Fundo de Ações – Como funciona e como escolher?

Você, provavelmente, já ouviu falar em fundos de investimento. E também já ouviu falar em ações ou bolsa de valores. Mas e uma aplicação chamada fundo de ações? Conhece? Sabe o que é?

O primeiro passo é entender o que é um fundo de ações. Depois, como funciona, quais as  vantagens de investir em fundo de ações e quais os riscos dessa aplicação. Por fim, como escolher um fundo de ações.

  1. O que é e como funciona um fundo de ações
  2. As vantagens de investir em fundos de ações
  3. Os riscos de investir em fundos de ações
  4. Como escolher um fundo de ações
  5. Quanto investir em fundos de ações?

 

O que é e como funciona um fundo de ações?

 

Um fundo de ações é um fundo de investimentos com algumas características específicas. Como qualquer fundo de investimentos, um fundo de ações tem um gestor e funciona como se fosse um “condomínio”, onde os investidores são chamados de cotistas.

Ao investir em um fundo, o cotista aporta um valor e terá como lucro os desempenhos dos ativos que compõem a carteira daquele fundo, proporcionalmente ao valor investido por ele. Os ativos são selecionados e acompanhados diariamente pelo gestor e pelo administrador do fundo.

Para saber mais detalhes sobre fundos de investimentos em geral, clique aqui.

Um fundo de ações é, portanto, um fundo de investimentos cuja carteira de ativos é focada em renda variável, como ações à vista, cotas de fundos de índices de ações, entre outros. Para ser considerado um fundo de ações, o portfólio desse fundo tem que respeitar o percentual mínimo definido pelo órgão regulador, alocado em investimentos de renda variável.

Quando aplica num fundo de ações, o investidor compra cotas de um fundo dirigido por um gestor qualificado, que estuda e avalia, por meio de análises sofisticadas, os papéis que farão parte da carteira do fundo.

As vantagens de investir em fundos de ações

O Primeiro Grande Axioma do clássico livro os “Axiomas de Zurique”, de Max Gunther, é o do risco. O livro começa com a história de duas tímidas jovens pedindo conselho sobre investimentos. Uma buscava o abrigo da segurança absoluta. A outra aceitava riscos, aventurava-se. Não é preciso nem dizer… Tenho certeza que você adivinha quem ficou rica.

Pois é… Investir em ações é um investimento de maior risco, mas com possibilidade de maior retorno.

O ideal é começar com pouco e, na medida em que for ganhando experiência e confiança no mercado, aumentar suas aplicações, arriscar mais. Por causa do risco inerente da classe de ativo, não é recomendado investir todo o dinheiro em renda variável.

Para quem não quer perder a oportunidade de estar na Bolsa, mas também não se sente ainda confortável para investir diretamente em ações, uma alternativa bastante interessante é investir em fundos de ações.

Uma das vantagens é que é possível começar aplicando R$ 500 por mês.

Outra grande vantagem é que não é você que escolhe a carteira em que vai investir, mas pessoas com capacidade técnica para isso. O gestor do fundo é que acompanha o cenário macroeconômico e o desempenhos das empresas, seguindo uma estratégia adequada de investimento. São esses profissionais que decidem que ações vão comprar ou vender e em que momento farão isso.

Uma das principais vantagens dos fundos de ações é justamente a tomada de decisão sobre os melhores papéis, de acordo com o preço vigente e com as expectativas de resultados das empresas.

Segue uma tabela com as principais diferenças entre investir em ações através de fundos ou com carteira própria:

Assim, as principais vantagens de investir em fundos de ações são: diversificação, o que reduz o risco total dos investimentos, e gestão profissional.

.Aplicar via fundos de ações tem ainda uma outra vantagem em relação a investir diretamente na Bolsa. É operacionalmente descomplicado. Quem recolhe o Imposto de Renda, por exemplo, é a instituição financeira, não é o investidor. Quando você resgatar dinheiro de um fundo, o imposto é retido, você recebe o valor líquido, não precisa se preocupar em recolher o imposto para devido à Receita Federal.

Pagar taxa de administração e performance para alcançar retornos significativos no longo prazo são os custos para investir em fundos de ações.

Os riscos de investir em fundos de ações

O principal risco de investir em fundos de ações está relacionado ao desempenho do mercado acionário. Esse risco é também conhecido como risco sistêmico ou risco não diversificável. Mesmo com ações rigorosamente selecionadas e carteiras diversificadas, os fundos de ações passam por variações negativas. Um indicador econômico não esperado, uma crise política, mudanças nas expectativas ou nos fundamentos podem impactar o mercado como um todo ou um determinado setor.

Já o risco específico é possível reduzir com a diversificação, quando a gestão do fundo de ações é realizada por uma equipe qualificada e experiente, que mergulha na profundidade das análises de empresas e consegue combinar num portfólio companhias de negócios diversos, administradores competentes e com potencial de valorização.

O risco de liquidez é quando há dificuldades para sair de um investimento, quando o gestor não consegue se desfazer de determinada posição sem impactar o preço das ações. Esse risco é menor em fundo de ações, também por causa da diversificação.

Quando o fundo investe em ações de outros países há também o risco de variação cambial.

O nível de risco de um fundo de ações depende de quais as empresas em que ele investe. Em geral, quanto maior o potencial para gerar retornos, maior o risco implícito.

Como escolher um fundo de ações

Há diversos tipos de fundos de ações, é preciso se informar antes de aplicar, escolhendo o mais adequado ao perfil e objetivos de cada um.

Selecionar empresas para investir requer muita pesquisa, análise e, consequentemente, tempo para dedicar-se à atividade. É preciso acompanhar a divulgação dos resultados das empresas, os dados de produção, confiança do empresário e consumidor e os noticiários com pronunciamento de economistas e políticos importantes.

Analistas com habilidades e conhecimentos complementares coletam informações diretamente com os executivos e também com os operários da empresa, seus familiares, fornecedores, clientes e, principalmente, seus concorrentes. Participam de seminários, congressos, trocam informações com outros profissionais. Seguem as etapas de processos definidos com disciplina. São aptos e experientes para identificar as mudanças, como, por exemplo, o aumento da importância de determinado setor.

Os analistas conseguem antecipar ou aproveitar as oportunidades, lucram com os ativos e depois voltam a comprar a preços mais baixos, pois conseguem combinar os números e dados e elaborar uma estratégia de investimento.

Os fundos de ações podem ser ativos, quando o gestor trabalha para conseguir uma rentabilidade acima do índice de referência, como o Ibovespa, o IBX ou até o S&P500; e podem ser passivos, quando o gestor apenas replica a carteira do índice de referência, e aí não há grandes surpresas em termos de resultados dos fundos de ações passivos.

Quais são os melhores fundos de ações?  Não dá para dizer. Há estudos que concluem que são poucos os gestores que conseguem surpreender com os resultados dos fundos de ações, superando o índice de referência. Alguns poucos conseguem fazê-lo em algum período, mas não conseguem se sobressair por muito tempo.

É natural que as taxas de administração cobradas em fundos ativos sejam maiores, afinal os gestores desses fundos têm de mostrar habilidades de seleção de ações e de timing, ou seja, o melhor momento para comprar e vender as ações da carteira. As taxas encontradas variam de 1,5% a 4% ao ano.

Quanto investir em fundos de ações?

Com a taxa de juros no Brasil a 6,5% ao ano, vai ser preciso ampliar os horizontes dos investimentos para alcançar maiores retornos.

Se você já investe em fundos de ações, parabéns!

Uma dica: verifique se o percentual não é pequeno demais, a ponto de não impactar o retorno consolidado alcançado, ou se não é grande demais, para não correr um risco maior, divergente do seu perfil. Uma parcela de 20% é um mínimo considerado adequado no atual cenário.

Não investe em fundo de ações ainda? É uma boa hora de começar. Visite nossa lista!

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