Possível reabertura da economia em alguns países e os destaques da semana

Panorama Semanal de 13 a 17 de abril*

O noticiário da semana foi marcado pela demissão do ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta. Ele e o presidente Jair Bolsonaro já vinham num processo de desgaste e divergências quanto ao isolamento social por causa da pandemia do novo coronavírus. O novo ministro é o médico oncologista Nelson Teich. Durante o anúncio da troca ministerial, houve protestos em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo.

Divergências políticas entre o Legislativo e o Executivo também estão no radar, sobretudo as que envolvem o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e o presidente Bolsonaro. 

O governo começou a pagar esta semana o “coronavoucher”, auxílio de R$ 600 a trabalhadores informais. No Senado, foi aprovada em primeiro turno a chamada PEC do Orçamento de Guerra.

Na economia global, seguem as incertezas quanto ao início de uma retomada. O FMI prevê a pior recessão desde os anos 30 e uma lenta recuperação. 

No primeiro trimestre, a economia da China encolheu 6,8%, o primeiro recuo em quase 30 anos.

Nos EUA, o número de pedidos de seguro-desemprego chega a 22 milhões em quatro semanas. Nesta semana, foram 5,2 milhões. As vendas no varejo dos EUA caíram 8,7% em março, e a produção industrial recuou 6,3%.

Na Europa, alguns países, como Alemanha e Dinamarca, ensaiam uma flexibilização das medidas restritivas. Nos EUA, o presidente Donald Trump anunciou a retomada em etapas até o início de maio, mas a decisão fica a cargo dos estados, que terão que atender certas condições, como a queda de registros no número de casos e uma maior capacidade de realizar testes para detecção do novo coronavírus.  

No início da semana, Trump anunciou o corte das contribuições à OMS, em decisão que gerou controvérsias e críticas polêmica. Outra notícia polêmica diz respeito à possibilidade de o novo coronavírus ter surgido em laboratórios chineses.

Resultados positivos em pesquisas de remédios e vacinas são esperança contra a Covid-19, como uma nova droga da Gilead Sciences. No Brasil, o teste de um novo tratamento também estaria mostrando boa eficácia, segundo o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, Marcos Pontes.

No pregão desta quinta-feira, o dólar encerrou em alta de 0,27%, cotado a R$ 5,256. O Ibovespa recuou 1,29%, a 77.811 pontos.

Obrigada, bom fim de semana #EMCASA e até o próximo Panorama Semanal.

*Dados atualizados até o dia 17/4, às 9h30.

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