Tensão global, comércio, petróleo e os destaques da semana

Tensão EUA-Irã, petróleo e comércio global foram alguns dos principais destaques da semana.

O clima quente entre EUA e Irã pressiona as cotações do petróleo. O presidente americano, Donald Trump, advertiu o presidente do Irã, Hassan Rohani, a não voltar a ameaçar os EUA. Isso após o iraniano ter dito, em discurso, que Trump não deveria “brincar com fogo”. Há temores de que o Irã feche o Estreito de Ormuz, passagem para transporte de petróleo.

Outros dois fatores também impactaram o preço do óleo. Nos EUA, os estoques caíram além do previsto na última semana. E a Arábia Saudita interrompeu a exportação por uma rota do Mar Vermelho, após ataques sofridos. Assim, na quinta-feira, o Brent fechou em alta de 0,7%, cotado a US$ 74,47 o barril.

No que tange ao comércio internacional, o acordo entre EUA e União Europeia para encerrar a guerra de tarifas no aço e no alumínio, com redução das mesmas, amenizou as tensões. Contudo, as questões entre China e EUA continuam preocupando.

A fim de minimizar o impacto dessa guerra comercial com os americanos, a China anunciou medidas para estimular sua economia, com dedução de impostos para as empresas e financiamento de projetos de infraestrutura.

Além das questões externas, Trump enfrenta internamente escândalos de outras naturezas, como a divulgação do áudio em que discute o pagamento a modelo com quem teria tido um relacionamento.

Lá fora, outro fato que ganhou espaço na imprensa foi a projeção do FMI de 1.000.000% para a inflação venezuelana este ano.

O presidente Michel Temer, no exterior para a reunião dos Brics, esteve com o presidente chinês, Xi Jinping. Segundo Temer, falaram sobre investimentos chineses no Brasil, em programas de concessão e privatização, além das barreiras contra a entrada de produtos brasileiros na China.

No cenário eleitoral, destaque para a formalização do apoio do chamado “centrão” à candidatura de Alckmin e a dúvida em relação ao vice do tucano, após Josué Alencar ter recusado a proposta. A indefinição e o papel dos vices nas campanhas de todos os candidatos foram assuntos de relevo da semana.

A movimentação política está mais intensa com a proximidade das eleições, com maior repercussão de pesquisas, alianças e discussões sobre, por exemplo, o tempo na TV de cada sigla.

Na quinta-feira, a PF deflagrou mais uma fase da Operação Zelotes, com o envolvimento de nomes ligados ao PSDB e ao PT.

Entre os indicadores econômicos, olho na dívida pública federal, que subiu 1% em junho, para R$ 3,75 trilhões.

No pregão desta quinta-feira, apesar da melhora no cenário externo, o Ibovespa encerrou em queda de 1%, aos 79.405 pontos, por causa do resultado do Bradesco, abaixo do esperado. Outro fato corporativo importante, este lá fora, foi a queda de cerca de 19% das ações do Facebook, resultando em perda diária recorde em torno de US$ 120 bilhões em valor de mercado.

No mercado cambial, o dólar fechou a quinta-feira em alta de 1,18%, cotado a R$ 3,747.

Obrigada, bom fim de semana e até o próximo Panorama Semanal.

*Dados atualizados até o dia 27/7, às 10h.

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