Clima de frustração nos mercados brasileiros e os últimos destaques

BRASIL EM FOCO 

O clima dos mercados no Brasil foi de frustração com falta de interesse de empresas estrangeiras nos leilões da cessão onerosa do pré-sal. O dólar comercial que já vinha se ajustando na expectativa do evento de ontem teve forte alta de 2,21% e encerrou o dia cotado a  R$ 4,0810. Com a alta o dólar, a taxa do DI para janeiro de 2025 também subiu, indo de 6,02% para 6,12%.  O Ibovespa teve queda de 0,33%, para 108.360 pontos. 

O leilão de quatro áreas do pré-sal da Bacia de Santos — Búzios, Itapu, Atapu e Sépia registrou interesse menor do que o esperado de investidores estrangeiros e acabou arrecadando apenas R$ 69,96 bilhões, quando a expectativa era de R$ 106,5 bilhões, caso todos os campos fossem vendidos. Apenas as chinesas CNODC e CNOOC entraram com oferta de 5% cada uma no Bloco de Búzios. Neste bloco, a Petrobras ofertou os outros 90%, além de arrematar sozinha o bloco de Itapu. Os demais blocos não tiveram interessados. (Petrobras

A ausência de petroleiras estrangeiras joga luz sobre uma incerteza em relação aos desembolsos que os vencedores teriam que arcar. Pelas regras da rodada, as vencedoras da licitação deveriam assinar um acordo de coparticipação com a Petrobras, nas áreas ofertadas, e pagar uma compensação à estatal pelos investimentos realizados nos ativos. Acontece que, embora haja diretrizes para o cálculo desse valor, não existe uma cifra fechada. O valor do acordo dependerá de negociações. O não interesse na rodada de ontem pode, contudo, trazer mais expectativas para o leilão de hoje. (Valor)

Por tudo isso, ontem foi um dia bastante volátil para as ações da Petrobras. O papel preferencial PETR4 subiu 3,54% na máxima do dia e caiu 5,23% na mínima, logo após o anúncio do resultado do megaleilão.

O Senado Federal aprovou na noite de ontem o texto base da PEC paralela por 56 votos a 11. O texto dispõe sobre a possibilidade de os regimes próprios Estaduais e municipais de Previdência seguirem as mesmas regras aprovadas para os servidores federais. Ainda falta a votação dos destaques que voltam à pauta na próxima terça-feira (12). (Poder 360)

OBSERVATÓRIO INTERNACIONAL 

Em um dia com rumores sobre novo adiamento da assinatura do acordo entre China e EUA, os índices acionários em Nova York fecharam sem direção definida. O S&P 500 encerrou o dia em leve alta de 0,07%, aos 3.076,78 pontos.

Um alto funcionário anônimo do governo Trump afirmou que a reunião entre o presidente dos EUA e o presidente chinês, Xi Jinping, para assinar um tão aguardado acordo comercial provisório pode ser adiada para dezembro. Um local possível é Londres, onde os dois líderes poderiam se reunir após uma cúpula da OTAN que Trump deve comparecer de 3 a 4 de dezembro. (Reuters)

O principal diplomata dos EUA na Ucrânia, William Taylor, deu um depoimento ao inquérito de impeachment da Câmara. Ele afirmou com detalhes que houve esforços crescentes de um grupo de assessores do presidente Donald Trump para pressionar a Ucrânia a abrir uma investigação contra Joe Biden, adversário democrata de Trump, por motivação política. O depoimento de um diplomata de carreira eleva os riscos políticos às vésperas de ano eleitoral nos EUA. (Bloomberg)

Enquanto aguardam a assinatura da primeira fase do acordo entre EUA e China, os investidores digerem os resultados corporativos do trimestre e seguem a vida. Na Ásia, as bolsas fecharam em leve alta, assim como operam na Europa. Os futuros dos índices americanos apontam para um dia positivo. 

RESUMO DOS MERCADOS 

Dólar Comercial R$ 4,0810 + 2,21%
DI Fut Jan/25 6,12% + 10 bps
Ibovespa 108.360 pts – 0,33%
S&P 500 3.076,78 pts + 0,07%
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