Medidas financeiras em decorrência do COVID-19 e os destaques da semana

Panorama Semanal de 16 a 20 de março*

Mais uma semana extremamente difícil no mundo todo devido à pandemia de coronavírus. Novos casos no Brasil, com mortes confirmadas. Declaração de emergência e de estado de calamidade em vários países e localidades. Corte de juros nos EUA e no Brasil. Circuit breaker e dólar acima de R$ 5,20. Anúncios de ajuda financeira, injeção de liquidez. E perspectivas de recessão mundial.

Em meio à crise, o presidente Jair Bolsonaro tem sido fortemente criticado por atitudes na manifestação do dia 15 e por estar minimizando a epidemia, dizendo, entre outras coisas, que há “histeria”. Panelaços em diversas cidades do país marcam insatisfação popular. E Eduardo Bolsonaro abriu crise diplomática com a China.  

De positivo na saúde: estão acelerados testes de vacina contra o coronavírus e há sinais de aprovação do uso de possíveis remédios para os infectados.

O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou emergência nacional em resposta à pandemia de coronavírus. A Casa Branca planeja injetar US$ 1 trilhão em recursos na economia.

No domingo, o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) cortou a taxa de juros dos EUA para perto de zero e anunciou a compra de US$ 700 bilhões em ativos, para dar liquidez aos mercados. Mas as medidas, em vez de acalmar, tiveram efeito contrários, e as bolsas abriram a semana em forte queda.

E, ainda, o Fed anunciou ajuda para emprestar dólares ao Brasil (até US$ 60 bi) e a outros países. 

No Brasil, o BC também cortou os juros (Selic), de 4,25% ao ano para 3,75% ao ano, numa semana em que o Ibovespa caiu mais de 10% em várias sessões.

A Câmara dos Deputados aprovou decreto de calamidade pública. Um pacote do governo prevê R$ 200 por mês para trabalhadores informais e mais crédito na economia.

Políticos, entre os quais o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e ministros já foram diagnosticados com o vírus.

O Censo do IBGE foi adiado para o ano que vem.

Nos estados, foram adotadas medidas restritivas ao funcionamento de comércio e áreas públicas, bem como redução e adiamento em pagamentos de contas e impostos. Muitos shopping centers e restaurantes fecharam as portas. Há subsídios à produção de álcool gel. Os supermercados registraram alta nas vendas, com consumidores fazendo estoque de alimentos em algumas localidades. O governador do Rio, Wilson Witzel, anunciou o fechamento das divisas do estado e proibiu o acesso a praias. 

O deputado Eduardo Bolsonaro criticou a China pela conduta em relação ao coronavírus, e o embaixador chinês rebateu, exigindo desculpas e dizendo que foi um “insulto maléfico”. O caso abriu uma crise diplomática entre os países.

A China não registrou transmissão local da doença esta semana; e apenas a Itália já tem mais mortes que o país oriental.  

A União Europeia fechou suas fronteiras por 30 dias. O governo brasileiro fechou as fronteiras terrestres com oito países da América do Sul e restringiu a entrada por via aérea de estrangeiros da Europa e da Ásia. 

O Ibovespa registrou uma recuperação pontual, de 2,15%, no pregão desta quinta-feira, para 68.331 pontos, patamar de 2017. A moeda americana, com o anúncio de socorro de liquidez do Fed, recuou 1,83%, para R$ 5,10 – com atuação do BC. 

Obrigada, bom fim de semana e até o próximo Panorama Semanal.

*Dados atualizados até o dia 20/3, às 9h30.

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