preços mínimos. Mas foi revogada horas depois de publicada. E há a expectativa de que uma nova tabela seja publicada ainda nesta sexta-feira.

A inflação de maio acelerou para 0,40%, acima do esperado. O indicador já reflete impacto da alta do preço da gasolina após a greve. Em 12 meses, o IPCA acumula 2,86%.

A produção industrial brasileira teve alta de 0,8% em abril em relação a março, acima das expectativas. O percentual é o maior para um mês de abril desde o ano de 2013.

No âmbito da Lava-Jato, destaque para a força-tarefa da operação no Rio, que entrou com mais um pedido de suspeição contra o ministro do STF Gilmar Mendes, pela soltura de 20 presos no estado em menos de um mês.

E a PF pediu a quebra do sigilo telefônico do presidente Michel Temer, de Moreira Franco e de Eliseu Padilha, nas investigações do caso Odebrecht. O ministro Edson Fachin, do STF, rejeitou o pedido para Temer, mas aceitou para os demais.

No horizonte eleitoral, sabatinas começam a expor ideias dos candidatos à Presidência da República, e o tom dos candidatos tem ficado mais agressivo, com os ânimos mais acirrados.

No exterior, destaque para a Argentina, que fechou um empréstimo de US$ 50 bilhões com o Fundo Monetário Internacional.

O presidente americano, Donald Trump, afirmou que poderá convidar Kim Jong-um para os EUA, caso a cúpula histórica, marcada para a próxima semana, seja bem-sucedida.

Na Espanha, tomou posse o gabinete ministerial do governo de Pedro Sánchez, com 11 ministras entre os 17 convocados.

Mesmo com atuação do Banco Central no mercado cambial, o dólar fechou, nesta quinta-feira, a R$ 3,925, uma alta de 2,24%. A cotação é a mais elevada desde março de 2016. O Ibovespa encerrou em queda de 2,97%, em 73.851 pontos.

Obrigada, bom fim de semana e até o próximo Panorama Semanal.

*Dados atualizados até o dia 8/6, às 10h.

 

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