Mudanças no Congresso, reforma da previdência e os destaques da semana

Panorama Semanal de 4 a 8 de fevereiro

A semana marcada pela destruição da chuva no Rio de Janeiro começou com um novo nome na presidência do Senado. Após a tumultuada retirada da candidatura de Renan Calheiros, Davi Alcolumbre assumiu o posto. Na Câmara dos Deputados, o comando permaneceu com Rodrigo Maia.    

Ao longo da semana, foram apresentados e levantados vários pontos da Reforma da Previdência, em diferentes propostas, o que gerou certa expectativa quanto à capacidade de aprovação no Congresso – já que não há consenso em torno de uma única proposta até aqui. Maia aventou colocar o assunto em votação em maio.

Outra questão foi o pacote anticrime apresentado, em algumas reuniões com a presença de advogados e políticos, pelo Ministro da Justiça, Sergio Moro. O projeto, com foco no combate ao crime organizado, à corrupção e aos crimes violentos, consiste em mudanças em 14 leis, dos Código Penal, Código de Processo Penal, Lei de Crimes Hediondos e outros. Moro recebeu críticas por apresentar seu projeto ao mesmo tempo em que se discute a Reforma da Previdência.

O presidente Jair Bolsonaro, que está ainda internado após ter feito uma cirurgia e foi diagnosticado com pneumonia, enviou uma mensagem ao Congresso na abertura do ano legislativo. Ele pediu compromisso com a aprovação da Reforma da Previdência.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, na prisão, sua segunda sentença, agora pelo caso do sítio de Atibaia. Ele foi condenado a 12 anos e 11 meses de prisão.

Em Brumadinho, seguem as buscas por corpos e as histórias trágicas que se abateram sobre as famílias, bem como a busca por responsabilidades e ressarcimentos, tudo isso envolvendo a Vale, dona da barragem que rompeu. A Justiça mandou paralisar oito barragens da companhia em Minas Gerais.

No exterior, a crise na Venezuela continua sem solução, mas com maior apoio internacional ao nome de Juan Guaidó como presidente interino. Ainda há, porém, resistência por parte de Nicolas Maduro.

Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump fez seu discurso sobre o Estado da União em um tom considerado conciliador.

O maior destaque global vem da guerra comercial entre EUA e China. A informação de que os presidentes dos dois países não vão se encontrar antes de março gerou tensão, já que, sem acordo até essa data, a expectativa é que sejam implantadas as sobretaxas às importações chinesas nos Estados Unidos.

Outro ponto de preocupação é o baixo crescimento dos países europeus, sobretudo Alemanha.

Com as tensões mundiais e a questão da Previdência no cenário local, no pregão desta quinta-feira, o Ibovespa – que havia alcançado novo recorde na semana – fechou em queda de 0,24%, em 94.405 pontos. O dólar encerrou cotado a R$ 3,71, em alta de 0,16%.

Obrigada, bom fim de semana e até o próximo Panorama Semanal.

*Dados atualizados até o dia 8/2, às 9h30.

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