Queda na taxa de desemprego do Brasil e os últimos destaques

BRASIL EM FOCO

Agosto foi um mês marcado pelo aumento da volatilidade na bolsa no Brasil. Na sexta, entretanto, com a relativa trégua na guerra comercial, os bons resultados do PIB e a queda no desemprego, o Ibovespa terminou em alta de 0,61%, aos 101.135 pontos, Na semana, o avanço foi de 3,55%. e no mês, houve baixa de 0,67%. O dólar, no mês subiu 8,46% em relação à moeda brasileira, o pior desempenho entre emergentes, com exceção do peso argentino, contra o qual o dólar subiu 35,80%. A divisa americana encerrou a R$ 4,1415 e na semana acumulou alta de 0,40%.

Já no mercado de juros futuros, agosto foi um período marcado pelo aumento do prêmio de risco e a sequência de queda dos juros foi interrompida. O DI para janeiro de 2025 subiu de 6,88%, no encerramento de julho, para 7,12% na sexta-feira.

O setor público consolidado teve déficit primário de R$ 2,76 bilhões em julho. Mesmo assim o resultado composto por governo federal, estados, municípios e empresas estatais, com exceção de Petrobras e Eletrobras, foi o melhor para julho desde 2013. No mesmo mês do ano passado, o saldo foi negativo em R$ 3,4 bilhões. A dívida líquida do setor público cresceu para o equivalente a 55,8% do PIB e encerrou julho em R$ 3,91 trilhões. A dívida bruta, por sua vez, atingiu 79% do PIB somando R$ 5,54 trilhões.  (Poder 360)

A queda na taxa de desemprego no Brasil foi de 0,7 ponto percentual (de 12,5% para 11,8%) no trimestre encerrado em julho, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada  pelo IBGE. Contudo, a quantidade de trabalhadores por conta própria e na informalidade atingiram os maiores patamares da série histórica, com 24,2 milhões e 11,7 milhões de pessoas respectivamente nessas situações. (El País)

O governo apresentou o Projeto de Lei Orçamentária Anual para 2020. As principais projeções para 2020 são: PIB com crescimento de 2,17%; Inflação caindo para 3,91%; Dólar  em  R$ 3,79, e o salário mínimo, pela primeira vez, acima dos mil reais em R$ 1.039. Com o forte aperto orçamentário, as despesas discricionárias devem somar apenas R$ 89,16 bilhões no ano que vem, representando cerca de 6% do gasto total. Já as despesas obrigatórias, como pessoal e Previdência, por sua vez, devem ocupar cerca de 92% do Orçamento.(Poder 360)

O Brasil está se destacando nos noticiários externos. A edição americana da Reuters publicou em seu site uma matéria com título: “Por que Bolsonaro desconfia da ajuda estrangeira na Amazônia? Pergunte aos militares do Brasil” (em inglês). O argumento principal é que a justificativa oficial de que “os governos estrangeiros teriam interesses nas riquezas minerais e biodiversidade da Amazônia” teria por trás uma uma visão dos militares em preservar o seu próprio orçamento. A “missão” desse grupo, em um país que não está em guerra, é defender a soberania do Brasil, o que justificaria a atuação na região. (Reuters)


OBSERVATÓRIO INTERNACIONAL

Os índices fecharam na sexta sem direção única e com o S&P 500 registrando alta de 0,06% aos 2.926,46 pontos. No mês de agosto a perda foi de 0,19%.A administração de Donald Trump deu mais um passo atrás na questão ambiental e climática. A Agência de Proteção Ambiental (EPA na sigla em inglês) apresentou uma mudança nos controles de emissões de metano que haviam sido impostos durante o governo de Barack Obama. Essa medida elimina as restrições federais que obrigam a indústria de petróleo e gás a instalar tecnologias para inspecionar e reparar vazamentos de metano de poços, tubulações e instalações de armazenamento. (El País)

Entraram em vigor, no domingo (1º de setembro), as tarifas de 15% impostas pelos Estados Unidos a mais de 3 mil categorias de produtos importados da China, incluindo bens alimentares de consumo como ketchup e mostarda, utensílios domésticos e eletrodomésticos. No total, as sobretaxas atingirão aproximadamente US$ 112 bilhões das importação. No mesmo dia, a resposta da China também também foi a altura, com tarifas retaliatórias de 5% a 10% sobre US$ 75 bilhões em produtos americanos, o que atingirá principalmente a soja e o petróleo dos EUA. (Valor)

Os eventos mais importantes durante a semana serão o discurso de presidente do Fed, Jerome Powell, e os dados do mercado trabalho americano (payroll), ambos na sexta-feira. A semana começa com as bolsas sem direção na Ásia, enquanto sobe na China, recuam em Hong Kong e no Japão. Na Europa, as bolsas avançam. Nos EUA, não haverá pregão devido ao feriado do Dia do Trabalho, mas o viés os futuros é negativo.

RESUMO DOS MERCADOS 

Dólar Comercial R$ 4,1415 -0,69%
DI  Fut Jan/25 7,12%  -11 bps
Ibovespa 101.135 pts 0,61%
S&P500 2.926 pts 0,06%
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