7 dicas de especialistas para investidores em momentos de crise

Hugo Azevedo, head comercial da Órama, e Rafael Medeiros, do Partiu Poupar, respondem perguntas dos seguidores todas as quartas-feiras, ao vivo, no perfil da Órama no Instagram. Veja 7 dúvidas selecionadas esta semana!

Depois de mais de um mês de isolamento social e em meio à crise político-econômica que o Brasil vive, é normal que os investidores tenham muitas dúvidas. Antes de pensar em alterar sua carteira de investimentos ou resgatar todo o dinheiro aplicado, acompanhe a programação especial preparada pela Órama. São lives, textos, um podcast e até um curso de educação financeira, sempre contando com especialistas da plataforma e convidados.

Um desses especialistas é o head comercial da Órama, Hugo Azevedo, que tem participado de lives todas as quartas-feiras às 12h, com o planejador financeiro Rafael Medeiros, um dos fundadores do Partiu Poupar.

Confira algumas das perguntas selecionadas e respondidas pelos especialistas nas últimas transmissões ao vivo.

1 – Na situação atual, quais as melhores formas de investimento?

Medeiros: Eu não indico nada do que nós mesmos não fazemos. O momento é de incerteza, sabemos que a crise vai passar, mas não sabemos quando. Se você já tem suas finanças organizadas, sua reserva de emergência montada ou encaminhada, e pensa em aproveitar oportunidades na Bolsa, pode se informar para começar a investir em Ações, porém, esteja consciente de que o momento ainda é de muita volatilidade.

Por outro lado, tem pessoas que estão com a renda reduzida ou deixando de receber. Nesses casos, não faz sentido querer ganhar dinheiro em Ações agora. O melhor é manter a reserva e o colchão de liquidez.

Azevedo: Para quem tem o equivalente a entre seis e 12 meses dos seus gastos na reserva, não teve prejuízo com as quedas e gostaria de aproveitar as oportunidades com um capital além, minha sugestão, seria com o excedente da reserva de emergência, montar uma carteira balanceada que incluísse Renda Variável.

Por exemplo, separar 20% desse “excesso” para começar a investir em Ações, por meio de investimentos programados, com regularidade. Explicando: invista 25% dos 20% agora e, depois, acompanhe sua posição por uns dias e entenda o mercado. Sentiu segurança? Coloque mais 25% dos 20% destinados a Renda Variável e assim gradativamente, até atingir 100% dos 20% do excedente.

Agora, se você tem investimentos, perdeu 2% ou 3% nessa queda de março e isso tirou seu sono, você precisa mudar suas aplicações para uma opção mais conservadora, como o Fundo Órama DI.

2 – Qual o valor ideal para a reserva de emergência?

Azevedo: Costumamos dizer que ela deve ser equivalente a seis vezes os seus gastos mensais. Mas você precisa se conhecer e saber como se sente mais confortável. Antes, falávamos do equivalente a três meses, mas muita gente demora mais do que isso para se recolocar, então o ideal é seis ou mais.

O foco da reserva não é rentabilidade. São produtos seguros e com liquidez, de preferência, diária. No caso do Tesouro Direto, você mesmo entra no sistema e escolhe o Título. Recomendamos as letras financeiras do Tesouro, o Tesouro Selic. Quando você vender, tem Imposto de Renda retido em função do prazo e do rendimento que teve no período.

O Fundo Órama DI compra os Títulos para você, somente Títulos públicos pós-fixados (Tesouro Selic), ou seja, papéis da dívida do governo. Isso facilita sua vida, do ponto de vista operacional. Mas ele tem come-cotas nos meses de maio e novembro, em função de tributação.

Dando como exemplo a minha experiência, eu diversifico minha reserva. Tenho ativos de Renda Fixa com vencimento para seis meses, um ano, dois anos, sempre dentro do limite do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

3 – Deixar o dinheiro na Poupança hoje é ter prejuízo?

Azevedo: Você não está perdendo dinheiro, mas o rendimento é muito aquém ao que se pode conseguir de outras formas. Se você comprar uma LCI (Letra de Crédito Imobiliário) ou LCA (Letra de Crédito Agropecuário) de uma instituição financeira, como um banco pequeno ou médio, pode ter rendimentos de 90% a 110% do CDI, dependendo do prazo, sem ter que pagar Imposto de Renda. Isso já é muito melhor do que o entregue na Poupança.

4 – Devo tirar meu dinheiro do Tesouro Selic e investir em outro lugar?

Azevedo: Estamos falando da sua reserva de emergência ou de uma sobra do seu capital? Quanto isso representa percentualmente nos seus ativos?

Se for além da reserva e 20% ou mais do seu capital, depende do seu perfil. Qual nível de risco você está disposto a correr em nome da rentabilidade?

Todo mês, disponibilizamos aos nossos clientes sugestões de carteira com percentuais de alocação por classe de ativo e indicações de produtos, em versões para cada perfil de investidor: conservador, moderado e arrojado. Entre em contato com o time de atendimento da Órama para ter acesso a essas carteiras.

5 – Tenho 50 anos e quero começar a investir. Como começo?

Medeiros: Mesmo sem saber qual a situação dessa seguidora, é importante lembrar da organização do seu dinheiro e partir do pressuposto que você tem sua saúde financeira em ordem. Sempre comece pela reserva de emergência. Conforme você adquire conhecimento com os conteúdos da Órama e do Partiu Poupar, vai entendendo melhor os outros produtos para chegar aos seus objetivos.

Azevedo: Na conversa com o nosso time de assessoria financeira, vamos entender se essa pessoa tem perfil conservador, moderado ou arrojado. Poderemos sugerir, então, uma carteira balanceada e entender o quanto de risco ela está disposta a tomar em nome de mais rentabilidade, e se a intenção é usar esse dinheiro no médio ou no longo prazo.

6 – Qual a melhor oportunidade de investimento em tempos de recessão?

Azevedo: Primeiramente, não temos recessão tecnicamente identificada. É preciso ter dois trimestres seguidos de queda na atividade econômica para classificar como recessão.

Mas a resposta da sua pergunta depende da origem do seu rendimento. Se você é uma trabalhadora assalariada e registrada, não vê riscos de perder seu emprego e ficar sem rendimento, deve pensar em uma carteira balanceada e alinhada ao seu perfil de risco. Isso considerando que você já tenha sua reserva de emergência. A carteira pode incluir ativos com um pouco mais de risco, como Fundos Imobiliários, Fundos de Ações e de Crédito Privado.

Se você é microempresária, de pequeno ou de médio porte, entendo que seus investimentos devem ser mais conservadores. Caso sua empresa venha a apresentar ou já esteja com faturamento menor, isso vai reverter para você, então, precisa de uma postura mais conservadora. Produtos como Tesouro Direto, CBDs de bancos pequenos e médios ou mesmo o Fundo Órama DI são os mais indicados.

Se você é profissional liberal ou autônoma, é ainda mais preponderante que faça investimentos conservadores em contextos delicados como o atual.

7 – Quais são as melhores Ações para se investir na crise?

Azevedo: Olhando para o futuro, há setores que devem ser menos expostos a um desdobramento da crise: empresas exportadoras, com receita em dólar, como papel e celulose; indústrias do setor de alimentos, como frigoríficos e de exportação de alimentos.

Já dentre os setores menos favorecidos, turismo e aviação sofrerão o impacto maior. Setores ligados ao consumo interno, como empresas varejistas, de vestuário, shoppings etc., vão ter resultados piores. No setor imobiliário, não vejo um reaquecimento de compra de imóveis no curto prazo.

Depois de olhar o setor, você pesquisa as empresas. Existe uma corrente que diz que o investidor deve ter de 30 a 40 Ações em sua carteira para que ela esteja bem diversificada. Eu vejo pessoas com carteira muito menor, de sete a 12 Ações, que estudam bem essas empresas e passam a acompanhar seus setores. No longo prazo, vislumbro essas pessoas ganhando mais na Bolsa.

O investidor precisa olhar o preço sobre lucro, para avaliar se o valor da Ação se justifica. Os gestores profissionais também observam o balanço das empresas, perspectivas futuras, dívidas e alavancagem em relação aos resultados, etc.

O que sugiro é carteira diversificada com, no máximo, oito Ações de quatro setores diferentes. É sempre bom ter bancos, que são resilientes e bons pagadores de dividendos; setores ligados a alimentação e proteína, como frigoríficos; uma parcela pequena em setores de transporte e logística; e consumo de varejo, pois estamos há quase dois meses com shoppings e lojas fechados — esse consumo vai acelerar em maio e junho, com demanda reprimida.

E, como já expliquei, também depende do seu apetite de risco e de quanto tem para investir, na proporção do seu patrimônio. Se tem R$ 5 mil para investir, separe R$ 1 mil para a Renda Variável e use R$ 250 nesta semana. Acompanhe o mercado, compre mais R$ 250 na próxima semana e assim por diante.

Programação da semana | Órama Investimentos

Lives no Instagram

Quarta-feira (29/04)

12h00 – #HugoResponde: o head comercial da Órama entra no ar com o Partiu Poupar, para não sobrar nenhuma dúvida sobre investimentos.

18h30 – Sandra Blanco recebe Flavio Kac, da Polo Capital, para uma conversa sobre a performance da gestora durante o ano de 2020.

Quinta-feira (30/04)

12h00 – “Hora do Trader”: Renata Lima, da Equipe Gold Traders da Órama, recebe Flávio Guerra, da Cooperativa do Trader. O assunto é como operar Day Trade.

18h30 – “Bate-papo com Gestor”: Sandra Blanco recebe James Gulbrandsen, da NCH Capital, para uma conversa sobre a proteção de capital em momentos de volatilidade alta.

Sexta-feira (01/05)

18h30 – Alexandre Espirito Santo e Hugo Azevedo comentam como resgatar investimentos em momentos de crise impacta a economia mundial.

Textos no blog

Segunda a sexta-feira

10h00 – “Panorama Diário”: as principais notícias do Brasil e do mundo.

Podcast no Spotify

Podcast “Saúde Mental e Investimentos”: o parceiro Celso Sant’ Ana, psicólogo financeiro, fala sobre como melhorar seus resultados no mercado.

Fonte: G.Lab

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