Resultado da reunião do COPOM e os destaques do dia 20/03

BRASIL

O Ibovespa, recuou pelo segundo dia consecutivo, desta vez 1,55%, voltando para os 98.041,37. A queda tem relação com a reforma da previdência dos militares, entregue ontem na Câmara. A impressão é que o mercado parece não ter digerido muito bem a proposta, contudo o Governo prevê um ganho fiscal de R$10,4 Bilhões em 10 anos.

Os destaques do dia foram as altas de LINX3, performando 5,83%, BEEF3, subindo 2,25 e CSNA3, alcançando 1,40%.

Nas quedas, tivemos desvalorização das ações da VALE3,  2,58%, RADL3, recuando para R$66,00, com performance negativa de 3,65% e SUZB3, a R$43,84, com queda de 3,33%.

As incertezas do cenário externo e o crescimento gradual da economia interna, fez com que o Banco Central, pela 8ª vez, mantivesse a taxa básica de juros SELIC em 6,50% ao ano. Confira nosso artigo que explica o que isso significa para os investimentos. 

Juntamente com o comunicado, o Bacen divulgou um documento, onde avalia que o balanço de riscos para a inflação mostra-se simétrico. O Copom ainda ressalta que a percepção de continuidade da agenda de reformas afeta as expectativas e projeções macroeconômicas correntes.

Na Câmara dos Deputados foi aprovado hoje o projeto para ampliação do capital estrangeiro nas empresas aéreas no Brasil, podendo ainda ser ampliado para chegar ao controle total de aéreas, isto é, uma empresa estrangeira adquirir 100% de uma companhia aérea em território brasileiro. Hoje é permitido capital estrangeiro em aéreas de apenas 49%.

EUA

Na terra das Águias-de-Cabeça-Branca, o S&P500, recuou aos 2.824,23 pontos, caindo 0,29%. Ainda assim, no mês o índice se mantém em alta, com valorização de 1,43%.

O DXY, índice que mede a variação do dólar frente às outras moedas internacionais, teve valorização de 0,13%, mostrando força do dólar frente ao resto do mundo.

Esse número muito se dá devido à manutenção das taxas de juros entre 2,25% e 2,50% ao ano. O FOMC divulgou ontem as metas de inflação, PIB  e Taxa de Desemprego. De acordo com a autoridade monetária, os dados sobre o mercado de trabalho pouco se alteraram em fevereiro, mas os ganhos salariais foram sólidos, em média, nos últimos meses, e a taxa de desemprego permaneceu baixa.

O Presidente Donald Trump mais uma vez mostra-se muito desconfiado do pre-acordo com os chineses. “Não estamos falando em removê-los, estamos falando em deixá-los por um período substancial de tempo, porque temos que garantir que, se fizermos o acordo com a China, a China viva pelo acordo”,disse o Presidente aos repórteres na Casa Branca. Trump disse também que as tarifas ficarão inalteradas até que a China comece a dar indícios de cumprimento aos acordos comerciais.

EUROPA

No Velho continente as principais notícias continuam a girar em torno do Brexit. Devido a prorrogação do prazo, de saída do Reino Unido, a primeira-ministra Theresa May parece ganhar um pouco mais de fôlego no jogo.

A primeira-ministra britânica tirou da manga um ás pedindo essa nova prorrogação, mas esse é aquele tipo carta onde todos já sabem que você tem. Contudo, não deixa de ser uma boa saída. Vale ressaltar que o Brexit ainda está marcado para o dia 29 de março, semana que vem, até que o parlamento aprove a prorrogação pedida por May, caso aprove.

O novo prazo enviado à União Europeia foi de 30 de junho, caso aceito, May terá mais tempo para trabalhar seus argumentos e fechar um acordo e evitar participar das eleições do Parlamento Europeu, o que a UE disse que é um pré-requisito para qualquer atraso que possa ser superado.

Falando das bolsas europeias, teve-se uma avalanche de quedas, no principal índice do bloco econômico. O Eurostoxx50 desvalorizou 1,07%, voltando para os 3.372,38 pontos. Desde 7 de fevereiro o índice não tinha uma queda nesse porte. O FTSE100 teve queda de 0,45%, essa foi a primeira queda em 7 dias. já o DAX30  teve queda de 1,57%, recuando para 11.603,89 pontos.

Dólar R$ 3,76 -0,61%
DI  Fut Jan/25 8,45% -10 pbs
Ibovespa 98.041 pts -1,55%
S&P500 2.824 pts -0,29%

Fontes: Valor, Bloomberg, The Wall Street Journal, Reuters, The Economist, The Guardian, G1

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