5 dicas sobre investimentos durante a quarentena

Segundo especialistas da Órama, orientação é aumentar o ‘colchão’ da reserva de emergência para o equivalente a até 12 meses de salário e investir em produtos de baixo risco e com alta liquidez, como o Órama DI.

O head comercial da Órama, Hugo Azevedo, e a estrategista chefe da plataforma, Sandra Blanco, elencaram cinco dicas essenciais para os investidores seguirem nesta época de quarentena, de mercado financeiro instável e de dúvidas para o futuro da economia.

A conversa ocorreu em live no perfil da Órama no Instagram. A plataforma está apresentando uma programação especial de conteúdos que analisam os impactos da covid-19 no mercado financeiro e na economia em geral, com transmissões, debates, textos e discussões diárias.

Segundo Azevedo, a economia comportamental ensina que as decisões e movimentos realizados em momentos de crise são muito mais guiados pela emoção do que pela razão. Muitas dessas decisões, para o executivo, são tomadas como em uma “movimentação de manada” ou sob viés cognitivo, que leva o ser humano a querer tomar alguma atitude quando é impactado por um cenário negativo.

Confira as dicas dos especialistas:

1- Cuide da sua reserva de emergência

Especialistas já recomendaram que a reserva de emergência seja equivalente a um valor de três até seis meses do salário para que, numa demissão ou situação fora do controle, o trabalhador consiga manter seu padrão de vida por um período.

No entanto, no cenário atual, Azevedo e Sandra acham melhor estender esse colchão de segurança. Eles recomendam que os investidores preparem uma reserva com o equivalente a entre seis e 12 meses do orçamento, considerando as dificuldades em se recolocar no mercado num momento de incerteza.

A reserva de emergência deve ser aplicada em um investimento de risco reduzido e com alta liquidez. Com os retorno da poupança baixo já há alguns meses, as melhores opções são os Títulos do Tesouro Selic ou o Fundo Órama DI — esse último tem taxas zeradas e gestão realizada por especialistas da plataforma.

De acordo com Sandra, os bancos disponibilizam carteiras semelhantes ao Órama DI, mas cobram taxas de administração, com média de 1,5%. Há produtos que chegam a ter taxa de 2,5% ou 2,9%. “Além das taxas, a média da rentabilidade desses produtos dos bancos é de 72% do CDI, quase o mesmo que a poupança. Mas ainda tem a cobrança do Imposto de Renda, então eles vão acabar rendendo até menos do que a Caderneta”, alerta.

2- Realizar investimentos programados

Para que os investimentos alcancem os melhores resultados, sob orientação da assessoria financeira da corretora, uma solução é manter aportes programados e recorrentes, com frequência mensal.

De acordo com Azevedo, as pessoas precisam de uma mudança de mindset. O especialista propõe que, na organização do orçamento pessoal ou familiar, em vez de aplicar o dinheiro que sobra do salário, é melhor definir um valor — 5%, 10% ou 15% dos proventos — e aplicá-lo assim que o pagamento cair na conta.

A sugestão vale para a reserva de emergência e também para seguir com os investimentos, depois de alcançar o montante desejado em um ativo de baixo risco e alta liquidez.

Investimentos regulares, adequados ao perfil do investidor, são uma forma eficaz de alcançar objetivos de curto, médio ou longo prazos — a casa própria, a viagem dos sonhos, a estabilidade financeira…

3- Olhar investimentos em um horizonte de longo prazo

Esta dica tem tudo a ver com a anterior. Com o cenário de juros baixos dos últimos meses no Brasil e as incertezas com a pandemia do novo coronavírus, o ideal é investir com regularidade e optar por aplicações com prazos mais longos, que poderão garantir retornos melhores.

Segundo Sandra, olhar horizontes de longo prazo também pode significar o compromisso com um Plano ou Fundo de Previdência Privada capaz de garantir conforto e segurança na aposentadoria.

“A Previdência também força você a poupar e a pensar no longo prazo. A tributação será menor depois de 10 anos de contribuição. E ainda existe a vantagem fiscal, em alguns estados, que permite que o plano de Previdência Privada não entre no inventário em caso de morte, o que o torna um auxílio mais rápido para a sua família”, completa Azevedo.

4- Diversificar os investimentos

De acordo com a estrategista chefe da Órama, pode ser complexo, em especial para os iniciantes, acertar o timing e os produtos corretos para os investimentos. No entanto, aplicar nas classes certas de ativos leva a chances maiores de alcançar as rentabilidades esperadas no longo prazo.

Todos os meses, a Órama prepara uma sugestão de carteira de investimentos para cada perfil de cliente: conservador, moderado e arrojado. “Essa carteira sugerida deve ser adaptada a cada pessoa, de acordo com seus objetivos. Por isso, digo que precisamos saber um pouco sobre você para orientar os seus investimentos”, comenta Azevedo.

Sandra explica que, com a diversificação do portfólio, o cliente e os assessores financeiros avaliam os resultados e promovem contrapesos periódicos. A expectativa é que, no acumulado do longo prazo, seja alcançado um resultado mais positivo com uma carteira diversificada.

5- Ter um plano e segui-lo

Conforme os especialistas, o recomendável é não fazer grandes mudanças nos investimentos, mesmo que eles tenham sofrido impacto no mês de março.

Segundo Azevedo, a tendência do mercado financeiro como um todo é buscar a alta. A recuperação está relacionada aos impactos que a economia vem sofrendo, com a queda do preço do petróleo, o lockdown e a incerteza sobre o tempo necessário para a situação voltar ao normal.

De toda forma, o ideal é não entrar em desespero com os números negativos e pensar no plano principal, com olhar no médio e no longo prazos. “Aqueles que têm objetivos, fazem revisões periódicas da carteira com a ajuda dos assessores e não se desviam com ruídos e momentos de crise são os que vão manter os investimentos na melhor forma, com os melhores resultados no longo prazo”, aponta Sandra.

Definir metas de curto, médio e longo prazos é uma forma prática de manter o foco nas coisas importantes e, inclusive, garante a colaboração da família para ter sucesso nos planos. Já falamos no Valor Investe sobre como investir para alcançar suas metas.

Os especialistas reforçam a importância de entrar em contato com os assessores financeiros da sua corretora para avaliar possíveis alterações na carteira, pensando de forma objetiva e racional, com a ajuda de quem entende. Na Órama, a assessoria é oferecida de forma gratuita para os clientes.

Azevedo analisa que alguns investidores gostam de estudar e cuidar de suas aplicações sozinhos. Para esses, a Órama tem um time de especialistas a postos para receber questões, dúvidas e atender os clientes no momento que desejarem.

Por outro lado, há o perfil de investidor que gosta de receber o contato ativo dos assessores financeiros. A Órama também conta com um time que oferece sugestões e fala de novas oportunidades para os clientes que optam por esse tipo de atendimento.

Em sua programação exclusiva sobre os impactos do coronavírus na economia e nos mercados, o blog da Órama tem conteúdos especiais diariamente, assim como orientações para os investidores. Todos os dias, às 10h, há o “Panorama Diário”, com as principais notícias do Brasil e do mundo. Também está disponível por completo no blog um curso de educação financeira.

No perfil do Instagram, a programação de lives continua, com análises e discussões de convidados e especialistas da plataforma sobre o mercado financeiro.

Fonte: G.Lab

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