Queda do PIB de 2020 e os últimos destaques

BRASIL EM FOCO 

O discurso do Donald Trump na sexta aliviou o medo dos investidores de uma retomada da escalada comercial com a China e isso contribuiu para que Ibovespa tivesse alta de 0,53%, a 87.410 pontos, encerrando uma semana bastante positiva, com ganho acumulado de 6,36%. No mês maio a alta foi de 8,57%. O dólar PTAX fechou em alta de 1,61%, sendo cotado, na venda, a R$ 5,4263. Na semana, contudo, recuou 2,77% e no mês a moeda americana ficou estável. No mercado de  juros, os contratos DI para janeiro de 2025 eram negociados à taxa de 5,97%, caindo 14 pontos base. O recuo na semana foi de 23 bps e em maio a redução foi de 58 bps.

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil apresentou retração de 1,5% no primeiro trimestre de 2020 (comparado ao quarto trimestre de 2019), na série com ajuste sazonal. Na comparação com o igual período de 2019, o PIB teve variação negativa de 0,3%. O número veio de acordo com as expectativas do mercado. O destaque positivo foi a Agropecuária que cresceu 0,6%. No setor de serviços, a variação positiva veio das atividades imobiliárias, 0,4%. (IBGE)

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse na sexta-feira (29) que o PIB  brasileiro deve cair 5% ou mais neste ano. O percentual é pior do que a atual estimativa do Ministério da Economia (-4,7%) e um pouco mais mais otimista que a projeção do mercado financeiro (-5,89%) no Boletim Focus de 22 de maio. (Poder 360)

A Petrobras concluiu, na sexta-feira, a venda de sua participação em sete campos de produção terrestres por R$ 676,8 milhões. Os campos, localizados na Bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte, foram comprados pela SPE 3R Petroleum, subsidiária da 3R Petroleum e Participações. (Valor)

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, em depoimento à Polícia Federal na sexta-feira (29) exerceu seu direito de permanecer em silêncio. O ministro foi convocado a se explicar sobre sua afirmação durante reunião ministerial do dia 22 de abril, quando pediu a prisão dos membros do STF. (O Globo)

No domingo, o presidente Jair Bolsonaro se encontrou com apoiadores em ato pró-governo na frente da Esplanada dos Ministérios. (Poder 360)

Na disputa entre os poderes, Celso de Mello, decano do STF (Supremo Tribunal Federal), enviou mensagem a ministros da corte comparando o momento vivido pelo Brasil com o da Alemanha sob Adolf Hitler. Celso de Mello alertou que a “intervenção militar, como pretendida por bolsonaristas e outras lideranças autocráticas que desprezam a liberdade e odeiam a democracia“, nada mais é “senão a instauração, no Brasil, de uma desprezível e abjeta ditadura militar!!!!“.(Folha)

O Brasil ultrapassou neste domingo (31) a marca de 500 mil casos confirmados de infectados por Covid-19. Ao todo, o país acumula 29.314 óbitos e 514.849 casos confirmados.  (Painel Coronavírus)

OBSERVATÓRIO INTERNACIONAL

Nos EUA, os índices de bolsa se afastaram das mínimas do dia depois do discurso de Trump sobre a China. S&P 500 avançou 0,48%, para 3.044 pontos. Na semana, a alta foi de 3,01% e no mês de maio o índice registrou ganhos de 4,53%.

Em um discurso que foi muito aguardado pelo mercado, Donald Trump, anunciou que revogará o tratamento especial dado pelo país a Hong Kong, após a China ter aprovado uma nova lei de segurança nacional para o território. Trump também anunciou a retirada do país da OMS. Mas o que agradou o mercado foi o que não foi dito. Havia um temor que a “Fase 1” do acordo comercial fosse descumprida, porém, não houve menção à guerra comercial. (Bloomberg)

Os representantes de Hong Kong no legislativo da China continental prometeram pedir apoio à nova lei de segurança nacional em meio à oposição e ansiedade generalizadas na cidade, enfatizando que a decisão de Pequim não seria enfraquecida por medidas de retaliação vindas de Washington. (South China Morning Post)

Outro discurso aguardado na sexta-feira foi o do presidente do Banco Central dos EUA, na Universidade de Princeton. Jerome Powell defendeu ação agressiva para combater os impactos da pandemia. “Nós cruzamos muitas linhas vermelhas que ainda não tinham sido cruzadas”. (Bloomberg)

No sábado (30), a SpaceX do Elon Musk e a NASA colocaram dois astronautas em órbita, marcando o primeiro lançamento humano no âmbito da nova parceria entre a iniciativa privada e governo na área espacial. Esse é também o primeiro passo para estabelecer a possibilidade do turismo espacial, fornecendo impulso para explorar no futuro a Lua e, eventualmente, preparar o terreno para empreendimentos mais longos. (WSJ)

As principais cidades dos EUA estão enfrentando uma onda de protestos que se iniciaram de forma pacífica, mas se tornaram violentos ao longo do final de semana. Os protestos são em resposta à morte de George Floyd, um jovem negro que morreu após um policial branco ficar ajoelhado em seu pescoço. (Reuters)

A OPEP+ estuda antecipar a reunião do grupo dos dias 9 e 10 de junho para 4 de junho. O cartel e seus aliados estão considerando estender os cortes atuais cortes de produção de um para três meses. (Bloomberg)

No mundo, o número de casos ultrapassou os 6,1 milhões com mais 371 mil óbitos por coronavírus. Os EUA respondem por 1.786.593 diagnósticos confirmados e 104.319 mortes.  (Johns Hopkins)

A semana começa pesando os protestos e estimativas de uma recuperação econômica mais anêmica, mas na Ásia, as bolsa fecharam em alta, com destaque para Hong Kong que avançou 3,36%. Na Europa, os índices também operam em campo positivo. O viés dos futuros de Nova York não tem direção definida. O ouro está cotado a US$ 1.744 a onça.

RESUMO DOS MERCADOS

Dólar PTAX R$ 5,4263  + 1,61%
DI Fut Jan/25 5,97% – 14 bps
Ibovespa 87.410 pts + 0,53%
S&P 500 3.044 pts + 0,48%
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