Bolsonaro avalia zerar imposto de importação de produtos e os últimos destaques

RESUMO DOS MERCADOS

   Cotação  Dia Semana Mês Ano
Ibovespa (pts)100.050,40-1,18%-1,18%0,69%-13,49%
Dólar PTAX (R$)5,36981,61%1,61%-1,86%33,23%
DI Jan 2025 (bps)5,83%1313-8-62
S&P 500 (pts)3.331,84-2,78%-2,78%-4,81%3,13%

BRASIL EM FOCO
DESTAQUES: a queda das empresas de tecnologia nos EUA continuou contaminando o mercado aqui no Brasil. Além disso, na terça, o forte recuo do preço do petróleo também contribuiu para o desempenho fraco das ações ligadas a commodity. O contrato do Brent para novembro fechou em queda de 5,30%, a US$ 39,78 por barril. Petro Rio ON cedeu 6,08%, Petrobras ON caiu 3,47% e Petrobras PN recuou 2,88%.

PRONAMPE: a nova fase do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) conta com R$ 12 bilhões, e várias instituições já esgotaram o limite das linhas destinadas a elas. (Valor)

INFLAÇÃO: Bolsonaro, após pedir “patriotismo’ dos donos de supermercado para não repassarem a alta dos preços dos alimentos para o consumidor final, estuda zerar o imposto de importação dos produtos para controlar a inflação. Itens como arroz, feijão e óleo tiveram altas de mais de 20% em 12 meses (com destaque para o arroz que subiu 48,37% no período). Até julho, o IPCA acumula alta de 2,31% em 12 meses. Mas, no mesmo período, o item de alimentação e bebidas subiu 7,61%. Esse aumento impacta a cesta básica e, de forma desproporcional, as famílias mais pobres que já enfrentam maiores dificuldade no cenário de pandemia. (Folha)

VETO PRESIDENCIAL: o ministro da Economia, Paulo Guedes, participa hoje de reunião com líderes governistas no Congresso. Tentará convencê-los a irem ao confronto para manter o veto do presidente Jair Bolsonaro à prorrogação da desoneração da folha de pagamentos a 17 setores. Segundo a Receita Federal, os 17 setores que hoje têm a vantagem deixam de recolher por ano perto de R$ 10 bilhões à Previdência. O líder do governo no Congresso, Eduardo Gomes (MDB-TO) reconhece que há risco de derrota e também pode haver um efeito adverso de aumento das demissões nestes setores intensivos em mão de obra. ( Poder 360)

VACINA: a farmacêutica AstraZeneca confirmou que fará uma pausa no estudo de sua vacina contra a Covid-19, que desenvolve em parceria com a Universidade de Oxford, após um dos voluntários do teste ter sofrido um episódio de reação adversa no Reino Unido. A vacina estava em teste também com voluntários no Brasil. A divisão brasileira da AstraZeneca ainda não se pronunciou sobre o assunto. Contudo, a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), que, ao lado do Instituto D’Or, conduz os testes no país, confirmou por meio de uma nota que as testagens por aqui também foram interrompidas.  ( O Globo)

CORONAVÍRUS NO BRASIL: o país ultrapassou os 4,16 milhões de casos confirmados e 127,4 mil óbitos em decorrência da Covid-19. (Ministério da Saúde)


OBSERVATÓRIO INTERNACIONAL 
DESTAQUES EXTERNOS: pelo terceiro pregão consecutivo, as empresas de tecnologia puxaram o desempenho dos índices americanos para baixo. As FAANGs tiveram um dia de forte queda: Facebook (-4,09%), Apple (-6,73%), Amazon (-4,39%), Netflix (-1,75%) e  Alphabet, controladora da Google, (-3,64%). Também merece destaque a Tesla, que recuou 21,06% na Nasdaq, ainda repercutindo a decisão da S&P Global da última sexta-feira (4) de não incluir a empresa no índice S&P 500. 

ELEIÇÕES NOS EUA: uma pesquisa conduzida entre 3 e 8 de setembro, revelou que 52% dos prováveis eleitores planejavam apoiar Biden, enquanto 40% apoiariam Trump. Apenas 3% disseram que votariam em outro candidato e 5% disseram que permanecem indecisos, a menos de dois meses para a eleição presidencial de 3 de novembro. Quando questionados sobre o que os motivou a escolher presidente, 28% disseram que era a capacidade percebida do candidato de lidar com o coronavírus, e 23% disseram que era a capacidade de restaurar a confiança no governo. Outros 19% disseram que era a capacidade do candidato de impulsionar a economia e 14% disseram que estavam procurando um candidato que seja “duro com o crime”. É importante ter em mente que pelo sistema de Colégio Eleitoral, um candidato receber a maior quantidade de votos nacionalmente não garante a vitória nas eleições. (Reuters)

RELAÇÕES EUA-CHINA: uma pesquisa realizada pela Câmara Americana de Comércio em Xangai e pela PwC China, aponta que metade das empresas americanas em território chinês acreditam que as disputas devem durar pelo menos três anos e quase um terço disse que sua capacidade de reter funcionários foi afetada. (Reuters)

BREXIT: as tensões em relação ao Brexit continuam e em uma declaração ontem, um ministro do Reino Unido admitiu que o governo de Boris Johnson violará a lei internacional em suas tentativas de reescrever o acordo de saída do país da União Europeia. (Bloomberg)

CORONAVÍRUS: Nos EUA os infectados ultrapassaram os 6,3 milhões e as mortes chegaram a 189,6 mil. No mundo, o número de casos confirmados é de 27,6 milhões e os óbitos somam 898 mil. (Johns Hopkins)

HOJE: na Ásia, as bolsas tiveram um desempenho negativo em linha com o resto do mundo. Os índices na Europa, após quedas consecutivas operam em leves altas e os futuros em Wall Street, apontam para uma recuperação dos sell off das empresas de tecnologia. Hoje saem os dados de abertura de vagas de trabalho nos EUA e o IPCA no Brasil. Atenção também para o anúncio de Biden sobre um plano de combater a fuga de empresas dos EUA com incentivo a geração de empregos domésticos.

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