Fórum Econômico Mundial e os últimos destaques

BRASIL EM FOCO 

O comunicado da OMS de que ainda é cedo para decretar estado de emergência internacional aliviou, em parte, a tensão dos mercados. O Ibovespa renovou sua máxima histórica aos 119.527,63 pontos, com uma alta de 0,96%. O dólar PTAX cedeu 0,54% fechando aos R$ 4,1662. E no mercado de juros, o DI janeiro 2025 era negociado a taxa de 6,32% abrindo 2 pontos base.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) apresentou variação de 0,71% em janeiro, 0,34 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de 1,05% registrada em dezembro. Este é o maior resultado para um mês de janeiro desde 2016. Em 12 meses, o IPCA-15 acumula alta de 4,34%, acima dos 3,91% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. (IBGE)

A confiança do empresário aumentou e é a maior desde 2010, de acordo com o índice medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), principalmente no setor de transformação e entre os empresários do Sul e Norte. (Portal da Indústria)

Olhando para o futuro, de acordo com estudo divulgado pela Empresa de Pesquisa Energética, o potencial de geração eólica em alto mar (offshore) no Brasil é de aproximadamente 700 gigawatts, o que equivale a mais de três vezes o parque gerador atual do país, de 170 GW.  (EPE)

Em Davos, Luciano Huck realizou palestra em um almoço reservado para 40 empresários no Fórum Econômico Mundial. Na ocasião, o apresentador defendeu que a desigualdade é a fonte dos problemas sociais e que é preciso que pessoas com “ética” ocupem cada vez mais cargos públicos para que mudanças profundas aconteçam no Brasil. Huck foi chamado duas vezes de “próximo presidente” do Brasil por alguns dos participantes. (Poder 360)

Também na Suíça, o Ministro Paulo Guedes pediu à sua equipe estudos e simulações sobre a criação de um “imposto do pecado” sobre cigarros, bebidas alcoólicas e produtos com adição de açúcar, como refrigerantes, sorvetes e chocolates. Guedes também afirmou que acredita que a reforma tributária será aprovada ainda neste ano. (Valor)

O tema de destaque no Fórum Econômico Mundial é o meio ambiente. Além dos impactos nos setores de energia e agricultura, afetará os fluxos financeiros de forma significativa. Em entrevista, o presidente do Banco Central diz ter chamado a atenção para o assunto em algumas reuniões de governo. (Valor)

OBSERVATÓRIO INTERNACIONAL 

Em Nova York, o S&P 500 avançou 0,11% e fechou o dia aos 3.325,54 pontos.

No segundo dia de julgamento do impeachment de Donald Trump no Senado, os promotores da investigação argumentaram que as ações do presidente americano de reter ajuda militar à Ucrânia e bloquear uma investigação do congresso são violações claras sob a Constituição dos EUA. O tom subiu, a ponto de o congressista Jerrold Nadler de Nova York dizer que Trump se engajou em uma “obstrução” sem precedentes da investigação que “envergonha até o presidente Nixon”. (Bloomberg)

A Organização Mundial da Saúde declarou que a propagação do coronavírus de Wuhan não constitui uma emergência internacional de saúde pública, apesar do número crescente de mortos, que já ultrapassa 20. O governo chinês colocou oito cidades na província de Hubei, incluindo sua capital Wuhan, sob efetivo bloqueio para impedir a propagação do vírus, bloqueando todo o transporte público externo. Cerca de 650 casos em todo o mundo foram relatados até agora. (South China Morning Post)

A semana se encerra com os mercados fechados na China para os feriados do Ano Novo Lunar. No Europa, as bolsas avançam com ganhos de mais de 1%, após divulgação de indicadores econômicos. Os futuros de Wall Street também operam com viés de alta. 

RESUMO DOS MERCADOS 

Dólar PTAX R$ 4,1662 – 0,54%
DI Fut Jan/25 6,32% + 2 bps 
Ibovespa  119.527,63 pts  + 0,96%
S&P 500 3.325,54 pts  + 0,11% 
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