Redução da meta Selic pelo Copom e os destaques do mês

RESUMO DO MERCADO  NO MÊS

Dólar PTAX R$ 5,4760/US$ + 0,91%
Taxa DI (Jan/25) 5,68% – 31 bps
Ibovespa 95.056 pts + 8,76%
S&P 500 3.100 pts + 1,84%

INVESTIMENTOS

O destaque do mês foi o mercado acionário, tanto aqui, quanto lá fora. O Ibovespa fechou em alta de 8,76%, mas ainda acumula queda de 17,80% no ano. Nos EUA, o Nasdaq avançou 5,99% e o S&P500, 1,84%, já perto de zerar as perdas no ano. Os ganhos também foram expressivos nas principais bolsas da Europa e Ásia.

Mesmo com as revisões para baixo nas estimativas de crescimento divulgadas pelas organizações multilaterais, como Banco Mundial e FMI, e as evidências de que o surto de coronavírus está longe de esvaecer, o que mais pesou na tomada de decisão dos investidores foram as taxas de juros muito baixas e a abundância de liquidez proveniente dos estímulos monetários e fiscais.

Ruídos políticos e manifestações sociais em meio à pandemia impactaram pouco,  ou quase nada, os preços dos ativos.

No mercado de renda fixa, a força compradora de títulos com vencimentos intermediários e mais longos resultaram em ganhos no mês. No crédito privado, a possibilidade do Banco Central negociar ativos no secundário colaborou para maior estabilidade e funcionalidade do segmento.

O IFIX, índice representativo de fundos imobiliários, avançou 5,59%

O dólar chegou a ser negociado abaixo de R$ 5,00, mas fechou a cotado a R$ 5,4760, com 0,91% de valorização. A depreciação do real em relação ao dólar acumula 35,86%  no ano.

Consolidando as várias classes de ativos, junho foi um mês positivo para as carteiras de investimentos, superando em muito o CDI que foi 0,21%. O CDI acumulou 1,75% nos seis primeiros meses do ano.

Para o segundo semestre, as adversidades econômicas seguem no radar. Temos revisado as estimativas macroeconômicas e as alocações com maior frequência durante a crise da pandemia, porém, esse cuidado não evitará os altos e baixos que estão por vir. Ainda assim, será possível alcançar bons resultados nos investimentos com uma diversificação adequada e horizonte de médio e longo prazos.

O recuo do PIB deverá ficar entre 5% e 5,5% em 2020, com a contribuição positiva do setor agrícola que compensará a queda da indústria e serviços. O quadro fiscal é desafiador e é o ponto de maior preocupação. O déficit primário deverá avançar para 10% com a prorrogação do auxílio emergencial. O déficit nominal ficará em torno 12%.

Embora o BC não tenha fechado as portas para mais cortes, acreditamos que a Selic possa ser mantida em 2,25%. 

Os efeitos da pandemia na economia e a queda dos preços dos combustíveis são desinflacionários e levaram à deflação recente, mas o preço dos combustíveis começa a voltar. A estimativa para o IPCA em 2020 fica em torno de 2%. No ano que vem, achamos que a inflação deve voltar mais para perto da meta.

O ponto de equilíbrio para o dólar é entre R$ 5,20 e R$ 5,25, até o fim de 2020, o que embute um prêmio de 15% acima da taxa média real histórica.

Para o Ibovespa avançar novos patamares, de forma sustentável, precisará ter fundamentos. Hoje há uma grande dissonância entre o mercado e a economia real. A projeção para o Ibovespa até o final do ano é de 100-103 mil pontos. Obras no setor de saneamento e privatizações serão positivas para o mercado.

Outra preocupação no radar, são as eleições nos Estados Unidos, pois trarão mais volatilidade para os mercados. Estaremos de olho.

PRINCIPAIS ACONTECIMENTOS

ECONOMIA NA PANDEMIA 

O mês de junho foi marcado pelo aumento dos casos de coronavírus em estados americanos importantes como Texas, Califórnia, Arizona e New Jersey, além do ressurgimento de transmissão doméstica na China e Japão. O receio de uma segunda onda fez com que os processos de reabertura econômica tivessem que ser repensados e alguns até suspensos. Essa situação errática eleva as incertezas sobre a duração da pandemia e, como consequência, dos efeitos econômicos da mesma.

No mundo, os casos confirmados ultrapassaram os 10,5 milhões, com 512 mil mortes. Nos EUA, esse número chegou aos 2,6 milhões e os óbitos estavam na casa dos 127 mil. O Brasil se consolidou como um novo epicentro da doença, ocupando o segundo lugar global, mais que dobrando o número de casos em relação ao mês anterior, saindo 515 mil, ao final de maio, para 1,4 milhões, no fim de junho. O total de falecimentos em decorrência da Covid-19  também dobrou por aqui, chegando a 59,6 mil.

Como resposta aos desafios social e econômico impostos pela paralisação das atividades, os bancos centrais continuam injetando liquidez nos mercados com incentivos na ordem dos trilhões de dólares, tanto nos EUA, quanto na Europa e também, em uma escala menor, no Brasil.

A dificuldade de fazer o dinheiro chegar aos mais necessitados, sejam pessoas física ou jurídicas, continua e as medidas mais recentes seguem nessa vertente de ajudar os informais, autônomos, pequenos e médios empresários. A prorrogação do auxílio emergencial por mais dois meses no valor de R$ 600,00 é uma delas, além de uma série de programas elaborados pela equipe econômica e pelo Banco Central do Brasil estabelecendo linhas de crédito específicas para atender esses CNPJs.

Do ponto de vista macro, parte desses estímulos surtiram efeito nos dados econômicos divulgados em junho, que foram, em sua maioria, positivos, ou menos negativos do que se esperava. Nos EUA, o otimismo veio das vendas no varejo americano que aumentaram 17,7% em maio (a expectativa era de +7,9%), do salto recorde de 44,3% das vendas de imóveis existentes na comparação maio – abril (o estimado era +19,3%), mas o que mais impactou o mercado foi a taxa de desemprego que acreditava-se que pudesse chegar a 19,5% com fechamento de mais de 8 milhões de vagas. e ao invés de aumentar, o desemprego americano diminuiu, sendo criados 2,5 milhões de postos de trabalho, reduzindo a taxa de desemprego de 14,7% para 13,3%.

O viés positivo dos indicadores se contrasta com as projeções ainda muito negativas para a economia mundial. O FMI alertou para a excepcionalidade de uma desaceleração profunda e sincronizada, com países desenvolvidos e emergente enfrentando simultaneamente contrações significativas em seus produtos. O fundo calcula que o PIB global deve diminuir 4,9% em 2020. Para o Brasil, o recuo deve ser de 9,1%, bem pior que a queda de 5,3% prevista em abril. O presidente do Federal Reserve Jerome Powell compartilha dessa cautela, buscando sempre elencar os desafios e afastar a possibilidade de juros negativos nos EUA. 

No Brasil, os dados sinalizam a magnitude do desafio. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado a prévia do PIB, sofreu uma contração de 9,73% no mês de abril ante março. O varejo recuou 16,8% e o volume de serviços caiu 11,7% no mesmo período.

No campo do emprego, o cenário poderia ser bem mais sombrio, mas com o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm) do Governo Federal, a nossa taxa de desocupação se manteve em 12,9% o que é 1 p.p. acima da média do ano de 2019 (nos EUA, por exemplo, o desemprego saiu de 3,5%  em fevereiro para o pico em abril de 14,7%). A aparente efetividade do BEm é positiva para a recuperação econômica pois, por uma questão estrutural de legislação trabalhista, como os custos de demissão no Brasil são altos, isso afeta a tomada de decisão de contratar do empresário, ou seja, se o nosso desemprego se elevasse muito, a contratação muito provavelmente não viria logo após a pandemia, de modo que, preservando empregos, a mão-de-obra está disponível para ser utilizada assim que o cenário se tornar mais favorável, encurtando o tempo para recuperação econômica.

Do ponto de vista monetário, o Copom, pela oitava vez consecutiva, reduziu a meta da Selic em 75 pontos base, levando-a para 2,25%, a menor taxa histórica. O resultado já era esperado pela maior parte do mercado financeiro. O Comitê ainda deixou aberto que a continuidade dos cortes, se houver, será apenas, “residual” avaliando a trajetória fiscal assim como a percepção sobre sua sustentabilidade. Um ponto que está sempre nos discursos do Roberto Campos Neto, presidente do BC, é que o mandato da autoridade monetária é para fazer cumprir a meta de inflação, que em decorrência do caráter desinflacionário da pandemia vem se mantendo consistentemente abaixo dos 2,5%, que é o limite inferior do intervalo de tolerância de +/- 1,5 p.p. considerando a meta de 4% a.a. No último boletim Focus do mês de junho, a projeção do IPCA para o fim de 2020 era de 1,63%.

Na ata do Copom ficou claro que um ponto que pode afetar o balanço de riscos é a percepção da continuidade das reformas estruturantes no Brasil. Quanto a esse quesito, em junho houve um pequeno ruído com o anúncio da saída do Secretário do Tesouro Mansueto Almeida, que era o fiador do ajuste fiscal, mas que logo foi dissipado com a escolha de Bruno Funchal para o cargo, que possui um alinhamento com as propostas do ministro Paulo Guedes.

POLÍTICA DOMÉSTICA

Um outro tópico que continua adicionado incerteza às análises, tanto do próprio Banco Central, quanto dos investidores em geral, é a instabilidade política no Brasil. O presidente Jair Bolsonaro vem buscando se equilibrar entre disputas com no âmbito “jurídico”, o apoio no Congresso e a sua base popular. A dificuldade desse malabarismo político é que, muitas vezes, o presidente não consegue satisfazer esses três pilares, pelo contrário: acenos para um grupo são interpretados como afrontas a outros. Inclusive, essas categorias em si são heterogêneas. No campo que denominamos “jurídico” por exemplo, podemos incluir a PGR, o STF, o TSE e a PF, cujas relações com o presidente são bastantes distintas e circunstancialmente construídas. No Congresso, a relação com o Centrão e com os presidentes das casas, Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, também operam em lógicas específicas. Sobre a base popular, a diversidade é a ainda mais evidente e é fruto da junção de grupos “contra um inimigo comum” na época eleitoral e que agora apresentam projetos distintos de Brasil: os militares, os “lavajatistas”, os defensores do Paulo Guedes e os apoiadores do Olavo de Carvalho, o que dificulta a articulação política até mesmo na base que elegeu o presidente. É válido colocar que esses grupos de apoio não são mutuamente excludentes, podendo haver interseções. Todavia, a questão é que à medida que as pautas vão se complexificando, e as reformas mais “consensuais” vão sendo encaminhadas, algum grupo irá assumir o protagonismo de direcionamento em detrimento de outros. Essa disputa de influência sobre o presidente também gera incertezas.   

De ruídos mais intensos podemos citar a o inquérito das Fake News, que apura a existência de uma rede de disseminação de notícias falsas e ameaças aos ministros do Supremo e já teve expedidos mandados de busca e apreensão na casa de apoiadores, blogueiros e políticos próximos do presidente. No TSE, o inquérito que pode vir a cassar a chapa Bolsonaro-Mourão continua e em junho mais um flanco de instabilidade foi aberto, com a prisão do Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, amigo próximo da família e suspeito de operar o esquema de rachadinha do filho 01 do presidente, à época que Flávio era deputado estadual na Alerj. Cercado por críticos de todos os lados e em uma situação complexa tanto política, quanto juridicamente e ainda em um momento de pandemia, Bolsonaro se afastou das polêmicas nas últimas semanas do mês, evitando postar no Twitter tudo que não seja estritamente institucional. É válido mencionar que o Ministério das Comunicações foi recriado com o deputado Fábio Faria (PSD-RN) assumindo o comando da pasta. 

Pela lado do avanço das reformas, a aprovação do marco do saneamento foi muito positiva. O setor de saneamento é o mais atrasado da infraestrutura brasileira, resultado de um ambiente regulatório confuso marcado pelas interferências políticas e contratos não padronizados. Pelo fato de ser um projeto de Lei, o novo marco não resolve a sobreposição de poder entre as esferas administrativas, visto que a atribuição de competências está na Constituição que coloca o município (e em alguns casos o estado) como poder concedente. As disputas entre governadores e prefeitos surgem pelo fato das empresas públicas e as agências reguladoras estão sob a alçada dos estados e os contratos nas mãos dos municípios.  No entanto, o novo marco é favorável, pois redireciona incentivos ao promover a padronização de contratos, estabelecendo metas e fortalecendo o ambiente regulatório de forma a reduzir insegurança jurídica, o que deve promover uma maior participação da iniciativa privada no setor.

As principais inovações trazidas pelo nova regulação foram: (i) o empoderamento da Agência Nacional de Águas (ANA) que será responsável por fiscalizar as agências estaduais de modo a promover a padronização de normas entre os diferentes estados; (ii) a proibição da celebração de novos Contratos de Programa, definindo ainda que os contratos que já estão em vigor poderão ser mantidos e, até prorrogados por 30 anos, até março de 2022 se comprovarem viabilidade financeira; (iii) a possibilidade de formação de blocos regionais para licitação de forma que a participação da iniciativa privada seja incentivada sem prejudicar o subsídio cruzado; (iv) o estabelecimento de metas de universalização a serem cumpridas até 2033 em todos os contratos; e (v) a manutenção dos contratos, no caso de privatizações de empresas estaduais, definindo ainda que caso o município escolha não aderir ao processo de privatização será necessário reembolsar a companhia pelo investimento não depreciado realizado pela empresa de saneamento básico.

As aprovações tanto do Marco do Saneamento, quanto da PEC do adiamento das eleições municipais (que serão realizadas em novembro, não mais em outubro conforme estabelecido na Constituição), foram em grande parte articulações do Maia e do Alcolumbre com o Centrão. Sobre o apoio vacilante do Centrão, é importante ter em mente que, Bolsonaro com esses novos aliados teria, se muito, 206 deputados. Esse número é suficiente para barrar a abertura de um pedido de impeachment visto que é preciso 1/3 + um voto para que não se avance esse processo na Câmara (o que corresponderia a 172 deputados). Contudo, para a aprovação de PECs o quorum é de 3/5 dos parlamentares em dois turnos nas duas casas, ou seja, o Bolsonaro precisa de ao menos 308 deputados para aprovar as reformas estruturantes do Paulo Guedes, uma vez passada a pandemia, e ele não possui essa base assegurada.

POLÍTICA INTERNACIONAL

Nos EUA, o mês de junho se iniciou com uma série de protestos antirracistas em diversas cidades em virtude da morte por sufocamento de George Floyd. O clima ficou tenso por algumas semanas devido a resposta dura de Donald Trump às manifestações que ganharam proporções internacionais.

Contudo, o que vem dominando a cena política americana é a eleição presidencial de novembro deste ano. O candidato democrata Joe Biden abriu 10 pontos percentuais de vantagem sobre Trump e, apesar de ainda faltar alguns meses até a eleição, é preciso encarar as ações de Trump nesse momento como as ações de um político em campanha. Essa lente nos permite compreender os discursos de recuperação em V da economia, a coletiva de imprensa após os dados surpreendentes do emprego nos EUA e inclusive a relação com a China.

A Guerra Comercial entre os EUA e China, ao longo deste ano vem ganhando novas facetas. Da insatisfação inicial de Trump com o déficit comercial com os chineses as disputas se estenderam para a área de  tecnologia, para a esfera financeira, mas também para o campo geopolítico. No campo comercial, a “fase 1 “do acordo assinado em janeiro não foi jogada fora. Os países ainda se comprometem com o cumprimento dos termos que incluem maiores volumes de compras de produtos agrícolas americanos. Sobre este ponto, é importante destacar o caráter pragmático de Trump, a disputa objetivava uma maior corrente de comércio que fosse benéfica aos EUA e não um isolamento completo da China. Mas com a escalada das disputas para outros campos a situação se complexifica e Trump surfa a onda de aversão aos chineses ainda mais agora com o coronavírus tendo surgido na China. 

No âmbito tecnológico, os principais alvos são a Huawei e a ZTE, e essa briga vai além do fornecimento de infraestrutura 5G. As empresas chinesas ao mesmo tempo que são concorrentes das americanas também são importantes clientes da indústria de microchips e semicondutores dos EUA. Tentativas de sufocamento desse setor na China pelo impedimento de aquisição de insumos pode ser uma jogada arriscada. A guerra tecnológica está partindo para âmbito financeiro com a classificação dessas empresas ameaças à segurança nacional. Dessa forma as empresas norte-americanas ficam proibidas de usarem um fundo governamental de US$ 8,3 bilhões para comprar equipamentos delas.

Além disso, os EUA colocaram 33 empresas chinesas em uma lista-negra e o mais notável disso é que o critério usado leva essa disputa para a esfera geopolítica. O argumento americano é que essas empresas estariam ajudando a China a espionar a minoria étnica uigur em Xinjiang, desrespeitando os direitos humanos. Essa medida passou na Câmara por uma maioria de 413 votos a favor e 1 contra.  A limitação de emissão de vistos para esses executivos e membros do Partido Comunista desloca o foco inicial da disputa mais uma vez, mas dentro de um espectro de influência política, o enfraquecimento de empresas e indústrias de ponta se torna uma estratégia deliberada.

Nessa mesma chave, a reação americana à lei de Segurança Nacional imposta pela China Continental a Hong Kong expressa a preocupação não só com seus executivos sediados na Região Administrativa Especial mas também em enfraquecer o governo chinês frente a polêmicas de repressão à liberdades. Inclusive esse é o mesmo argumento por trás da tentativa de batizar o Coronavírus de “Vírus Chinês”: criar um constrangimento internacional para a China “culpando” a falta de liberdade pela calamidade.

Ao definir um “inimigo” comum e ter um plano traçado de enfrentamento, Trump aglutina interesses e busca a união por um sentimento nacionalista. A colocação da China como esse inimigo a ser combatido é quase um consenso no establishment político americano, visto que todas essas medidas de sanção foram aprovadas no Congresso e passaram quase que por unanimidade, inclusive na Câmara de maioria democrata. Por isso, apesar da disputa eleitoral, republicanos e democratas possuem um posição de confronto com a China.

BRASIL

IBC-Br abril/ 2020: -9,75%.

Taxa Selic: 2,25% a.a.

Desemprego: 12,9% em maio.

Inflação (IPCA-15): 0,02%.

MUNDO 

Vendas no varejo nos EUA: +17,7% (expectativa +7,9%).

Emprego nos EUA: criação de 2,5 milhões de empregos (expectativa fechamento de 8 mi de vagas).

PMI Industrial da Zona do Euro:  47,4 pontos (junho).

PMI Industrial da China: 50,9 pontos (junho).

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