Resultados corporativos da Petrobras e Vale superam expectativas, e os últimos destaques

BRASIL EM FOCO 

Em semana de aprovação da Reforma da Previdência, com temporada de balanços e ainda com um ambiente externo sem muitas novidades, o Ibovespa acumulou alta de 2,52%, sendo a terceira semana seguida em alta. Na sexta, avançou 0,35%, aos 107.363 pontos. Na máxima do dia, porém, o índice rompeu novo pico histórico ao bater os 108.083 pontos. Esse ambiente positivo valorizou o Real frente ao Dólar. A moeda americana cedeu 0,90%, sendo cotada a R$ 4,0079. Com isso, o dólar acumulou a maior queda semanal do ano: 2,69%. Em sintonia com o dólar, em queda, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2025 foi de 6,15% para 6,07%.

Os resultados corporativos da Petrobras e Vale que, possuem grande peso no Ibovespa, foram o destaque positivo, por superarem as expectativas dos analistas. A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 9,08 bilhões, o que é 36,8% maior que o mesmo período do ano anterior. Já a Vale obteve R$ 6,5 bilhões de lucro, uma alta de  17,5% comparado a 2018. O aumento da produção e das vendas de minério de ferro depois de Brumadinho (MG) foram determinantes para o resultado da Vale no terceiro trimestre do ano. (Valor)

A Ambev por sua vez, decepcionou o mercado com um recuo de 11,5% no lucro comparado com o trimestre anterior, alcançando no terceiro trimestre um valor de R$ 2,49 bi. As ações dessas empresas responderam aos resultados com Vale subindo 3,87% e Petrobras  em alta de 3,28% a PN e 2,92% a ON. O papel da Ambev recuou -8,29%. Os investidores reagiram mal ao fraco balanço e a companhia perdeu, em um só pregão, o equivalente ao valor de mercado da varejista B2W e também o posto de 3ª mais valiosa da bolsa. (Valor Investe)

Em meio a crise com o PSL. o presidente  Jair Bolsonaro disse na manhã de sábado (26 – horário de Pequim) que pode vir a se tornar um “presidente sem partido”.  Bolsonaro afirmou que: “Tanto faz eu estar com partido ou sem partido. No PSL, dos 50 e poucos [deputados] lá, tem uns 30 que estão fechadinhos conosco. Os outros 20, têm uma meia dúzia que foi para o radicalismo, e os demais votam conosco, não tem problema”.  (O Globo)

OBSERVATÓRIO INTERNACIONAL 

Em Nova York, os índices também fecharam em alta próxima das máximas históricas. O S&P 500 subiu 0,41%, a 3.022,55 pontos, estendendo os ganhos da semana a 1,22%.

O aparente avanço na questão da relação comercial entre China e EUA vem com o reconhecimento por parte da China que talvez seja mais relevante “gerenciar e conter” atritos bilaterais do que resolvê-los completamente. Esse movimento foi designado por Huo Jianguo, ex-presidente da Academia Chinesa de Comércio Internacional e Cooperação Econômica do Ministério do Comércio, como sendo um desenvolvimento da relação bilateral em um “cenário de competição cooperativa”. (China Daily)

Na Argentina, como já apontava a prévia das eleições, com 98% das urnas apuradas, Alberto Fernández (48%) derrota Macri (40,4%). O peronismo obteve um ponto percentual a menos, enquanto Macri somou 7,7 pontos a mais que nas primárias de agosto. Esse resultado coloca Macri em uma posição de forte oposição. O mapa eleitoral destaca o poder do peronismo nos suburbios de Buenos Aires, onde Fernández obteve mais de um milhão de votos, e sua fraqueza em províncias poderosas como Córdoba, Santa Fé e Mendoza. (El País)

O Uruguai também teve eleições presidenciais no final de semana e, embora ainda sem resultados oficiais, a pesquisa de boca de urna indica um segundo turno entre Daniel Martínez, da governista Frente Ampla, de esquerda, e Luis Lacalle Pou, de centro-direita. No Uruguai, o critério para vitória em primeiro turno é como no Brasil onde é preciso ter 50% mais um dos votos válidos. (O Globo)

O apoio a Sebastian Piñera, do Chile, caiu para apenas 14% em meio a inquietações recentes, de acordo com uma pesquisa publicada no domingo (27), a menor taxa de aprovação de um presidente chileno desde o retorno à democracia do país há três décadas. Ao perguntar sobre os motivos dos entrevistados foi detectado que 78% da desaprovação é dividida em: mau tratamento de protestos, má administração em geral, baixa pensão das AFPs*, desigualdade e abuso, não ouvir as pessoas, gestão da educação e saúde, baixos salários, não cumpre suas promessas, protege os interesses das empresas e elites, alto custo dos serviços básicos, maus funcionários e assessores e falta de segurança, entre outros. E aqueles que ainda o apoiam dizem que fazem isso porque: ele tenta resolver a crise, ele é um bom presidente e por estabilidade e crescimento econômico, porque me identifico com sua posição política, ele foi democraticamente eleito, ele cumpre o que que promete, melhorou salários, pensões e trabalho, respeita o estrangeiro e suscita idéias e projetos, além de outras razões. (La Tercera)

*AFP no Chile são as administradoras de fundos de pensão, instituições financeiras privadas responsáveis pelo gerenciamento de fundos individuais de contas de poupança de pensão estabelecidas no sistema de capitalização individual obrigatório.

Nesta semana, os comitês de política monetária do Banco Central do Brasil e dos EUA se reúnem para decidir o nível de suas taxas básicas de juro. O esperado é que ambas sofram novos cortes, portanto, mantendo o diferencial de taxas entre os dois países muito baixo. A temporada dos balanços corporativos continua, com Alphabet, Apple e Facebook divulgando seus resultados durante a semana. Na sexta-feira, saem dados do mercado de trabalho americano (Payroll).

Na Ásia, os mercados iniciaram a semana em campo positivo. Na Europa, operam sem direção definida. O viés dos futuros de Wall Street é de leve alta. 

RESUMO DOS MERCADOS 

Dólar Comercial R$ 4,0079 -0,90%
DI Fut Jan/25 6,07% -8 bps
Ibovespa 107.363 pts +0,35%
S&P 500 3.022,55 pts +0,41%
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