Ministro da Saúde pede demissão e os destaques da semana

Panorama Semanal de 11 a 15 de maio*

O ministro da Saúde, Nelson Teich, pediu demissão nesta sexta-feira. Um dos destaques do noticiário nacional esta semana é o crescente número de casos e óbitos pelo novo coronavírus no Brasil, além das turbulentas questões políticas. O presidente Jair Bolsonaro segue defendendo a reabertura das atividades econômicas no país, com a inclusão de setores na lista de serviços essenciais, como academias e salões de beleza. Essa decisão, por exemplo, não passou por Teich, que foi informado sobre o assunto durante um evento público. Enquanto isso, muitos governadores estendem o período de quarentena em seus estados – como em São Paulo – e prefeitos avaliam lockdown. Bolsonaro, que também tem se estranhado com Rodrigo Maia, afirmou nesta quinta-feira que sua relação com o presidente da Câmara melhorou.

A volatilidade impera no mercado financeiro, e os números da economia começam a revelar a dimensão dos estragos. O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) de março teve queda de 5,9%. O IBC-Br, calculado pelo Banco Central, é uma prévia do PIB. O Ministério da Economia projeta um recuo de 4,7% para o PIB de 2020. 

A taxa de desemprego no primeiro trimestre avançou para 12,2%, de acordo com o IBGE. São 12,9 milhões de desempregados no país.

Em março, o volume de serviços no Brasil caiu 6,9%, também segundo dados do IBGE.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o governo não vai apoiar aumento de impostos. Ele criticou alta maior no investimento público e os servidores que querem aumento. A notícia de que a CPMF pode ser instituída após a pandemia voltou a circular. 

A Petrobras divulgou um prejuízo de R$ 48,5 bilhões no trimestre, com impactos da Covid-19 e da desvalorização das cotações do petróleo.

No cenário político, destaque para o caso que investiga, com autorização do STF, a interferência de Bolsonaro na PF a partir de declarações do ex-ministro da Justiça Sergio Moro. O foco é no vídeo de reunião ministerial de abril, quando Bolsonaro teria defendido trocas no comando da PF do Rio.

O presidente apresentou os resultados negativos em seus exames para o novo coronavírus, segundo laudos entregues pela AGU à Justiça.

No mundo, apesar da retomada em países europeus, asiáticos e nos Estados Unidos, há receio de que a reabertura muito rápida gere uma segunda onda da pandemia. O tema vem gerando polêmica.

Os dados semanais de pedidos de auxílio desemprego nos EUA atingiram 2,981 milhões, totalizando mais de 36 milhões em dois meses.

O presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central americano), Jerome Powell, afirmou durante a semana que as perspectivas são incertas e que a recuperação pode ocorrer mais lentamente. Assim, disse que pode ser necessário fazer mais em termos de estímulos. Nesta sexta-feira, serão divulgados os números da produção industrial americana.

No pregão desta quinta-feira, o Ibovespa encerrou em alta de 1,59%, a 79.010 pontos, seguindo um tom um pouco mais otimista das bolsas dos Estados Unidos, após indícios sobre novos estímulos econômicos pelo Fed. O dólar, após intervenções do BC, fechou cotado a R$ 5,820, queda de 1,37%.

Obrigada, bom fim de semana e até o próximo Panorama Semanal.

*Dados atualizados até o dia 15/5, às 10h.

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