Economia brasileira perde dois membros de sua equipe e os últimos destaques 

BRASIL EM FOCO

Com dados de inflação fracos, tensões geopolíticas e às vésperas de uma semana com resultados corporativos importantes, o Ibovespa operou na sexta em um clima de maior cautela e registrou uma leve alta de 0,09% aos 102.381,60 pontos, na semana, a queda foi de 0,49%  No câmbio, o dólar Ptax teve um dia de alta de 0,97% sendo cotado, na venda, a R$ 5,2146, na semana, contudo, recuou 2,55%. Nos juros futuros, os contratos de DI com vencimento em janeiro de 2025 eram negociados à taxa de 5,39%, fechando 16 pontos base, nos últimos 5 pregões, perdeu 9 bps. 

Na sexta, o IBGE divulgou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) apresentou alta de 0,30% em julho, após o resultado de 0,02% registrado em junho. O número veio abaixo das expectativas do mercado de um avanço de 0,51%. A maior variação positiva veio dos Transportes (1,11%) em julho, que foram impactados pela alta de 4,4% nos preços dos combustíveis.  Após quatro meses consecutivos de quedas, a gasolina subiu 4,47%,  o etanol 4,92%, e o óleo diesel 2,50%. Com uma inflação mais fraca, os investidores aumentaram suas apostas em mais um corte adicional na taxa de juros.

Em apenas três dias, veio a público que o ministro da Economia Paulo Guedes sofreu duas baixas na equipe. Na sexta-feira (24), o presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, comunicou oficialmente sua saída e no domingo (26) o diretor de programas, Caio Megale, também anunciou sua demissão. Novaes alegou que nesse momento é importante “passar o bastão a alguém mais jovem neste mundo de tantas inovações”. No entanto, também deixou claro que não havia se adaptado ao que chamou de “ambiente poluído de Brasília”. Megale também usou questões pessoais como justificativa. (Folha)

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, afirmou que a melhora nas pesquisas sobre o governo é resultado de uma mudança do presidente Jair Bolsonaro na maneira de se comunicar. A principal mudança foi na diminuição da frequência das entrevistas no “cercadinho” do Palácio da Alvorada. Faria disse que “Esse período de pandemia serve para que as pessoas reflitam mais. O presidente gosta da imprensa e isso é notório. Agora, a comunicação era muito de guerra, de briga, de revidar de um lado e de outro – e isso estava ruim para os dois lados. Eu acho que, pelo que estou vendo, acompanhando nesses últimos 40 dias, isso tem se acalmado também”. O ministro também afirmou que espera que o Ministério da Economia libere a edição de uma medida provisória para destinar em torno de R$ 320 milhões em publicidade interna e externa, para abordar o tema do meio ambiente até o final deste ano. (Poder 360)

Um grupo de entidades sindicais brasileiras ingressou neste domingo com uma ação no Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia, na Holanda, contra o presidente Jair Bolsonaro por crime contra a humanidade. A acusação se baseia nas possíveis falhas do presidente que, desde o início da crise sanitária, teria adotado “postura negligente e irresponsável” que teria contribuído para que o país atingisse a marca de mais de 80 mil mortes pela nova doença. (Valor)

O Brasil, segundo o Painel Coronavírus do Ministério da Saúde, ultrapassou os 87 mil mortos e os 2,42 milhões de casos confirmados. 

OBSERVATÓRIO INTERNACIONAL

Nos EUA, as tensões com a China e a pausa no rali das ações de tecnologia contribuíram para o desempenho negativo das ações. O S&P 500 recuou 0,62% aos 3.215,63 pontos revertendo os ganhos em 0,28% de perdas na semana.

A China assumiu as instalações do consulado dos EUA na cidade de Chengdu, na segunda-feira, depois de ordenar que a instalação fosse desapropriada em retaliação pelo pedido americano de fechamento do seu consulado em Houston, Texas. (Reuters)

Em semana de reunião do Fomc, na quarta (29), a aceleração do contágio em alguns estados americanos importantes vem elevando a preocupação da autoridade monetária quanto à velocidade da recuperação econômica. Em discursos e entrevistas, autoridades do Fed alertaram que a economia enfrentará uma recessão mais profunda e uma recuperação mais difícil se o país não tomar medidas mais eficazes para retardar a propagação da infecção. Provavelmente, nessa próxima reunião, o Fed não lançará novas medidas de estímulo via queda de juros, mas seus membros estão debatendo como fornecer mais apoio à economia. (WSJ)

O avanço da segunda onda de coronavírus vem preocupando autoridades de saúde de todo o mundo. A China registrou o maior número de casos domésticos desde meados de março, em meio a surtos no oeste e nordeste. A epidemia da Índia está crescendo no ritmo mais rápido do mundo, aumentando 20% na última semana. A região da Catalunha, na Espanha, enfrenta uma situação crítica com surtos de coronavírus inclusive com o Reino Unido impondo quarentena de duas semanas para viajantes vindo da Espanha. A Alemanha também enfrenta uma tendência “muito preocupante” de alta de infecções por coronavírus após um surto em uma fazenda na Baviera. No mundo são mais de 16,26 milhões de casos confirmados e 649 mil mortos. (Blooomberg / Johns Hopkins)

Nesta manhã, as bolsas asiáticas fecharam sem direção única. Na Europa, os índices também operam sem um catalisador evidente. Os futuros nos EUA  apontam para uma alta na abertura. É esperado ainda hoje que o líder da maioria no Senado, o republicano Mitch McConnell, revele o plano de estímulo de cerca  US$ 1 trilhão em apoio à economia dos EUA. O recente rali em ouro continua com o metal subindo para um recorde de US$ 1.944,71 a onça. Nesta semana além da reunião do Fomc na quarta (29), os investidores vão ficar de olho nas divulgações de resultados das empresas tanto no Brasil quanto nos EUA.

RESUMO DOS MERCADOS

Dia Semana Mês Ano
Ibovespa (pts) 102.381,60 0,09% -0,49% 7,71% -11,48%
Dólar PTAX (R$) 5,2146 0,97% -2,55% -4,77% 29,37%
DI Jan 2025 5,39% -16 bps -9 bps -29 bps -106 bps
S&P 500 (pts) 3.215,63 -0,62% -0,28% 3,72% -0,47%
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