Bolsonaro em Davos, novo recorde do Ibovespa e os destaques da semana

Panorama Semanal de 21 a 25 de janeiro

O curto discurso de Jair Bolsonaro no Fórum Econômico Mundial, em Davos, está entre os destaques da semana. Declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, na direção de uma economia mais liberal, bem como o otimismo na Bolsa brasileira, também repercutiram. No exterior, o foco se voltou para a crise política na Venezuela e o menor crescimento chinês.

Sem a presença do presidente americano Donald Trump e de outras lideranças de peso europeias, Bolsonaro reafirmou em Davos, num discurso de 8 minutos, o compromisso com a abertura econômica, mas não detalhou a proposta para a Previdência. Ele disse ainda que vai combater a corrupção. Bolsonaro cancelou sua participação na coletiva de imprensa do evento.

Sobre o caso Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, o presidente brasileiro disse que se o filho tiver feito algo errado, “terá que pagar o preço”. Em seguida, no entanto, afirmou que ele próprio está sendo o alvo dessa história. Esta semana, foram identificados depósitos fracionados na conta de Flávio Bolsonaro. Segundo o filho do presidente, referentes à venda de apartamento.

Em outra frente, a imprensa destacou que Flávio Bolsonaro empregou a mãe e a esposa do capitão da PM Adriano Magalhães da Nóbrega, chefe do “Escritório do Crime”, em seu gabinete. Segundo Flávio Bolsonaro, Queiroz teria sido o responsável por essas nomeações.

As declarações de Guedes sobre redução do Imposto de Renda das empresas, defesa do ajuste fiscal e privatizações deram o tom do mercado. O ministro falou em uma economia de até R$ 1,3 trilhão com a Reforma da Previdência. Com as privatizações, disse que quer apurar US$ 20 bilhões este ano.

Entre os indicadores econômicos divulgados, está a geração de emprego formal no ano passado. Foram criados 529,5 mil empregos com carteira assinada, número positivo após três anos.

Na cena política nacional, surpreendeu a notícia de que o deputado federal Jean Wyllys, do PSOL, não vai assumir seu mandato na Câmara dos Deputados. Ele diz ter recebido ameaças e está fora do país.

Lá fora, os números da economia chinesa decepcionaram. O país registrou um crescimento de 6,6% em 2018, o menor desde 1990. Notícia positiva, no que diz respeito à guerra comercial, foi a confirmação da ida do vice-primeiro-ministro da China, Liu He, aos Estados Unidos no fim deste mês.

Nos EUA, o shutdown parcial fez com que o presidente Donald Trump aceitasse adiar seu discurso sobre o Estado da União, o que deve acontecer após a reabertura do governo.

Na Europa, o BCE, banco central europeu, manteve a taxa de juros em zero.

Na Venezuela, a crise se acirrou, e Juan Guaidó, líder da Assembleia Nacional, se declarou presidente do país. Manifestações, mortes e a resistência de Nicolás Maduro marcaram a semana por lá. Brasil e EUA, entre outros países, reconheceram Guaidó como presidente interino.

No pregão desta quinta-feira, o Ibovespa fechou com novo recorde, aos 97.677 pontos, em alta de 1,16%. O dólar encerrou em alta de 0,21%, cotado a R$ 3,771.

Obrigada, bom fim de semana e até o próximo Panorama Semanal.

*Dados atualizados até o dia 25/1, às 9h.

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