Trégua comercial EUA-China ameaçada, pauta bomba no Brasil e os destaques da semana

Panorama Semanal de 3 a 7 de dezembro

A primeira semana do último mês do ano teve importantes destaques internacionais, como a novela da trégua comercial – talvez efêmera – anunciada entre Estados Unidos e China. Declarações de representante do Fed (o banco central americano) e mais um escândalo envolvendo o Facebook também repercutiram nas manchetes. Internamente, a proposta de Jair Bolsonaro de fatiar a Reforma da Previdência e a aprovação de pauta bomba que atenua a Lei de Responsabilidade Fiscal geraram polêmicas.

EUA e China anunciaram uma trégua comercial no encontro do G-20 no fim de semana. Mas, após um ou dois dias de euforia, posicionamentos na direção contrária do anúncio levantaram incertezas entre os investidores quanto à concretude da trégua, afetando negativamente os mercados globais. Para piorar, a prisão – a pedido dos Estados Unidos – de Meng Wanzhou, diretora da chinesa Huawei, acirrou a tensão e pôs água no chope do esperado acordo comercial entre as duas potências. A executiva é acusada de ter violado sanções contra o Irã.

Ao longo da semana, a declaração de Raphael Bostic, presidente do Fed de Atlanta, trouxe algum alívio aos mercados, indicando uma alta mais leve nos juros americanos.

A preocupação com uma possível recessão nos EUA ficou clara com a redução na curva de juros dos títulos (Treasuries) de dez anos do país.

O Facebook foi acusado pelo Parlamento Britânico de ter favorecido alguns parceiros com acesso a informações de usuários, violando a política de privacidade.

No cenário local, o presidente eleito Jair Bolsonaro disse que pode encaminhar ao Congresso projetos fatiados da Reforma da Previdência, porque seriam de mais fácil aprovação. A declaração causou apreensão. Bolsonaro disse ainda que pretende votar a Reforma nos primeiros seis meses do próximo ano.

No apagar das luzes deste ano, a Câmara aprovou uma pauta bomba, que deixará de herança para Bolsonaro, caso sancionada pelo presidente Michel Temer: a mudança na Lei de Responsabilidade Fiscal, que flexibiliza punição para os prefeitos que ferem a LRF, com gastos que excedem o limite.

Na economia, a inflação de novembro fechou em -0,21%. Em 12 meses, o IPCA acumula 4,05%, percentual abaixo do centro da meta oficial de 4,5%.

O “ministério da semana” foi o do Trabalho, que, ao que tudo indica, será dividido em três outros. Ao todo, o novo governo terá 22 ministérios, 7 pastas a mais do que o prometido em campanha.

Entre os escândalos noticiados, foi polêmica a postura do ministro do STF Ricardo Lewandowski, que chamou a PF para prender um homem que criticou o Supremo num avião.

Outro caso envolve o nome de Flávio Bolsonaro, filho do presidente eleito, por ter empregado na Alerj parentes de um ex-assessor e PM. Segundo revelou “O Estado de S. Paulo”, um relatório do Coaf mostra movimentação atípica de R$ 1,2 milhão nas contas desse ex-assessor.

Nesta quinta-feira, o dólar fechou em alta de 0,12%, cotado a R$ 3,87. O Ibovespa encerrou em queda de 0,22%, aos 88.846 pontos. O movimento foi influenciado pelo cenário global.

Obrigada, bom fim de semana e até o próximo Panorama Semanal.

*Dados atualizados até o dia 7/12, às 9h.

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