Queda do Ibovespa e os destaques do fim de semana

BRASIL

Na última sexta-feira, o Ibovespa fechou em queda de 3,10%, recuando para os 93.735,16 pontos, após alcançar máxima histórica de 100.000 pontos, acumulando prejuízo de 5,45% na semana. Foi anulado todo o ganho do mês de março, que iniciou aos 95.584,35.

Fatos que colaboraram para esses números foram as incertezas que cercam a aprovação da proposta da Previdência e ainda a prisão do ex presidente Temer na quinta-feira.

O dólar valorizou 1,2% na semana, cotado a R$ 3,88. Na sexta- feira subiu 2,2%.

O Presidente Jair Bolsonaro passou o fim de semana no Chile para reunião com o presidente e lá falou para empresários chilenos sobre a importância de se aprovar a reforma da Previdência no Brasil.

Ainda mais, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, entrou em grande desentendimento com os aliados do Governo Bolsonaro e disse que torcerá para a reforma dar certo, mas que cumprirá apenas o papel institucional, não mais sendo o articulador. Esta questão, por sua vez, já estava causando desconforto em Maia, outras vezes citado aqui em nosso Resumo, pois na opinião dele, a articulação no Congresso para aprovação deveria ser realizada por Bolsonaro e o Ministro Paulo Guedes.

O Ministério Público de Minas Gerais enviou pedido para a Justiça determinar interdições em quatro barragens da Vale. No último sábado, os alarmes do Município de Barão de Cocais, soaram indicando risco iminente de rompimento.

O ex-presidente Michel Temer continua preso no Rio de Janeiro desde quinta-feira. Um pedido de habeas corpus foi enviado ao juiz Marcelo Bretas. De acordo com o Fantástico (TV Globo), o fator determinante para a prisão de Temer foi a construção da usina nuclear Angra 3, localizada na cidade de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Na operação, na qual também foram presos Temer e Moreira Franco, dois presos já foram soltos. São eles: Carlos Jorge Zimmermann e Rodrigo Castro Alves Neves. O pedido de soltura de Temer e de Franco será julgado na quarta-feira, pelo TRF-2.

EUA

Nos EUA, o S&P500 acumulou de queda 0,77%, após desvalorização de 1,90% na sexta-feira. O Nasdaq100 caiu 2,23%, contudo teve alta de 0,26% na semana.

A guerra comercial entre EUA e China começa a ganhar outro teor, após alguns acordos, uns descumprimentos aqui, outros distratos ali, a China pediu para que os EUA parem de vender armas para Taiwan, a ilha faz parte do complexo Chinês.

Está agendada a visita do o Secretário do Tesouro Steven Mnuchin e do Representante de Comércio Robert Lighthizer na China para esta semana, nos dias 28 e 29. É esperado que chegue-se a um acordo porque Trump não quer arriscar enfraquecer a economia antes da próxima eleição.

EUROPA

Na Europa, o EuroStoxx50 recuou 1,83% na sexta-feira, fechando a semana com saldo negativo de 2,37%. O FTSE100, principal índice acionário do Reino Unido, fechou o último pregão em 2,01% de queda e a semana com desvalorização de 0,29%.

Está semana é decisiva para que o futuro do Brexit seja determinado. A primeira-ministra Theresa May, enfrenta uma forte pressão parlamentar, já estando o cargo dela em risco. O Parlamento exige um acordo, pois não aceita uma saída desorganizada. Contudo, May não aceita uma prorrogação longa para o prazo de saída, e isso é visto por muitos parlamentares como tempo insuficiente. Não é do interesse de May que o Reino Unido esteja no bloco econômico quando as eleições europeias chegarem.

De acordo com o Bloomberg, a primeira-ministra está sofrendo pressão para que renuncie ao cargo. Porém, May quer mais uma chance para tentar colocar seus planos em prática, o que pode custar sua posição.

Em Londres, manifestações com estimativa de 1 milhão de pessoas nas ruas por um novo referendo do Brexit. Portanto, Theresa May enfrentará uma nova batalha em Westminster.

Dólar R$ 3,88 +2,2%
DI Fut Jan/25 8,84% +32 pbs
Ibovespa 93.735 pts -3,10%
S&P500 2.800 pts -1,90%

Fontes: Valor, Bloomberg, The Wall Street Journal, Reuters, The Economist, The Guardian, G1, Sputinik

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