‘Depois da Pandemia’: os impactos positivos e negativos do coronavírus no agronegócio brasileiro

Em conversa com o Head Comercial e de Gestão de Recursos da Órama, editor da revista Globo Rural avalia o cenário do campo, o recorde nas exportações e as oportunidades de crédito para os pequenos produtores.

O Head Comercial e de Gestão de Recursos da Órama, Hugo Daniel Azevedo, conversou com o jornalista Cassiano Machado Ribeiro, editor da revista Globo Rural, no segundo programa da série Depois da Pandemia. A live no canal da plataforma de investimentos no YouTube debateu o cenário atual e a reinvenção do agronegócio.

Desde o início da quarentena, a Órama vem apresentando uma programação diária de conteúdos que analisam os impactos do novo coronavírus no Brasil, na economia e nos investimentos, com transmissões ao vivo, podcasts e textos. A série Depois da Pandemia é apresentada às quartas-feiras, às 20h.

No agronegócio, segmento que representa cerca de um terço do PIB brasileiro, existem setores com dados positivos nos mais de dois meses da quarentena e outros que, segundo Ribeiro, estão praticamente à beira de um colapso.

“O setor de flores, por exemplo, está em uma situação praticamente irreversível. É um setor que se prepara anos antes, devido aos ciclos de produção, para atender a um mercado muito concentrado e dependente de épocas específicas, como Dia das Mães e Dia de Finados, os momentos em que mais se vende flores. E ele está com problemas seríssimos”, adianta.

O setor de cana de açúcar e etanol sofreu queda de consumo na pandemia. De acordo com o jornalista, não são todas as usinas que possuem capacidade e infraestrutura para redirecionar sua produção e começar a produzir açúcar. As recentes quedas no valor do barril do petróleo acabam por puxar para baixo o valor de todos os outros combustíveis.

“Esse é um setor que está pedindo socorro ao governo federal, com linhas de crédito para ter mais caixa e não precisar parar sua produção ou migrar para outras culturas”, aponta.

Por outro lado, há setores como o de grãos, em especial a soja, que vem batendo recordes históricos, em razão da demanda internacional aquecida, em especial, da China. “A movimentação média diária é equivalente a milhões de carretas embarcadas em navios, nos principais portos do Brasil”, exemplifica.

Em sua avaliação, a China tem agido com cautela e promovido uma estocagem de alimentos. Por isso, a demanda segue crescente, e o preço da soja não deve cair. Segundo Ribeiro, a soja recentemente bateu recorde de preço, e o Brasil mantém-se em posição mais competitiva em relação aos Estados Unidos, em razão da alta do dólar.

Respondendo à pergunta de Azevedo sobre a influência do dólar, em alta histórica, no agronegócio, o editor da Globo Rural aponta que o peso do câmbio pende mais para o lado positivo, atualmente.

“Somos mais exportadores no agronegócio do que importadores. Com o dólar a quase R$ 6, o produtor comemora, e a exportação segue batendo recordes. Na venda antecipada da safra, que será plantada em setembro e colhida no final do ano ou em 2021, os índices também bateram recordes, superiores a 30%”, revela.

Ribeiro pondera que os insumos estrangeiros que o produtor local utiliza podem ter impacto nesse quadro. Hoje, cerca de 85% do fertilizante usado no Brasil é importado. Porém, na relação entre o preço dos insumos e a venda na exportação, é provável que os produtores ainda saiam ganhando.

Futuro dos produtores

Questionado pelo head Comercial e de Gestão de Recursos da Órama sobre como os produtores rurais trabalham com Derivativos e Mercado Futuro, Ribeiro aponta que há um movimento de busca por ferramentas de proteção à oscilação de preço. Porém, ainda são fortes a questão cultural e a desconfiança com mercados que não sejam o negócio da terra.

“Isso pode mudar, com as soluções de tecnologia, as recentes gerações que vêem o campo como uma alternativa legal, para dar continuidade ao trabalho da família, e o hedge entra nas ferramentas que podem ser usadas para esse agente se beneficiar na produção”, afirma o jornalista.

Ainda existe uma dificuldade geográfica, com muitos produtores isolados em suas regiões, sem acesso fácil a agências bancárias e conexão estável com internet.

“Porém, tem um potencial enorme. Há cooperativas de crédito que fazem um trabalho sensacional no interior do Brasil. E existem fintechs também, que aumentam a concorrência e ajudam a superar a questão da burocracia para dar mais ferramentas a esses produtores”, finaliza Ribeiro.

Para acompanhar a programação especial da Órama, acesse os canais digitais da plataforma de investimentos. Os conteúdos sobre os impactos provocados pela pandemia do novo coronavírus na economia e nos mercados estão disponíveis gratuitamente no blog, no Instagram, no YouTube e no Spotify.

Programação | Órama Investimentos

Live no YouTube: Depois da Pandemia

Quarta-feira (27/05) às 20h: O head comercial da Órama, Hugo Daniel Azevedo, recebe Marcos Gasques, da revista Autoesporte, para falar sobre o que esperar para o setor automobilístico e a mobilidade urbana.

Podcast no Spotify: Saúde Mental e Investimentos

Ouça o psicólogo Celso Sant’ Ana avaliando um perfil vencedor.

Lives no Instagram: Especialistas Órama

Sexta-feira (29/05) às 18h30:

O economista da Órama Alexandre Espírito Santo traz visão econômica à discussão sobre investimentos em Previdência Privada na crise, com Hugo Daniel Azevedo.

Lives no Instagram: Bate-papo com Gestor

Terça-feira (26/05) às 18h30:

Descubra por que Locamerica e Magazine Luiza são as preferidas do Fundo Joule FIA. Com José Luiz de Almeida Nogueira, da Joule Asset, e a estrategista chefe da Órama, Sandra Blanco.

Quarta-feira (27/05) às 18h30:

Juan Moraes, da SulAmérica, é o convidado de Sandra Blanco para uma conversa sobre investimentos em Ações socialmente responsáveis.

Quinta-feira (28/05) às 18h30:

Murilo Arruda, da Tork Capital, e Sandra Blanco comentam como a gestora tem se posicionado para enfrentar o pós-pandemia e o que esperar da bolsa nesse futuro.

Live no Instagram: #HugoResponde

Quarta-feira (27/05) às 12h:

Mercado de Ações é o tema. O head comercial da Órama tira todas as suas dúvidas, junto com o Partiu Poupar.

Live no Instagram: Hora do Trader

Quinta-feira (28/05) às 12h:

Nato Souza, da Equipe Gold Traders da Órama, bate um papo com Alexandre Cabral, professor da B3 e bloguista de economia no Estadão, sobre proteção de capital diante das incertezas.

Fonte: G.Lab

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