Visita de Bolsonaro aos Estados Unidos

O presidente Jair Bolsonaro, já em seu primeiro ano de mandato, apresenta uma agenda internacional movimentada. Sua primeira viagem foi para Suíça na estreia do Fórum Econômico Mundial e, está previsto visita para Estados Unidos, Chile e Israel. Semana passada, o presidente esteve nos Estados Unidos, onde aconteceu assinatura de alguns atos e o tão esperado encontro com o presidente americano, Donald Trump. Adiante iremos expor detalhadamente como foi sua ida aos Estados Unidos.

No seu primeiro dia nos EUA, Bolsonaro participou de seu primeiro compromisso oficial da viagem, um jantar na embaixada brasileira em Washington. O principal assunto do jantar foi a dependência que a economia do Brasil apresenta em relação a China, considerando que o país é seu maior parceiro comercial. O jantar, foi oferecido pelo embaixador Sérgio Amaral e entre os convidados presentes estavam o ministro da economia, Paulo Guedes, e o ministro das relações exteriores, Ernesto Araújo.

Já em seu segundo dia em solo americano, o presidente compareceu a diversos compromissos, inclusive uma visita em um local que não estava em sua agenda oficial, a Agência Central de Inteligência (CIA). De acordo com o palácio do planalto, essa visita ocorreu uma vez que o presidente se preocupa com o crime organizado e o narcotráfico no Brasil e deseja fortalecer a troca de informação na área de segurança entre os dois países. O ministro da Justiça, Sergio Moro, o acompanhou nessa visita e assinou um acordo de cooperação entre a polícia federal do Brasil e a dos Estados Unidos, o FBI.

Em seguida, o presidente foi a uma reunião com o ex-secretário do Tesouro norte-americano Henry “Hank” Paulson e participou de uma reunião em Washington, na Câmara de Comércio Americana, onde esteve em uma cerimônia de assinatura de atos. No decorrer desta cerimônia, Bolsonaro acompanhou a assinatura de um acordo bilateral referente a base de Alcântara, no Maranhão. Essa base é um ponto geográfico estratégico em relação a linha do equador que permite custos operacionais menores em relação a outras bases. Representantes brasileiros e americanos assinaram um acordo de salvaguardas tecnológicas (AST) que permite aos Estados Unidos faça uso comercial desta base, o qual ainda precisa ser aprovado pelo Congresso brasileiro.

Ainda na Câmara de Comércio dos Estados Unidos, Bolsonaro, durante discurso, enfatizou sua confiança em Paulo Guedes e a admiração que sente por Donald Trump. Outros fatores mencionados em seu discurso foram elogios a capacidade bélica estadunidense, a crise venezuelana e críticas ao governo PT. Seu ministro da economia também discursou e afirmou que mesmo admirando os Estados Unidos, não deixará de comercializar com outras nações. Após isso, ocorreu um jantar com executivos do Conselho Empresarial Brasil Estados Unidos, acabando assim seus compromissos do dia.

Durante o seu terceiro e último dia nos EUA, em uma entrevista concedida a Fox News, o presidente afirmou que apoia a ideia de Donald Trump de construir um muro na fronteira com o México e fez crítica aos imigrantes afirmando que a maioria não apresenta boas intenções, inclusive mencionou que os imigrantes brasileiros que vivem ilegalmente são “uma vergonha” para o país. Além disso, declarou que conta com o apoio e a capacidade bélica dos Estados Unidos para “libertar o povo” da Venezuela. Sobre a questões dos imigrantes, Bolsonaro posteriormente anunciou que houve um equívoco de sua parte ao afirmação que a maioria dos imigrantes não tem boa intenção, na realidade ele admite que a maioria apresenta boas intenções.

Finalmente, Jair Bolsonaro e Donald Trump se encontraram no Salão Oval da Casa Branca. Durante o encontro, Trump declarou que apoia a entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) se o mesmo abrir mão de seu status de país emergente na Organização Mundial de Comércio (OMC) e afirmou que o Brasil é o seu maior aliado americano fora da Otan, inclusive acrescentou que acredita que esse título de aliado prioritário fora da Otan seja pouco para o Brasil e que gostaria de fazê-lo membro dessa organização. Ademais, Trump mencionou a importância de poder contar com o Brasil para resolver a questão da Venezuela, assunto o qual Bolsonaro já até havia pautado para a reunião posterior que teve com Luiz Almagro, secretário geral da Organização dos Estados Americanos (OAE). Dessa forma foi a agenda oficial do presidente Jair Bolsonaro nos Estados Unidos.

 

Foto KarinaKarina Lemgruber

Membro de Mesas de Operações do CEMEC, empresa júnior vinculada ao IBMEC, que tem como proposta principal realizar estudos e pesquisas sobre o mercado financeiro.

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