Coronavírus: tire suas dúvidas sobre investimentos em Tesouro Direto e Ações

Hugo Azevedo, head comercial da Órama, e Rafael Medeiros, do Partiu Poupar, respondem perguntas dos seguidores às quartas-feiras, ao vivo, no perfil da Órama no Instagram.

O head comercial da Órama, Hugo Azevedo, vem respondendo dúvidas e orientando os investidores em lives no perfil da plataforma no Instagram. Às quartas-feiras, às 12h, o executivo e o planejador financeiro Rafael Medeiros, um dos fundadores do Partiu Poupar, conversam com os seguidores.

Para ter sua dúvida respondida, basta enviá-la por meio de comentário em algum dos posts do Instagram da Órama com a hashtag #HugoResponde. As lives anteriores estão disponíveis no IGTV do perfil. Confira algumas das perguntas escolhidas pelos especialistas nas últimas lives da Órama.

1 – Quais os benefícios de criar uma conta na Órama?

Azevedo: As pessoas são muito preocupadas com custo para investir, mas, na Órama, o custo é zero. Além disso, diferentemente do banco, você pode ter todos os seus investimentos concentrados em um único lugar. Sua carteira fica consolidada na mesma plataforma.

Você contrata todos os produtos pelo aplicativo da Órama, no seu celular, ou pelo site, no computador. Também tem acesso às equipes comerciais, que podem atender quando você entra em contato por chat, e-mail, telefone ou WhatsApp, ou por meio do serviço ativo: ligações para propor sugestões capazes de atender aos seus objetivos.

Ainda há toda uma gama de conteúdos de educação financeira que criamos, além das lives no Instagram. E temos parceiros, como o Partiu Poupar, que agregam com material de qualidade sobre finanças.

2 – Quais os riscos de investir no Tesouro Direto?

Azevedo: São três tipos de riscos que são inerentes a qualquer investimento em Renda Fixa: de liquidez, de crédito e de mercado.

O Tesouro Direto é a venda de Títulos do Tesouro Nacional para nós. Eu empresto dinheiro para o Governo Federal, então meu risco de crédito seria ele não me pagar. Como dizem os livros de finanças, os riscos soberanos de o governo não pagar seus devedores estão entre os mais baixos possíveis. No Brasil, esse é tido como o menor risco.

Sobre a liquidez: quando compro um Título do Tesouro Direto, posso vendê-lo e ter o dinheiro na minha conta no dia seguinte. Então o risco é baixo, você vai poder ter seus recursos de volta quando precisar — diferentemente de alguns Fundos de Investimento que fazem a liquidação em D+30 ou D+60, ou seja, você só vai ver o dinheiro depois de 30 ou 60 dias contados a partir da data do pedido de liquidação.

Já o risco de mercado é relacionado à variação de preços. O Tesouro Selic investe em letras financeiras do Tesouro, e os juros são pós-fixados — os seus ganhos vão andar de acordo com as taxas de juros do mercado. Se a maré estiver alta, ganha mais, se estiver baixa, ganha menos.

O risco de mercado existe também quando você aplica a uma taxa de juros prefixada. Se a taxa de juros subir, você terá uma marcação a mercado negativa, vai perder por um momento; mas, se não vender o Título, vai ganhar aquela taxa de juros fixa até o vencimento. Isso vale especialmente para aqueles títulos ligados à inflação, que pagam IPCA mais cupom de juro real. Em geral, são Títulos mais longos, para 2030, 2035, 2045 etc. Se as taxas de juros reais abrirem, a marcação a mercado vai abrir bastante, especialmente nos mais longos.

3 – Com a crise atual, vale a pena ainda investir no Tesouro Selic?

Azevedo: Sempre vale a pena investir bem e com uma carteira balanceada. Como estamos falando de Tesouro Selic, entendo que seu perfil é conservador. Mesmo com taxas de juros baixas, se você acredita que não vai dormir bem se houver variações mais bruscas no seu patrimônio, vale a pena manter-se no Tesouro.

Se há interesse em fazer uma carteira balanceada, com um excesso de capital em relação ao plano da sua reserva de emergência, é só procurar o time comercial da Órama para montarmos um portfólio para você.

No primeiro dia útil de cada mês, liberamos para todos os nossos clientes as carteiras balanceadas recomendadas para os três perfis: conservador, moderado e arrojado, elaboradas pelos times de estratégia da Órama.

4 – No fundo Órama DI, eu pago taxa para resgatar?

Azevedo: Não paga nem para aplicar nem para resgatar. O Fundo foi criado pela Órama para que os clientes tenham boa liquidez. É um fundo D0, você aplica, o dinheiro entra no mesmo dia. Pede o resgate e ele sai no mesmo dia. Tem zero taxa. A aplicação mínima é de R$ 100.

Muitas pessoas que resgataram de outros investimentos neste momento de crise sabem que o Órama DI é muito seguro, porque ele compra Letras Financeiras do Tesouro. Ele rende em torno de 100% do CDI, que hoje é cerca de 3,75% ao ano. É uma ótima alternativa para reserva de emergência, com alta liquidez.

No Tesouro Selic, a gente também não cobra nada, mas tem a taxa da B3, que é de 0,25% ao ano. O Fundo, como todos os outros, tem come-cotas nos meses de maio e novembro.

5 – Quem tem Fundo de dólar como proteção deveria diminuir a posição?

Azevedo: Fundos Cambiais são Fundos para proteção. A lógica é a mesma do ouro: você pode comprá-lo e tê-lo em casa ou pode investir em um Fundo de Ouro. De igual modo, você pode comprar dólar em uma casa de câmbio ou investir em um Fundo Cambial.

Parabéns se você investiu tendo esse Fundo como uma proteção para este momento de crise. Imagino que a cota do Fundo deve ter subido bastante, porque o dólar valorizou muito em relação ao real.

Para entender se é momento de resgatar ou não, é preciso responder: quanto do seu patrimônio está nesse Fundo? 5%? Então não é momento para resgatar, porque ainda teremos muita volatilidade, mesmo com a retomada das atividades e o reaquecimento da economia. Afinal, tudo é muito incerto ainda.

Mas se tem 20% ou 30% do seu patrimônio investido, ao contrário, acho que deve resgatar um pouco, porque o dólar subiu bastante e está acima de R$ 5,40. Conforme diz o economista da Órama Alexandre Espirito Santo, se houver recuperação rápida da economia, a projeção é que o dólar volte para a casa dos R$ 4,60.

O problema é que estamos na maior crise que o mundo já viveu nos últimos 50 ou 60 anos, que atinge tanto a saúde quanto a economia, a nível mundial. E ainda há uma outra crise a nível nacional. Tudo o que esperávamos de melhorias no país para o restante do ano, com reformas administrativa e tributária, foi substituído por discussões acerca de questionamentos políticos. E isso só traz mais incerteza e volatilidade.

6 – A Órama possui ETFs de Renda Fixa e Renda Variável?

Medeiros: Os ETFs (Exchange Traded Funds, ou Fundos de Índices Comercializados como Ações) não são acessados via corretoras. Eles são negociados na Bolsa de Valores, com gestoras que cuidam desses Fundos de Índices. Pelo Home Broker da Órama, você consegue comprar ETFs dos mais variados tipos, como o Bova11 — que replica o índice Bovespa, um dos mais famosos.

Azevedo: O que a corretora pode fazer, se ela entender que determinado ativo traz risco ao mercado e aos seus clientes, é restringir que eles operem aquele produto específico.

7 – Tenho investimento em Fundos Imobiliários por outra corretora e quero passar a investir com a Órama. Como funciona a portabilidade?

Azevedo: Todos os ativos de qualquer corretora ou banco — Fundos, papéis de Renda Fixa, Debêntures, CRIs, CRAs, FIIs, Ações, ETFs, COE, Previdência Privada etc. — podem ser transferidos para a Órama. Basta seguir o processo da instituição financeira com a qual você investe. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) divulgou um comunicado a respeito de melhores práticas sobre esse assunto há algumas semanas. Muitas casas criavam dificuldades para transferências. Agora, as operações têm de ser processadas em até 48 horas e podem ser solicitadas por meio de comunicado eletrônico, sem necessidade de apresentar papel físico.

8 – A Órama tem Fundos passivos que replicam o IBOV?

Azevedo: Sim, temos. Fiz um post no Instagram que compara os investimentos em Fundos passivos ao investimento em ETF, no BOVA11. Temos Fundos passivos na plataforma da Órama, mas atenção: se você vai investir em Fundo passivo de Bolsa, antes compare com um ETF que segue o Ibovespa, pois pode haver uma série de vantagens.

9 – Tenho R$ 3 mil investidos. Preciso declarar isso no Imposto de Renda?

Azevedo: Com a crise, a declaração do IR foi prorrogada até 30 de junho. As regras para declarar variam conforme o rendimento, mas quem tem investimentos, independentemente do tipo, deve declarar.

10 – Investimentos em Ações e Fundos Imobiliários devem ser obrigatoriamente declarados no IR?

Azevedo: Sim, é preciso declarar todos os investimentos. Para vendas superiores a R$ 20 mil no mês, há o pagamento da tributação das Ações via DARF.

Medeiros: As pessoas confundem a declaração, que é anual, com o DARF, que deve ser feito quando há essa movimentação acima de R$ 20 mil no mês.

11 – Fiz investimentos no Tesouro Selic, resgatei e não declarei no IR. O que faço?

Azevedo: O Tesouro Selic tem imposto retido na fonte, de acordo com a tabela regressiva. Dependendo do prazo, pode ser cobrado entre 22,5% e 15%. Mas é retido na fonte, e essa informação vai para a Receita Federal. Minha sugestão é incluir sempre. Se for referente a este ano, faça uma declaração retificadora.

12 – Agora é o momento de comprar Ações?

Azevedo: É difícil responder, depende dos seus objetivos. O ideal é ter uma carteira balanceada, olhando um horizonte de médio a longo prazos, de três, quatro até dez ou quinze anos. Se for o seu caso, a Bolsa apresenta bons preços atualmente, sim.

Mas a pergunta é: pode voltar a cair? Sim. Algumas casas de investimentos acham que teremos uma nova queda quando saírem os dados econômicos mais contundentes de maio e desse período da pandemia como um todo.

A sugestão é começar devagar. A melhor forma de aprender a investir em Ações é, de fato, investir. Comece com um valor pequeno, R$ 100 ou R$ 200. Compre duas Ações, entenda o processo, veja a variação, se sobem ou caem, e depois venda. Esse curso rápido é a forma mais eficaz de aprender as lições iniciais.

Medeiros: Existem algumas ferramentas para simular operação em Ações, mas o ideal é fazer com seu dinheiro, mesmo que seja um valor pequeno, para compreender o risco real.

13 – É interessante investir em outros produtos enquanto estou montando minha reserva de emergência?

Azevedo: Não, não recomendo. Você não se preocupa em comprar roupa de cama enquanto está fazendo o alicerce da sua casa. Para a reserva de emergência, em geral, os especialistas falam do equivalente a três, seis ou até 12 meses dos seus custos mensais. Isso pode variar de acordo com sua realidade e o que você define em seu plano de investimentos.

A primeira coisa é estabelecer o seu plano, seus objetivos de curto, médio e longo prazos. O plano pode ter mudanças, com alterações na sua carteira balanceada, criada com ajuda dos times da Órama, mas o ideal é segui-lo com os investimentos programados e regulares.

Programação | Órama Investimentos

Lives no Instagram

Quarta-feira (06/05)

18h30 – Bate-papo com Gestor: Eduardo Carvalho, da Pacifico Gestão de Recursos, é o convidado de Sandra Blanco para uma conversa sobre a gestão e as oportunidades para Fundos Multimercado em períodos de crise.

Quinta-feira (07/05)

12h – Hora do Trader: Renata Lima, da equipe Gold Traders da Órama, recebe Rodrigo Garretti, trader e mentor da Apriori Invest.

18h30 – Bate-papo com Gestor: Sandra Blanco e Carlos Alberto Trindade, da Normandia Investimentos, falam sobre a importância da qualidade do negócio na seleção de Ações em um ambiente de incerteza.

Sexta-feira (08/05)

18h30 – Hugo Azevedo e Alexandre Espirito Santo, economista da Órama, apontam, com visão econômica, as oportunidades de investimento na Bolsa no cenário atual e relembram crises passadas.

Textos no blog

O Mercado Financeiro e o Coronavírus – Parte 4: nossa cientista política Lorena Laudares explica como a Renda Variável se comporta em um cenário tão singular.

Segunda a sexta-feira

10h – Panorama Diário: as principais notícias do Brasil e do mundo.

Podcasts no Spotify

Saúde Mental e Investimentos: quando é necessário procurar ajuda emocional? Entenda com o parceiro Celso Sant’ Ana, psicólogo financeiro.

Quarta-feira (06/05)

17h – Maclaude Partners convida Alexandre Espírito Santo para uma conversa sobre macroeconomia em tempos de coronavírus.

Fonte: G.Lab

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