Renda Fixa – O que é e como investir?

Os investimentos em Renda Fixa são alguns dos mais populares entre os investidores dos mais diversos graus de experiência, por conta de costumarem ser mais seguros e previsíveis. Quem está começando pode trocar a caderneta de poupança por títulos da mesma categoria, para aumentar o rendimento. E mesmo quem é mais experiente ainda precisa da segurança deste tipo de investimento para complementar a carteira.

A poupança ainda é o investimento mais popular no Brasil. Porém, por causa da inflação e da rentabilidade muito baixa, muitos têm procurado outros tipos de aplicação. A poupança, por exemplo, costuma ter um rendimento menor do que qualquer aplicação atrelada ao CDI. Os investimentos em Renda Fixa apresentam excelentes oportunidades que muitas pessoas deixam passar, simplesmente por não os conhecerem tão bem.

Neste artigo, vamos explicar o que é Renda Fixa, suas características e como investir. Você vai ver:

  1. O que é Renda Fixa?
  2. Títulos de Renda Fixa
  3. Como investir em Renda Fixa?

1 – O que é Renda Fixa?

Como o nome indica, a Renda Fixa é um tipo de investimento em que a taxa que indica rentabilidade é pré-fixada, ou seja, é previsível desde a aplicação. Desta forma, é um investimento muito procurado por quem está começando.

Com essa previsibilidade, é mais fácil se planejar. Por exemplo, se o objetivo for comprar um carro, você pode investir e se planejar para alcançar essa meta em alguns anos. Se for uma casa, você vai investir por um pouco mais de tempo. Quem está ainda mais preparado, pode criar séries de investimentos com objetivos variando desde o imediato até a aposentadoria.

Existem diversos tipos de títulos de Renda Fixa, que iremos ver mais à frente, mas existem três modalidades básicas de acordo com o seu rendimento.

Títulos prefixados

Os títulos prefixados são aqueles em que a rentabilidade é conhecida, por exemplo, 10% ao ano. Isso quer dizer que o rendimento será esse, não importa o que aconteça com a economia e com o mercado. Esse tipo de título é o mais seguro e previsível possível, já que não existem surpresas e você pode calcular exatamente o quanto será resgatado quando a aplicação vencer.

Títulos pós-fixados

Os títulos pós-fixados são aqueles em que o rendimento está atrelado a algum indicador da economia. Pode ser a taxa Selic, o CDI ou qualquer outro. Nesse caso, o título irá pagar um percentual da taxa, como 115% do CDI, por exemplo.

Aqui, o rendimento não pode ser medido com toda a precisão, afinal é a própria oscilação do indicador que determina o quanto a aplicação irá render. Eles ainda permitem uma pequena previsibilidade, visto que esses indicadores (Selic, CDI etc) podem ser estimados.

Títulos híbridos

Por fim, existem os títulos que combinam ambas as características, dos títulos prefixados e dos títulos pós-fixados. Uma parte do rendimento é fixa, enquanto a outra é pós-fixada. Por exemplo, se o título paga 5% + IPCA,isso quer dizer que o retorno é sempre 5%, mais a variação do IPCA no período. Esse tipo de título oferece uma proteção contra a inflação, já que este indicador garante que o investimento irá pelo menos seguir este objetivo.

2 – Títulos de Renda Fixa

Vamos ver, então, quais são os títulos de renda fixa mais comuns.

1 – CDB

O CDB é o Certificado de Depósito Bancário. Esse título é emitido por bancos autorizados pelo Banco Central para captar recursos de modo a financiar suas operações. Na prática, é um “empréstimo” que o investidor faz ao banco, recebendo como retorno juros mais o montante inicial. Esse investimento tem a vantagem de ter a garantia do FGC, o Fundo Garantidor de Créditos.

2 – Letra de Câmbio

A Letra de Câmbio, ou LC, é um título muito semelhante ao CDB. A diferença é que os emissores são instituições financeiras privadas, que costumam ser de porte menor que os bancos, por isso apresentam um grau de risco um pouco maior. Apesar disso, também possuem garantia do FGC, o Fundo Garantidor de Créditos.

3 – Letra Financeira

A Letra Financeira, ou LF, é semelhante à LC e também tem o objetivo de financiar certas atividades da instituição que a emite. A diferença é que ela demanda um comprometimento um pouco maior, visto que o prazo mínimo é de dois anos, e o dinheiro não pode ser resgatado antes disso. Também possui garantia do FGC.

4 – LCI e LCA

A Letra de Crédito Imobiliário (LCI)  é um investimento que também é emitido por bancos autorizados pelo Banco Central, de modo a captar recursos para financiar o setor imobiliário. Como seu objetivo é financiar um segmento de mercado considerado importante, esse investimento é isento do imposto de renda.

O mesmo se aplica à LCA, Letra de Crédito do Agronegócio, que é atrelada às operações deste setor e também contam com isenção do imposto de renda.

Tanto a LCI quanto a LCA têm a vantagem de serem cobertas pelo FGC, o Fundo Garantidor de Créditos.

5 – CRI e CRA

Os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) são semelhantes às LCIs e LCAs, no sentido de estarem atrelados a setores específicos. A diferença é que eles são emitidos por securitizadoras e são títulos atrelados à dívidas dos setores. Nesses casos, o investidor se torna credor do(s) endividado(s).

6 – Debêntures

As debêntures são títulos emitidos por empresas privadas não financeiras. Assim como o CDB, seu objetivo é ajudar o emissor a financiar suas operações. A diferença é que, como esses títulos não estão atrelados a bancos, não têm garantia do FGC, e o recebimento dos rendimentos por parte do investidor depende da capacidade da empresa de pagar. É importante, então, se manter atento ao rating que determina a qualidade de crédito da empresa emissora do papel.

Existe ainda um outro tipo, as debêntures incentivadas. A única diferença dessa para as outras é que é emitida por alguma empresa de um setor considerado chave na economia, geralmente para projetos de infraestrutura, fazendo com que haja um incentivo por parte do governo, através da isenção do imposto de renda.

7 – Tesouro Direto

O Tesouro Direto é um título de Renda Fixa emitido pelo governo. Assim como todos os outros, tem o objetivo de financiar atividades, neste caso, diversas atividades públicas e até mesmo suas dívidas. Normalmente, esse título pode ser atrelado à taxa Selic, à inflação ou pode ser pré-fixado.

Conceitos importantes

Para complementar a explicação do que é a Renda Fixa, é importante destacar alguns conceitos já mencionados.

Primeiramente, o FGC. É o Fundo Garantidor de Créditos, o responsável pelo risco de se investir em Renda Fixa bancária ser baixo.

Não existe “risco zero” quando se trata de investimentos. Porém, certos títulos de Renda Fixa, especialmente os protegidos pelo FGC, chegam muito perto disso. É preciso um cenário bastante estressado, como o colapso da economia, para que essa garantia não seja efetuada. Isso nunca aconteceu no Brasil.

O FGC não é nem um banco, nem uma instituição governamental. Trata-se de uma entidade privada e independente, mantida por instituições financeiras que fazem aportes em cima do dinheiro total aplicado nas mesmas. Por isso, é preciso que haja um apocalipse a ponto de o FGC quebrar, porque todos ou diversos bancos precisariam quebrar ao mesmo tempo.

A garantia do FGC é de R$ 250 mil por CPF  e por emissor ao ano, acumulando em R$ 1 milhão ao final de 4 anos consecutivos.

Outros conceitos importantes se referem às taxas que são indexadoras dos investimentos. Algumas das mais importantes são:

 

  • CDI: O Certificado de Depósito Interbancário é uma taxa que lastreia as operações entre os bancos. É um dos principais indicadores de rentabilidade em Renda Fixa.

 

  • IPCA: O Índice Nacional de Preços do Consumidor Amplo é o medidor oficial da inflação no Brasil, e é calculado pelo IBGE para encontrar a variação de preços no mercado.
  • SELIC: A taxa Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira, e é calculada pela média ponderada dos juros aplicados pelas instituições financeiras.

 

 

3 – Como investir em Renda Fixa?

Para investir em Renda Fixa, você precisa ter uma conta em um banco ou em uma corretora ou distribuidora. Na Órama, esse processo é extremamente simples. Confira o nosso passo a passo:

1 – Abra a sua conta: Abrir a conta na Órama é bem fácil e leva menos de 4 horas para finalizar. Você não precisa enviar nenhum documento, e o processo é todo feito de forma online.

2 – Faça a transferência de recursos para a plataforma: Transferências só podem ser feitas entre contas vinculadas com o mesmo CPF, para sua segurança. Além disso, podem ser feitas via TED ou DOC ou diretamente entre contas do Itaú e do Bradesco.

3 – Escolha: Agora é hora de encontrar o investimento ideal! Ao finalizar o seu cadastro, você faz o seu perfil de investidor na plataforma, que irá ajudar a escolher as melhores opções, as mais adequadas, para você. Além disso, existem diversas ferramentas na plataforma para ajudar a simular o ganho com os investimentos.

4 – Invista: Ao comprar títulos de Renda Fixa, os recursos da sua conta na Órama são usados. Você adiciona o valor dos títulos que deseja comprar, e entra com a sua assinatura eletrônica para finalizar o processo.

Os investimentos em Renda Fixa são muito procurados por causa da sua estabilidade e segurança. É por onde os iniciantes começam, apesar de esse tipo de investimento fazer parte da carteira de muitos investidores. Quem está começando não vai se arriscar a investir em algo mais complexo, como a renda variável, sem ter o conhecimento necessário.

O processo de investimento progride naturalmente: você entende o mais básico antes de avançar, se quiser, para algo mais complexo. Mas é claro que isso não é uma regra. Diversos investidores com um perfil um pouco mais conservador preferem ficar na Renda Fixa, e isso é uma decisão de cada um.  

O mais importante é você começar a explorar a possibilidade dos investimentos. Existe muito dinheiro que fica parado, gerando um grande desperdício. Não deixe o medo ou a falta de conhecimento impedirem suas aplicações.

Agora que você já conhece a Renda Fixa, é hora de começar. Vamos investir? Acesse a plataforma da Órama e confira!

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