O dólar e os destaques da semana

Sem grandes sustos no cenário eleitoral nem surpresas no mercado global, esta semana o dólar recuou para menos de R$ 4. Com o leilão do pré-sal e um acordo da Petrobras nos EUA, as ações da empresa se destacaram na Bolsa.

Pesquisa de intenção de voto Ibope/CNI mostrou o candidato Jair Bolsonaro com 27%, seguido por Fernando Haddad, com 21%. Em seguida, Ciro Gomes, com 12%, Geraldo Alckmin, com 8%, e Marina Silva com 6%.

Uma notícia de impacto sobre as eleições foi a decisão do Supremo Tribunal Federal de manter suspensos os títulos eleitorais de mais de 3 milhões de pessoas, sobretudo no Nordeste, por causa da exigência de biometria.

Nas redes sociais e na imprensa, uma polêmica de peso, entre tantas, foi a declaração do vice de Bolsonaro, General Mourão, sobre acabar com o décimo terceiro salário. O próprio Bolsonaro qualificou a declaração como uma ofensa a quem trabalha em mensagem publicada pelo Twitter, e o general não participou de debate com os demais candidatos a vices.

Bolsonaro teve sua alta hospitalar adiada devido a uma infecção.

A distribuição de “santinhos” com nome e imagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está sendo investigada em cinco estados do país.

Na economia, as contas do governo central registraram um déficit de R$ 19,7 bilhões em agosto, no segundo pior resultado da série histórica no mês.

Em discurso na Assembleia Geral da ONU, o presidente Michel Temer defendeu a votação da reforma da Previdência após as eleições.

Também na ONU, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a soberania americana deve ser respeitada pelas outras nações. Ele defendeu o patriotismo, em vez da globalização. Trump acusou a China de tentar interferir no resultado das eleições americanas.

A China, por sua vez, em meio à guerra comercial com os EUA, já prepara a redução das tarifas de importação de diversos produtos industriais – advindos de outros países – a partir de novembro.

Internamente, Trump enfrenta mais uma batalha, desta vez relacionada ao juiz Brett Kavanaugh, indicado por ele à Suprema Corte. Kavanaugh é acusado por uma professora de tentativa de estupro em 1982. Já são três as denúncias por assédio. Ele nega.

Na Argentina, nova greve geral, renúncia do presidente do banco central e mais um acordo com o FMI, com ampliação do socorro financeiro ao país em US$ 7 bilhões.

Nos mercados brasileiros, nesta quinta-feira, fatos relacionados aos Estados Unidos foram os destaques. O primeiro deles foi a decisão do Federal Reserve (fed, o banco central americano) de elevar os juros, conforme o esperado, em 0,25 ponto percentual pela terceira vez este ano, para entre 2% e 2,25% ao ano. Os dados referentes ao PIB dos EUA também vieram dentro do esperado.

Outro destaque foi o acordo fechado entre a Petrobras, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos e a SEC sobre a Lava Jato. A companhia vai pagar cerca de R$ 3,6 bilhões, encerrando assim as investigações por corrupção na bolsa americana – o que é considerada uma notícia positiva pelos investidores.

O dólar comercial fechou em queda de 0,85%, cotado a R$ 3,993 no pregão desta quinta-feira. É a primeira vez que a moeda americana fecha abaixo de R$ 4 em mais de um mês. Na bolsa, as ações da Petrobras tiveram alta de mais de 6% e puxaram o Ibovespa, que avançou 1,71%, para 80 mil pontos.

Obrigada, bom fim de semana e até o próximo Panorama Semanal.

*Dados atualizados até o dia 28/9, às 9h.

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