Come-cotas: o que é e como funciona

Se você investe ou pensa em investir em fundos de investimento, provavelmente já ouviu falar em come-cotas! O nome assusta, né? Calma… A gente vai explicar direitinho como funciona!

O sistema do come-cotas nada mais é do que uma forma de a Receita Federal tributar os rendimentos que você acumulou ao longo de um semestre em um fundo de investimento. Esse recolhimento acontece duas vezes por ano, sempre no último dia útil de novembro e no último dia útil de maio (ou no resgate, se feito em data anterior).

Para não haver surpresas no futuro ao checar o extrato, nem dúvidas sobre esse sistema, você encontra neste texto tudo o que precisa saber sobre come-cotas.

Como funciona a tributação?

O come-cotas se trata de uma antecipação do recolhimento de Imposto de Renda. Então, vamos começar explicando como se dá a tributação de impostos nos fundos de investimento. 

A cobrança de IR segue uma tabela regressiva, de acordo com o tempo que o dinheiro fica aplicado. Olha só:

Tempo da aplicação Alíquota de IR
Menos de 6 meses 22,50%
Mais de 6 meses, menos de 1 ano 20,00%
Mais de um ano, menos de 2 anos 17,50%
Mais de 2 anos 15,00%

Fundos de Curto Prazo (até 1 ano)

Aqui, são adotadas duas alíquotas: 22,5%, para aplicações de até 180 dias, e 20%, para aplicações de 181 dias ou mais.

Fundos de Longo Prazo (acima de 1 ano)

Nesse caso, as alíquotas são cobradas da seguinte forma: 22,5% em aplicações de até 180 dias; 20,0% em aplicações de 181 dias a 360 dias; 17,5% em aplicações de 361 dias a 720 dias; e 15,0% em aplicações de 721 dias ou mais.

E onde o come-cotas entra nessa história? Bom, como já dissemos, a tributação do come-cotas vai antecipar essa cobrança uma vez por semestre, no último dia de maio e no último dia de novembro. Então, na hora do resgate, ocorre o cálculo da diferença entre esse valor antecipado pelo come-cotas e a alíquota do IR sobre o investimento, como vimos ali em cima, na tabela.

Por fim, não estranhe: essa cobrança vai aparecer para você no extrato como um resgate!

“Ah! Então investir em fundos não vale a pena?” 

Vale, sim! Mas é preciso entender quais os seus objetivos ao investir e, assim, escolher a opção que mais se adequa ao seu momento. 

A desvantagem do come-cotas é que, com ele, o potencial dos juros compostos é reduzido. Quando não há antecipação de imposto, o valor líquido resgatado tem condições de ser maior.

É importante ressaltar que o come-cotas não incide sobre todos os fundos. Os que ficam de fora dessa cobrança antecipada são fundos de ações, cuja tributação é fixa em 15% sobre os rendimentos no resgate, fundos de previdência, fundos de debêntures incentivadas – nos quais há isenção de Imposto de Renda para a pessoa física – e fundos imobiliários.

Porém, não veja o come-cotas como um obstáculo para investir em fundos! Muitos fundos que tem come-cotas apresentam ótimos resultados líquidos.

Exigência da Receita Federal

O come-cotas não é uma opção da Órama. Trata-se de um sistema de antecipação de imposto de renda que obedece às exigências da Receita Federal (Instrução Normativa 1022/10). Com isso, todas as instituições financeiras recolhem o imposto.

E agora? Entendeu?

Bom, se ainda ficou alguma dúvida, deixe um comentário que, em breve, responderemos! Para ficar por dentro de tudo sobre o mundo dos investimentos, acompanhe nosso blog e se inscreva nas nossas redes sociais. 

Até a próxima e bons investimentos!

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