Apresentação do “Plano mais Brasil – A Transformação do Estado” e os últimos destaques

BRASIL EM FOCO 

Na véspera do megaleilão da cessão onerosa e de olho no pacote de medidas fiscais apresentadas pela equipe econômica, o Ibovespa fechou quase estável, com leve queda de 0,06%, aos 108.719 pontos. Já o dólar comercial encerrou o pregão em queda de 0,47%, sendo vendido aos R$ 3,9925. Após a liberação da ata do Copom, o tom mais cauteloso em relação à trajetória de queda dos juros fez o mercado se reajustar, visto que o patamar da Selic tem pouca probabilidade de cair abaixo dos 4%. Com isso ao fim da sessão regular, às 16h, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2025 avançou de 5,99% para 6,01%, após atingir 6,10% na máxima do dia.

O ministro da Economia Paulo Guedes apresentou (íntegra) no Congresso seu novo pacote de medidas direcionadas para a questão fiscal. O “Plano mais Brasil – A Transformação do Estado” engloba três PECs (Propostas de Emenda à Constituição): o Pacto Federativo, a emergencial e a dos fundos públicos.  A primeira proposta busca transferir R$ 400 bi da União para estados e municípios em 15 anos. Com a PEC Emergencial, a ideia é estabelecer mecanismos automáticos de ajuste de forma a liberar até R$50 bi para investimentos em 10 anos. A PEC dos Fundos Públicos, por sua vez, prevê a possibilidade de utilizar o dinheiro parado em fundos públicos para o abatimento da dívida pública. (Poder 360)

A ata do Copom deixa claro que na próxima reunião haverá outro corte de 0,5 ponto percentual na taxa Selic. Conforme documento: “o Comitê avalia que a consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva deverá permitir um ajuste adicional, de igual magnitude“. Há contudo, uma ponderação acerca da extensão da rodada de cortes quando é dito que: “O Copom entende que o atual estágio do ciclo econômico recomenda cautela em eventuais novos ajustes no grau de estímulo“. (Ata do Copom)

OBSERVATÓRIO INTERNACIONAL 

O otimismo em relação às negociações comerciais entre Estados Unidos e China levou os índices Nasdaq e Dow Jones a renovarem novamente suas máximas históricas de fechamento. Já o S&P 500 recuou 0,12%, para 3.074,62 pontos.

Com negociações em andamento sobre a primeira fase do acordo restrito para neutralizar a escalada guerra comercial, Pequim pediu ao governo Trump que elimine algumas das obrigações que o presidente impôs. Essa é condição dos chineses para a assinatura do acordo, já que há a perspectiva de que a China passe a comprar mais produtos agrícolas além de comprometimento maior com propriedade intelectual. Xi Jinping busca um movimento também concreto do lado americano de redução de tarifas já vigentes. (Bloomberg)

O People’s Bank of China, o Banco Central da China, anunciou um corte de 5 pontos base no MLF (sigla para medium-term lending facility). Esta taxa que agora foi para 3,25% é a taxa pela qual o BC empresta aos bancos a um custo relativamente baixo. Há na China, outra taxa além do MLF, o LPR (Loan Prime Rate). O LPR é uma taxa calculada todo dia 20 de cada mês com base na taxas praticadas nos empréstimos aos melhores clientes de 18 bancos comerciais, sendo 2 deles estrangeiros. A relação entre as taxas foi estabelecida em agosto de 2019 de modo que há um mecanismo de transferência que permite que essa redução na MLF se torne efetivamente estímulo monetário na ponta consumidora. Contudo, analistas afirmam que esse modesto corte não será o suficiente, mas pode indicar o início de um ciclo de expansão do crédito.  (South China Morning Post)

As bolsas fecharam sem direção definida na Ásia e operam sem força na Europa. Uma enxurrada de resultados corporativos ainda está sendo digerida e dados econômicos não aliviam as preocupações com o cenário de crescimento global. Os futuros das bolsas de Wall Street apontam para um dia de estabilidade. 

 RESUMO DOS MERCADOS 

Dólar Comercial  R$ 3,9925 – 0,47%
DI Fut Jan/25 6,01% + 2 bps
Ibovespa 108.719 pts – 0,06%
S&P 500 3.074,62 pts – 0,12%

ÓRAMA NA MÍDIA

No “Bate-Papo com Gestor” da semana, a nossa estrategista-chefe, Sandra Blanco conversou com Roberto Vidal, sócio e responsável pela relação com os investidores da Argumento Investimentos. Eles falaram sobre a gestora e o fundo Argumento ARG I FIM. Então, aproveite para tirar todas as suas dúvidas! Assista!

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