Resumo dos dias: 22, 23 e 24 de fevereiro de 2019

RESUMO DOS DIAS 22, 23 e 24/02/2019

BRASIL

Após uma semana de muitas decisões e expectativas do mercado, observamos o índice da Bolsa trabalhar de forma positiva, porém não tão forte quanto se esperava, mediante a entrega na Câmara do projeto da Previdência do Governo Bolsonaro. O principal índice da bolsa brasileira, o IBOVESPA, trabalhou durante toda a semana com sinais de indecisão, fechando na sexta-feira com uma variação semanal de 0,37% de alta. O índice ensaiou uma busca aos 100.000 pontos, no entanto, de forma lenta e gradual.

Os balanços corporativos referentes ao quarto trimestre de 2018 seguem resultando em ajustes de preço das ações. No último pregão da semana, podemos destacar as altas da Siderúrgica CSN, que valorizou em 7,55% e da varejista Magazine Luiza, que depois da divulgação dos seus resultados financeiros, obteve alta de 10,43%. As principais quedas, foram das empresas de construção civil, tenda (TEND3), com queda de 4,41% e da fabricante de calçados, Alpargatas(ALPA4), que performou negativamente em 2,80%.

O Dólar trabalhou negativamente, caindo 0,55%, voltando para o patamar de R$3,74, acumulando alta de 0,7% na semana.

Na espera por mais definições e apoio à reforma da Previdência, o Governo se mobiliza para alcançar o maior número de parlamentares. Davi Alcolumbre, Presidente do Senado, já disse que o Governo estima alcançar 380 votos contudo, no momento, ainda não atinge  nem 100 votos a favor. Então a caminhada é longa e árdua, para que o Governo concretize o desejo de passar todas as pautas da Previdência no Senado e na Câmara dos Deputados, antes de fechar o primeiro Semestre.

EUA

O S&P500 fechou com alta de 0,64% e o Nasdaq acompanhou com alta de 0,91%.

Conforme prometido, caso houvesse avanço nas negociações, nesse domingo Trump anunciou estender a data limite para aumentar as tarifas sobre 200 bilhões de dólares de importações chinesas. O presidente americano disse que nesse fim de semana foi atingido “progresso substancial” em “pontos específicos”; apesar de não terem sido liberados quais pontos específicos ele se refere, é possível deduzir que incluam: aumento de exportações chinesas, o controle da flutuação do Yuan e a questão do roubo de propriedade intelectual alegado pelos americanos.

Em 2017, os EUA exportaram para a China cerca de 30% do total importado pelos chineses e, por isso se tornou um ponto essencial para Trump, fazendo com que o país oriental sugerisse uma compra de 10 milhões de toneladas métricas a mais de soja americana. No caso do controle do Yuan, para evitar defesas contra possíveis aumentos de tarifas, e do roubo de propriedade intelectual, o sentimento é de que um acordo está próximo, tendo como maior obstáculo o método da aplicação do controle.

Esses meses de incerteza geraram um impacto negativo em ambas as bolsas, com o S&P500 tendo o pior mês de dezembro desde a Grande Depressão de 1929 e a bolsa chinesa caindo cerca de 25% em 2018. Com uma crescente onda de otimismo nesse começo do ano, os mercados conseguiram recuperar parte das suas perdas, porém, com altíssima correlação com o desfecho das negociações. A expectativa é de muita volatilidade nessa semana.

A semana promete no calendário americano. O avanço das conversas sino-americanas, o encontro de Trump com o ditador norte-coreano Kim Jong Un, o ex-advogado de Trump irá depor frente ao Congresso em relação às eleições de 2016 e Jerome Powell fará um novo depoimento ao House Financial Services Committee, com o mercado na expectativa de que ele sinalize quais serão os próximos passos para o Fed.

EUROPA

A saída do Reino Unido da União europeia, Brexit, pode ser adiada até 2021, conforme o jornal de The Guardian. A extensão do período de está ganhando força à medida que o Parlamento britânico Indica que rejeitará o acordo da primeira-ministra.

No entanto, May prometeu apresentar proposta final para ser votada no Parlamento no dia 12.

VENEZUELA

O fim de semana ficou marcado pela batalha de entrada de suprimentos básicos na Venezuela, através da fronteira de Pacaraima, no Estado de Roraima, e da fronteira de Cúcuta, na Colômbia.

As expectativas eram grandes, por conta dos pronunciamentos que Juan Guaidó, considerado o Presidente da Venezuela por mais de 50 países, no início do fim de semana.

O mesmo anunciou que levaria ajuda comunitária à Venezuela através das fronteiras, mas a ajuda não foi bem aceita pelo Presidente em exercício, Nicolás Maduro, que alegou que a comida era resto dos EUA e de outros países que estavam sendo manipulados pelo poder norte americano.

Na tarde de sábado (23), Maduro fez um pronunciamento de aproximadamente uma hora, e usou diversas vezes o termo “fantoche”, para se referir a Juan Guaidó, alegando que o opositor estava sendo usado por interesses pessoais de do Presidente Norte Americano, Donald Trump.

Enquanto Maduro falava para milhares de pessoas em Caracas, capital venezuelana, as fronteiras estavam reforçadas com a guarda nacional e forças especiais da Venezuela, para impedir a entrada de suprimentos básicos. Após o pronunciamento de Maduro, em diversos pontos das fronteiras houve violência, o que acarretou em dezenas de feridos e mortos.

Maduro muito se questionou em seu pronunciamento sobre a posição de Guaidó não ter convocado eleições, nos primeiros 30 dias de posse.

Fontes: Valor, Bloomberg, The Wall Street Journal, Reuters, The Economist, The Guardian

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