Subsecretário de Política Macroeconômica pede demissão e os últimos destaques

BRASIL EM FOCO

DESTAQUES: em meio a dúvidas sobre a permanência de Paulo Guedes no Ministério da Economia e em dia de vencimento de opções o principal índice da B3 teve forte queda. O aumento da percepção do risco fiscal também impactou no câmbio e o dólar registrou alta consistente. Com o real desvalorizado, as exportadoras foram as mais beneficiadas e as ações com melhor desempenho no pregão foram justamente Marfrig ON (5,37%), JBS ON (2,53%), Minerva ON (1,84%), units de Klabin (2,11%) e CSN ON (1,90%).

PAULO GUEDES: em entrevista à CNN, Jair Bolsonaro buscou acalmar o mercado afirmando que saída do ministro da Economia “nunca foi cogitada [..] Paulo Guedes é aliado de primeira hora. Entramos juntos no governo e vamos sair juntos. O próprio ministro também se manifestou declarando que “eu confio no presidente e ele em mim“.

NOVAS BAIXAS: o subsecretário de Política Macroeconômica, Vladimir Kuhl Teles, também pediu demissão ontem (17). Segundo a assessoria da pasta, a saída, no entanto, foi por motivos pessoais. (Folha)

INVESTIMENTO PÚBLICO: Paulo Guedes afirmou que a equipe econômica está estudando um remanejamento de recursos orçamentários para que se possa fazer mais investimentos. Esse recursos seriam provenientes de duas medidas provisórias, em torno de R$ 15 bilhões, que foram repassados a Estados e municípios, mas que não foram utilizados. (Valor)

FOCUS: o Relatório de Mercado, publicado pelo Banco Central nesta segunda, aponta para a sétima melhora na projeção dos economistas para o PIB em 2020, estando agora em -5,52%. As expectativas para o IPCA também mudaram, subindo para 1,68%.

PANDEMIA NO BRASIL: o país ultrapassou os 108,5 mil mortos com 3,36 milhões de casos confirmados. (Ministério da Saúde)


OBSERVATÓRIO INTERNACIONAL

DESTAQUES EXTERNOS: os índices nos EUA fecharam sem direção definida com o Nasdaq renovando mais uma vez a sua máxima histórica de fechamento. O impasse quanto ao novo pacote de estímulos continua. 

CONGRESSO DOS EUA: o Senado americano está em recesso e é pouco provável que o retorne mais cedo aos trabalho. Contudo, para a volta das férias de verão, os republicanos do Senado planejam apresentar um projeto de estímulo reduzido em meio ao impasse sobre um novo plano de alívio que se arrasta por semanas. A legislação incluiria um benefício de desemprego de US$ 300 por semana, dinheiro para ajuda a pequenas empresas, financiamento adicional do serviço postal dos EUA e proteção para empregadores contra ações judiciais decorrentes de infecções por Covid-19. É também pouco provável que esse pacote tenha apoio dos Democratas. (Bloomberg)

ELEIÇÕES NOS EUA: a ex-primeira-dama Michelle Obama lançou fortes ataques ao presidente Donald Trump na abertura da Convenção Democrata virtual. Ela pediu aos americanos que elegessem o democrata Joe Biden em novembro para acabar com o caos que teria sido criado durante os quatro anos da presidência de Trump. (Reuters)

RELAÇÃO EUA-CHINA; o Departamento de Comércio dos EUA emitiu novas regras restringindo o acesso da Huawei a chips de fabricação estrangeira. As novas regras proíbem empresas de fora dos EUA de vender qualquer chip feito com tecnologia americana para a Huawei sem uma licença especial. A regra cobre até mesmo chips amplamente disponíveis e prontos para uso feitos por empresas estrangeiras, colocando novos limites potencialmente severos na capacidade da Huawei de fornecer peças. As restrições colocam bilhões de dólares em vendas globais da indústria de semicondutores dos EUA em maior risco. Gigantes da indústria, como a Qualcomm, sediada em San Diego, têm pressionado o governo Trump para amenizar as restrições anteriores – e não fortalecê-las. (WSJ)

CORONAVÍRUS: Alemanha registra o maior número de novos casos de coronavírus em quase quatro meses. No mundo, o número de casos confirmados chegou a 21,9 milhões e os óbitos ultrapassaram 774,7 mil. Nos EUA, os infectados somam 5,44 milhões e as mortes chegaram a marca dos 170,5 mil. (Johns Hopkins)

HOJE: As bolsas asiáticas fecharam sem direção definida, mas próximas do zero a zero. Na Europa, os índices operam em alta. Os futuros de Wall Street também apontam para uma alta na abertura. O ouro volta a ser negociado acima de US$ 2.000 a onça. 

RESUMO DOS MERCADOS NO ÚLTIMO PREGÃO

   Cotação  Dia Semana Mês Ano
Ibovespa (pts)99.595,40-1,73%-1,73%-3,22%-13,88%
Dólar PTAX (R$)5,44971,20%1,20%4,74%35,21%
DI Jan 20255,89%10 bps10 bps68 bps-56 bps
S&P 500 (pts)3.381,990,27%0,27%3,39%4,68%

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