Preocupações com as mudanças no teto de gastos e os últimos destaques

BRASIL EM FOCO

Preocupações com a manutenção do teto dos gastos, em um dia de desvalorização dos preços das commodities, derrubaram o índice brasileiro de volta aos 100 mil pontos. O Ibovespa recuou 1,62%, aos 100.460,6 pontos. No câmbio, o dólar Ptax caiu 1,37% sendo cotado, na venda, a R$ 5,3801. Nos juros futuros, os contratos de DI com vencimento em janeiro de 2025 eram negociados à taxa de 5,77%, subindo 15 pontos base

TETO DOS GASTOS: em meio às disputas interministeriais a respeito do aumento dos gastos, o governo recuou, freando o “Eixo Progresso” do plano Pró-Brasil, que previa mais obras públicas. O “Eixo Ordem”, que trata de mudanças regulatórias e a atração de investimentos privados, está mantido. Em sua live semanal, o presidente comentou que “A ideia de furar teto existe, o pessoal debate. Qual é o problema? Na pandemia, temos a PEC de Guerra Já gastamos R$ 700 bilhões, vamos gastar mais R$ 20 bilhões ou não? Daí Paulo Guedes fala: ‘Está sinalizando para a economia, para o mercado, que está furando o teto, que está dando um jeitinho’[…] A intenção de arranjar mais, em média, R$ 20 bilhões, é água no Nordeste, é saneamento, é revitalização de rios, é Minha Casa, Minha Vida, é BR-163 lá no Pará […] O mercado reage, o dólar sobe, a Bolsa cai. Agora esse mercado tem que dar um tempinho também, né? Um pouquinho de patriotismo não faz mal a eles, né? Não ficar aí aceitando essa pilha”. O presidente, contudo, reafirmou que essa ideia foi abandonada e reclamou que o debate era interno e foi “vazado“.

PESQUISA DATAFOLHA: na última pesquisa realizada em 11 e 12 de agosto, 37% dos brasileiros consideram o governo Bolsonaro ótimo ou bom, ante 32% que o achavam na pesquisa anterior, feita em 23 e 24 de junho. Mais acentuada ainda foi a queda na curva da rejeição: caíram de 44% para 34% os que o consideravam ruim e péssimo no período. Consideram o governo regular, por sua vez, 27%, ante 23% em junho. Os entrevistados também foram perguntados sobre a confiança nas declarações do presidente. Os que nunca confiam no presidente são 41% dos brasileiros, enquanto 22% sempre confiam e 35%, confiam às vezes. (Folha)

VOLUME DE SERVIÇOS: em junho de 2020, o volume de serviços no Brasil cresceu 5,0% frente a maio, na série com ajuste sazonal, após quatro meses de taxas negativas seguidas. Na comparação com junho de 2019, o volume de serviços recuou 12,1%. (IBGE)

CASO QUEIROZ: Fabrício Queiroz e sua mulher, Márcia Aguiar, devem voltar à cadeia. O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Félix Fischer revogou a liminar que concedida prisão domiciliar para o casal. O ex-assessor parlamentar de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) é suspeito de operar suposto esquema de “rachadinha”. A grande preocupação agora é se Queiroz ou sua mulher venham a assinar acordos de delação. (O Globo)

PANDEMIA NO BRASIL: o país ultrapassou os 105 mil mortos com 3,22 milhões de casos confirmados.(Ministério da Saúde)

OBSERVATÓRIO INTERNACIONAL

Nos EUA, os índices fecharam em queda com a demora em se chegar a um acordo no Congresso americano sobre o pacote de estímulos. O S&P 500 teve queda de 0,20% aos 3.373,43 pontos

PACOTE DE ESTÍMULOS FISCAIS EUA: em quase duas semanas de negociação, Republicanos e Democratas ainda não chegaram a um acordo. A principal fonte de discordância é quanto ao apoio aos estados e municípios. Os Republicanos querem direcionar no máximo US$ 150 bi aos entes subnacionais. Os democratas acham esse valor insuficiente e propõem US$ 915 bi. O líder da maioria no Senado, Mitch McConnell, disse que o Senado está em recesso e não realizará votações até 8 de setembro. (Bloomberg)

ELEIÇÕES NOS EUA: um ponto de tangência entre o pacote de estímulos e as eleições que também dificulta o entendimento entre os partidos é a votação por correspondência. Trump se opõe pessoalmente a destinar mais recursos para essa modalidade de votação alegando maior risco de fraude. Os democratas, por sua vez, querem um financiamento adicional de US$ 3,6 bi tanto para os correios, quanto para as medidas de segurança eleitoral. O presidente, contudo, voltou atrás e disse que não vetaria um pacote que destinasse recursos aos correios. (The New York Times)

SEGURO DESEMPREGO: 963.000 foram os novos pedidos de seguro-desemprego nos EUA, na semana passada. Esse dado caiu para menos de um milhão pela primeira vez, desde que iniciou a pandemia do coronavírus em março. (WSJ)

ORIENTE MÉDIO: ontem foi assinado um acordo histórico para normalizar as relações entre Israel e os Emirados Árabes Unidos. O Irã, porém se pronunciou, chamando o acordo de uma “jogada perigosa” e um “erro tolo” que pode levar ao agravamento das tensões na região. O Irã não reconhece oficialmente Israel como um estado nacional. (Bloomberg)

CORONAVÍRUS NO MUNDO: o número de casos confirmados chegou a 20,9 milhões e os óbitos ultrapassaram 760 mil. Nos EUA, os infectados somam 5,25 milhões e as mortes chegaram a marca dos 167 mil. (Johns Hopkins)

Nesta manhã, s bolsas asiáticas fecharam sem direção definida. Na Europa, os índices operam em queda de mais de 1% e os futuros de Wall Street não apontam para uma direção única abertura. Hoje o mercado vai acompanhar a divulgação os dados de vendas no varejo e produção industrial dos EUA no mês de julho.  

RESUMO DOS MERCADOS

 CotaçãoDiaSemanaMêsAno
Ibovespa (pts)100.460,60-1,62%-2,25%-2,38%-13,14%
Dólar PTAX (R$)5,3801-1,37%-0,79%3,40%33,48%
DI Jan 20255,77%15 bps36 bps56 bps-68 bps
S&P 500 (pts)3.373,43-0,20%0,66%3,13%4,41%
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