Brasil assina 15 acordos bilaterais com a Índia e os últimos destaques

BRASIL EM FOCO

As notícias de novos casos do coronavírus na Europa e EUA contagiaram também os mercados financeiros que, após uma semana de recordes registraram fortes quedas. Na sexta-feira, o Ibovespa terminou o dia recuando 0,96%, aos 118.376,36. Na semana, o índice recuou 0,09%. O dólar PTAX teve alta de 0,26% sendo cotado a R$ 4,1769, mas acumulou queda de 0,16% na semana. Os contratos de DI para janeiro de 2025 registrou 7 pontos base de queda na semana e eram negociados à 6,29%, fechando 3 pontos na sexta-feira.

O presidente Jair Bolsonaro descartou o aumento de “imposto do pecado’‘ que atingiria cerveja, fumo e doces, mencionado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. (Valor)

O Ministério da Economia divulgou os dados do Cadeg (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) para 2019. Foram criados no Brasil 644.079 empregos formais no ano passado, o que representa o melhor resultado dos últimos seis anos. Todos os oitos setores da economia registraram saldo positivo em 2019. O destaque do ano ficou com Serviços, responsável pela geração de 382.525 postos. No Comércio foram 145.475 novas vagas e na Construção Civil, 71.115. O menor desempenho foi o da Administração Pública, com 822 novas vagas. (Ministério da Economia)

Na Índia, como convidado de honra do Dia da República, o presidente Jair Bolsonaro assinou 15 acordos bilaterais com o país. O tema da cooperação no setor de defesa foi destaque. Uma das propostas é aumentar para US$ 1 bilhão em cinco anos a exportação de armamentos para a Índia. A Taurus, empresa brasileira que é uma das três maiores produtoras de armas leves do mundo, está em fase final de negociação de uma joint-venture com a siderúrgica indiana Jindal, sobre a qual a brasileira seria dona de 51% da nova empresa, e a Jindal, de 49%. (Folha)

Bolsonaro declarou no domingo (26) que a reforma administrativa que o governo vai enviar ao Congresso está praticamente pronta. Além disso, sinalizou aos jornalistas que uma abertura comercial do país será gradual para não quebrar a indústria nacional. (Valor)

OBSERVATÓRIO INTERNACIONAL

Em uma semana de forte queda dos índices americanos em decorrência do surto do coronavírus, o S&P 500 acumulou desvalorização de 1,03% no período. Na sexta, o índice fechou 3.295,47 pontos, uma queda de 0,90%.

Esse novo vírus é uma ameaça não apenas para a saúde, mas também para vários negócios.  Para empresas globais, Wuhan é um hub importante. A cidade possui cerca de 500 instalações, enquanto a província de Hubei como um todo possui 1.016, sendo 44 americanas e cerda de 40 europeias. Muitas fábricas estão no setor automotivo e de transporte, e grandes nomes incluindo Honda e Peugeot já emitiram notas que estão evacuando seus expatriados da região. (Bloomberg)

O Conselho de Estado chinês estendeu o feriado do Ano Novo Lunas para 2 de fevereiro para conter a propagação do vírus, de acordo com a emissora estatal CCTV. O feriado, que inicialmente  deveria durar até 30 de janeiro, é o festival mais importante do país e centenas de milhões de trabalhadores migrantes rurais em todo o país viajam para casa. O Conselho de Estado também disse que jardins de infância, escolas primárias, secundárias e faculdades estão com aulas suspensas até o novo aviso do ministério da educação. (South China Morning Post)

A semana se inicia com os investidores mais preocupados com a disseminação do coronavírus, que já registrou mais de 2.000 casos e 80 mortes na China. Muitas bolsas estão fechadas na Ásia, por conta do feriadão do Ano Novo Lunar, mas no Japão, o índice Nikkei registrou queda de 2%. Na Europa, as bolsa também caem ao redor de 2% e os futuros de Wall Street apontam para um dia negativo, recuando mais de 1%. A procura por ativos portos seguros como as Treasuries de 10 anos, com yields a 1,61%, o iene japonês a 108,92/US$ e o ouro cotado a US$ 1.589. O preço do petróleo WTI recua 2,36%, para US$ 52,90, com preocupações que o surto reflita no redução da demanda.

Na quarta-feira tem reunião do Fed e, na quinta, sai o PIB dos EUA quarto trimestre. Dia 31 é a data final para o Brexit, conclusão do divórcio entre Reino Unido e União Europeia.

RESUMO DOS MERCADOS 

Dólar PTAX R$ 4,1769 + 0,26%
DI Fut Jan/25 6,29% – 3 bps 
Ibovespa  118.376,36 pts  – 0,96%
S&P 500 3.295,47 pts – 0,90%
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